2 de maio de 2016

Maio, mês de Maria


Santos Filipe e Tiago para colorir 02 de Maio


A comemoração conjunta dos dois apóstolos tem origem numa tradição: as relíquias dos dois mártires teriam sido levadas de Hierápolis e de Jerusalém a Roma, para repousar na igreja dos Santos Apóstolos.


  • São Felipe
são Filipe desenho
São Felipe era natural de Betsaida, na Galiléia. Deus Nosso Senhor chamou-o aos apostolado no mesmo dia em que São Pedro e Santo André. Foi Felipe a quem, no dia da multiplicação dos pães, perguntou Jesus onde havia de arranjar comida para tanta gente. Segundo a Tradição, depois de Pentecostes, Filipe se consagrara a pregar o Evangelho na Ásia Menor até que, chegando aos 87 anos, foi crucificado como Cristo.


  • São Tiago o menor
são tiago desenho
São Tiago - denominado o "Menor", para distingui-lo do homônimo, irmão de João - é primo de Jesus e autor de uma epistola dirigida a todas as comunidades cristãs. Emerge daí a figura de um homem austero e de poucas palavras. Chamado por Jesus, no segundo ano de sua vida pública, Tiago com o irmão Tadeu, foi incorporado ao Colégio dos Apóstolos. Bem poucas vezes encontramos o nome deste Apóstolo nas narrações evangélicas. Foi martirizado pelo conselho após testemunhar a verdadeira fé no ano 62.

FONTES: Portal Paulinas / Página Oriente

Ó Deus, vós nos alegrais cada ano com a festa dos apóstolos São Filipe e São Tiago. Concedei-nos por suas preces, participar de tal modo da paixão e ressurreição do vosso Filho que vejamos eternamente a vossa face. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: http://www.amiguinhosdedeus.com/2014/05/santos-filipe-e-tiago-para-colorir.html


29 de abril de 2016

6º Domingo da Páscoa – Ano C

“Quem ama Jesus se esforça para viver sua Palavra, que produz paz, justiça e fraternidade. “

– Missa com criança da semana: Jesus promete o Espírito Santo
– Evangelho: João 14,15-21
Acolhida – Boa noite queridas crianças
Boa noite a todos aqui presentes. Sejam todos mto bem-vindos a esta celebração!
( Aqui está acontecendo um dialogo entre duas pessoas )
Comentarista – Crianças, vocês poderiam me ajudar aqui.!? Eu estou discutindo com a fulana uma coisa , mas ela parece que ela não escuta . É que eu e a fulana ganhamos um passarinho.. Vê só que lindo?!Eu, como gosto muito de passarinho pensei em soltá-lo lá na horta de casa.
Fulana – Olha só , gente! Ela ficou louca. Se ela soltar esse passarinho na horta da casa dela, o que vai acontecer com o passarinho que tanto gostamos de ganhar?
Comentarista – Você é boba demais, fulana ! Ele ficará livre e então poderemos brincar com ele, ora.
Fulana – Você é que é a boba, ________! Se você soltar o nosso passarinho , de estimação na horta , acontecerá o seguinte : ou ele irá embora pra bem longe voando , ou ele irá para barriga do seu gato.
Comentarista – Ai , não ! Ai voce me ofendeu ? Está dizendo que o meu gatinho lindo comerá o nosso passarinho ?
Fulana – Claro q sim! É ou não é ,crianças? Vou te ensinar uma coisa _______. Quando a gente gosta muito de uma coisa, mas gosta mesmo, é claro que a gente cuida dela. Se você deixar ela solta, ele vai embora e corremos o risco dela não mais voltar. É preciso guardar bem aquilo que temos para que gente o tenha sempre, entendeu ?
Comentarista – Mais ou menos….
Fulana – Por exemplo: Nós, hoje, estamos aqui na casa do senhor, não é mesmo?E por que estamos aqui?
Comentarista – Ora… porque amamos nosso Deus , não é crianças ?
Fulana – E quando a gente ama o nosso Deus, a gente não quer sempre estar perto Dele ?
Comentarista – Eu quero!
Fulana – Pois, é assim que Deus nos ensina . Quando a gente ama bem uma pessoa a gente guarda tudo que ela nos ensina. E se a gente ama a Jesus é porque estamos amando muito, tudo que foi dito através dele vindo do pai.
Comentarista – Ah! Então é preciso guardar as coisas que aprendemos de Deus com muito carinho… Assim como eu farei com esse passarinho.. Bem guardado e amado, ele jamais será esquecido e a gente ainda pode aproveitar pra ensinar para os outros também o valor do amor que devemos ter para com Deus.
Fulana – é isso , mesmo!. Agora todos de pé e vamos cantar com alegria saudando a Jesus neste seu dia.
Ato penitencial – ( desenhar lâminas para ilustrar as falas )
Hoje, Jesus nos fala palavras lindas que enche de amor toda a nossa vida, mas algumas delas também nos fazem parar e refletir se a gente só tem ouvido ,ou tem também procurado realizá-las ,aqui ,no nosso meio …
Jesus disse para seus discípulos uma frase linda , e fala pra gente também que nos fará refletir :
_____ Deixo-vos a paz, a minha paz…
Se o filho de Deus nos ofereceu esta paz e,sendo todos nós de uma mesma família, por que será que a paz anda tão sumida? Hoje a maior procura no mundo chama-se paz (procura-se paz para viver)
Será que nós estamos promovendo a paz nas nossas famílias, ou temos criado situações de guerra e brigas, de tapas e mais tapas uns nos outros?
Que tipo de filho sou eu , diante de meus pais?
Sou o tipo bonzinho na frente e que apronta todas pelas costas? Fazendo-me sempre de inocente , mas pelas costas sou o contrário?mentindo e traindo a confiança deles ?
Ou será que crio situações de conflito na minha escola, com meus amigos, insitando a fofoca, falando mal de todos, criticando e apelidado as pessoas do que elas não gostam e tornando a vida delas um inferno?
Quantas vezes eu faço uma pessoa feliz por dia? E quantas vezes eu faço uma pessoa infeliz por dia? Será que estou tendo um saldo positivo de paz ou um saldo negativo de paz?
Por todas ,às vezes , em que ouvimos a voz de Deus pedindo paz , mas não procuramos promovê-la no nosso meio , peçamos perdão ao senhor cantando .
Leitura – Vamos agora, bem caladinhos, ouvir a nossa leitura . Ela nos fala que quem é verdadeiramente discípulo de Jesus não impõe aos outros, dificuldades para o seguimento do mestre, mas ensina o amor de Deus na liberdade. Ouçamos com atenção!
Aclamação ao Evangelho – Jesus hoje crianças nos traz uma mensagem muito séria. Ele nos diz que “se alguém o ama, guardará a sua palavra e o pai do Céu o amará”. Então ,com essa notícia, vamos todos de pé, respondê-la mostrando o quanto o amamos , cantando.
Ofertório – Sabem, crianças, eu pedi para o palhacinho do teatrinho, a caixinha de presente.
Eu pensei que a gente poderia estar guardando nela todos os nossos presentes para nosso Deus hoje, já que Ele mesmo nos disse que: Quem o ama, guarda a sua palavra.Vamos ver o que mais a gente pode guardar de bom para nosso Deus? Eu vou levantando as plaquinhas e as coisas que vocês acharem que eu posso guardar como presente para ofertar ao nosso Deus, eu guardarei.

(levantar as plaquinhas e deixar que as crianças escolham o que querem oferecer-colocar palavras boas e ruins, deixa-las discernir : amor , bondade, maldade , mentira etc.)
Agora, crianças ,que a gente já tem uma caixa cheia de coisas boas guardadas para nosso Deus , vamos oferecer tudo isso junto ao pão e ao vinho, na certeza de que, Ele nos ama sem limites e nós também o amamos através dos presentes que ,hoje ,estamos presentando-o . Vamos cantar com alegria o canto do ofertório.
Comunhão – A eucaristia é o grande gesto e de entrega de Jesus, que nos ensina a ser solidários e fraternos. É o pão repartido que nos dá força e coragem para caminhar. Vamos receber esse alimento sagrado, cantando com alegria.
Ação de graças – Agora, em silencio crianças , vamos agradecer ao senhor pelo grande presente que ele nos oferece hoje : A sua paz .
Pegue na mão do seu coleguinha ao lado e deseje a ele a mesma paz de Jesus dizendo:
___ Meu irmãozinho (ou irmãzinha ), eu te ofereço a paz de Cristo , que você possa levá-la a todos que necessitam e que ela possa, ser sempre sua companheira e de sua família. Amém .

Historinha para o teatro da semana:

A caixa especial (Quem guarda as minhas palavras)

Técnica usada – teatro – ( pode usar uma música animada de circo e os personagens entrarem fazendo coisas circenses )
Personagens caracterizados _ palhaço – mulher barbada – bailarina – mágico – Zé Perequeté – o domador – narrador
Era uma vez um palhaço que, por onde ele ia, levava consigo uma caixinha de segredos. Ah como ele amava essa caixinha. Ele só deixava a caixinha quando ia trabalhar.
Ahhhh!!! vocês acham que ele deixava a caixinha sozinha ? Que nada! Ele sempre chamava seu assistente, o Zé Perequeté, para poder tomar dela.
O Zé perequeté tinha uma curiosidade louca para saber o tinha na caixinha, mas logo vinha o palhaço para poder censurá-lo e tirava da mão do bobinho o seu brinquedinho.
O povo lá do circo também vivia de olho na caixinha do palhaço…
A mulher barbada não parava de falar :
____É dinheiro!!!! è dinheiro que esse palhaço esconde ali. Bem que eu estou precisando de uns… Se eu tivesse coragem, eu furtava-lhe a caixa.
A bailarina também estava de olho e falava:
_____Dinheiro que nada! Ele guarda são as jóias de família… Ouro, diamantes, brilhantes, esmeraldas. Já posso até me ver com tudo aquilo, em minhas mãos, pescoço, braços, mas pra isso, eu tenho que furtar a caixa do palhaço
O domador também não deixava por menos e dizia:
____ Tenho uma vontade louca de saber o que tem dentro da caixa. Acho melhor domar esse Zé Perequeté e ver o que tem dentro… masiiiiiiiiiii será q eu tenho coragem ?
O mágico, com aquele jeitão de sabe tudo , mas esconde tudo também , vivia calado, contudo todo mundo percebia que ele ficava de olho é na caixa do palhaço.
_____Quantas mágicas eu não faria pra saber o que tem dentro daquela caixa… Daria muito… Muito mesmo!!!!!!
O palhaço andava meio desconfiado dos colegas pedia a Perequeté que redobrasse os cuidados com a caixa.
______Oia bem a caixa, Zé.. Ai dentro eu guardo a coisa mais preciosa que eu tenho e, quando a gente tem uma coisa preciosa, a gente cuida muito bem dela… A gente guarda-a com carinho.
O Zé era meio bobinho… Ou será que de bobinho ele só tinha cara???
Cada vez mais crescia a curiosidade do pessoal do circo sobre o conteúdo da caixa. E o palhaço alertava mais e mais para que o Zé da caixa tomasse conta…
O palhaço, então , foi realizar seu espetáculo e naquela noite… Tudo parecia calmo… Calmo demais… Muito calmo por sinal.. O Zé estava alerta e vigiava a caixa sem parar .. Foi nesse meio tempo que …de repente.. Deu uma dor de barriga horrível no Zé perequeté e ele ficou louco, suando frio , então ele saiu em disparada, sem rumo, procurando um matinho , uma moita e esqueceu pelo caminho a caixa do palhaço. Prato feito, não é crianças ??
No meio da confusão, a caixa no chão… Era tudo escuridão surgiu uma sombra que levou a caixa num gesto só .. E ficou com ela… Fugindo sem dó. ( um deles enrolado num pano para que ninguém perceba quem roubou a caixa )
Quando o Zé Perequeté retornou … um susto ele levou… Cadê a caixa????????????
Ele estava morto agora. Como faria para se explicar???? Queria porque queria que a caixa voltasse, ou quem sabe colocasse outra no lugar??? Tarde demais, lá vem o palhaço, feliz da vida sem nada desconfiar
Quando o palhaço chegou,o Zé Perequeté inventou um desmaio e fingiu de morto .
O palhaço ,então, viu que a caixa havia sido furtada e chamava que chamava o Zé pra contar quem havia roubado a caixa … Mas ele parece que estava morto , não se mexia , ou apenas está disfarçando para não ser morto pelo palhaço de verdade
Todos do circo vieram ver o q estava acontecendo… Diante do que viram, todos ficaram mudos… Ninguém queria falar… Estavam desconfiados uns dos outros
Mas o palhaço não se calou… Falou bem alto para todos poderem ouvir:
______Companheiros, meu tesouro foi roubado. Tenho guardado por toda minha vida a herança que recebi de meus pais. O tesouro que tem ali.. só pertence a mim .. Eu o guardei porque o amo… porque quem ama algoque lhe foi dado , guarda com carinho e para sempre com ele.Eu preciso da minha caixa pra voltar a ser alegre de novo.( e começa a chorar sem parar)
É, gente… a coisa complicou… O palhaço não mais riu… E, por isso, não mais teve espetáculo , porque quem vai ao circo pra ver palhaço triste ?
A alegria do circo se acabou… O show terminou…
O Zé então quis investigar a questão.Procurou de todos as formas um meio de achar o ladrão. Examinou os passos que saíram da moita em direção da caixa e chegou a conclusão que foi alguém do circo que furtou o tesouro do palhaço, pois os passos saiam do circo e voltavam para o circo de novo ! Mas quem seria?Seria a mulher barbada, com aquela cara de babaca? Seria o mágico, com aquela cara de durão? Ou seria a bailarina pensando em ficar rica? Mas também poderia ser o domador, ele sim seria o mentor. Pensa daqui…pensa dali…
Finalmente, andando de um lado para o outro , ele chegou na pista certo e descobriu!!! Encontrou a caixa bem guardada.
Agora será que ele sabe quem era o verdadeiro ladrão?
Vocês já descobriram crianças? Adivinhem então quem roubou a caixa do palhaço?
(fazer um joguinho com as personagens e as crianças perguntando para as crianças se foi o mágico, ou a bailarina, quem sabe o domador ? e eles dizendo que não… até que a mulher barbada vem à frente e se apresenta)
Mulher barbada ____Fui eu!!!!!!!!
Todos _____O quê???????(todos)
O palhaço, então, perguntou:
____Mas ,porque , mulher barbada? Porque roubou a minha caixa?
Mulher – ______É que eu pensei que tinha muito dinheiro lá… E …eu precisava do dinheiro pra fazer uma depilação com cera quente… É que eu detesto ser barbuda!!!!!! ( snift- chora gritada )
Todos abraçam a mulher barbada., (Mas o palhaço segura a caixa como ninguém)
Zé _____ Palhaço, dá pra você contar o que tem de tão importante na sua caixa?
Palhaço ____Ora, Zé… Tem um presente que ganhei de meus pais que jamais deixei de carregar comigo, porque aquilo que amamos é o que guardamos para toda a vida. Veja só que tesouro era?
(tira a bíblia)
_____Nesta, eu acredito e nesta eu aprendi a perdoar, por isso, mulher barbada, hoje você está perdoada.. Porque não basta só saber que existe a palavra de Deus.. É preciso vivê-la a cada dia… Guardando e amando seus ensinamentos e também colocando em prática tudo que ela nos ensina.
Vamos agora começar nosso espetáculo de novo.
Lição de Vida: Quem ama Jesus se deixa guiar pelo seu Espírito de amor, misericórdia, fraternidade e paz.
Fonte: http://www.missacomcriancas.com.br/site/6o-domingo-da-pascoa-ano-c/

25 de abril de 2016

Leia a síntese da Exortação "A alegria do amor"


Cidade do Vaticano (RV) - Amoris laetitia” (AL - “A alegria do amor”), aExortação apostólica pós-sinodal “sobre o amor na família”, datada não por acaso de 19 de março, Solenidade de S. José, recolhe os resultados de dois Sínodos sobre a família convocados pelo Papa Francisco em 2014 e 2015, cujas Relações conclusivas são abundantemente citadas, juntamente com documentos e ensinamentos dos seus Predecessores e as numerosas catequeses sobre a família do próprio Papa Francisco. Contudo, como já sucedeu noutros documentos magisteriais, o Papa recorre também a contributos de diversas Conferências episcopais de todo o mundo (Quênia, Austrália, Argentina...) e a citações de personalidades de relevo, como Martin Luther King ou Erich Fromm. Ressalta em particular uma citação do filme “A Festa de Babette”, que o Papa recorda para explicar o conceito de gratuitidade.
Premissa
A Exortação apostólica chama a atenção pela sua amplitude e articulação. Está dividida em nove capítulos e mais de 300 parágrafos. Tem início com sete parágrafos introdutórios que evidenciam a plena consciência da complexidade do tema, que requer ser aprofundado. Afirma-se que as intervenções dos Padres no Sínodo constituíram um «precioso poliedro» (AL 4) que deve ser preservado. Neste sentido, o Papa escreve que «nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais». Por conseguinte, para algumas questões «em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De facto,“as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (...), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado”» (AL 3). Este princípio de inculturação revela-se como muito importante até no modo de articular e compreender os problemas, modo esse que, sem entrar nas questões dogmáticas bem definidas pelo Magistério da Igreja, não pode ser «globalizado».
Mas sobretudo o Papa afirma de imediato e com clareza que é necessário sair da estéril contraposição entre a ânsia de mudança e a aplicação pura e simples de normas abstratas. Escreve: «Os debates, que têm lugar nos meios de comunicação ou em publicações e mesmo entre ministros da Igreja, estendem-se desde o desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação até à atitude que pretende resolver tudo através da aplicação de normas gerais ou deduzindo conclusões excessivas de algumas reflexões teológicas» (AL 2).
Capítulo primeiro: “À luz da Palavra”
Enunciadas estas premissas, o Papa articula a sua reflexão a partir das Sagradas Escrituras no primeiro capítulo, que se desenvolve como uma meditação acerca do Salmo 128, característico da liturgia nupcial hebraica, assim como da cristã. A Bíblia «aparece cheia de famílias, gerações, histórias de amor e de crises familiares» (AL 8) e a partir deste dado pode meditar-se como a família não é um ideal abstrato, mas uma «tarefa “artesanal”» (AL 16) que se exprime com ternura (AL 28), mas que se viu confrontada desde o início também pelo pecado, quando a relação de amor se transformou em domínio (cf. AL 19). Então, a Palavra de Deus «não se apresenta como uma sequência de teses abstratas, mas como uma companheira de viagem, mesmo para as famílias que estão em crise ou imersas nalguma tribulação, mostrando-lhes a meta do caminho» (AL 22).
Capítulo segundo: “A realidade e os desafios das famílias”
Partindo do terreno bíblico, o Papa considera no segundo capítulo a situação atual das famílias, mantendo «os pés assentes na terra» (AL 6), bebendo com abundância das Relações conclusivas dos dois Sínodo se enfrentando numerosos desafios, desde o fenômeno migratório à negação ideológica da diferença de sexo («ideologia de gênero»); da cultura do provisório à mentalidade anti-natalidade e ao impacto das biotecnologias no campo da procriação; da falta de habitação e de trabalho à pornografia e ao abuso de menores; da atenção às pessoas com deficiência ao respeito pelos idosos; da desconstrução jurídica da família à violência para com as mulheres. O Papa insiste no carácter concreto, que é um elemento fundamental da Exortação. E é este carácter concreto e realista que estabelece uma diferença substancial entre «teorias» de interpretação da realidade e «ideologias».
Citando a Familiaris consortio, Francisco afirma que «é salutar prestar atenção à realidade concreta, porque “os pedidos e os apelos do Espírito ressoam também nos acontecimentos da história” através dos quais “a Igreja pode ser guiada para uma compreensão mais profundado inexaurível mistério do matrimônio e da família”» (AL 31). Sem escutar a realidade não é possível compreender nem as exigências do presente nem os apelos do Espírito. O Papa nota que o individualismo exacerbado torna hoje difícil a doação a uma outra pessoa de uma maneira generosa (cf. AL 33). Eis um interessante retrato da situação: «Teme-se a solidão, deseja-se um espaço de proteção e fidelidade mas, ao mesmo tempo, cresce o medo de ficar encurralado numa relação que possa adiar a satisfação das aspirações pessoais» (AL 34).
A humildade do realismo ajuda a não apresentar «um ideal teológico do matrimônio demasiado abstrato, construído quase artificialmente, distante da situação concreta e das possibilidades efetivas das famílias tais como são» (AL 36). O idealismo não permite considerar o matrimônio assim como é, ou seja, «um caminho dinâmico de crescimento e realização». Por isso, também não se pode julgar que se possa apoiar as famílias «com a simples insistência em questões doutrinais, bioéticas e morais, sem motivar a abertura à graça» (AL 37). Convidando a uma certa “autocrítica” de uma apresentação não adequada da realidade matrimonial e familiar, o Papa insiste na necessidade de dar espaço à formação da consciência dos fiéis: «Somos chamados aformar as consciências, não a pretender substituí-las» (AL37). Jesus propunha um ideal exigente, mas «não perdia jamais a proximidade compassiva às pessoas frágeis como a samaritana ou a mulher adúltera» (AL 38).
Capítulo terceiro: “O olhar fixo em Jesus: a vocação da família”
O terceiro capítulo é dedicado a alguns elementos essenciais do ensinamento da Igreja acerca do matrimônio e da família. É importante a presença deste capítulo, porque ilustra de uma maneira sintética em 30 parágrafos a vocação à família de acordo com o Evangelho, assim como ela foi recebida pela Igreja ao longo do tempo, sobretudo quanto ao tema da indissolubilidade, da sacramentalidade do matrimônio, da transmissão da vida e da educação dos filhos. Fazem-se inúmeras citações da Gaudium et spes do Vaticano II, daHumanae vitae de Paulo VI, da Familiaris consortio de João Paulo II. 
O olhar é amplo e inclui também as «situações imperfeitas». Com efeito, lemos: «“O discernimento da presença das semina Verbi nas outras culturas (cf. Ad gentes, 11) pode-se aplicar também à realidade matrimonial e familiar. Para além do verdadeiro matrimônio natural, há elementos positivos também nas formas matrimoniais doutras tradições religiosas”, embora não faltem também as sombras» (AL 77). A reflexão inclui ainda as «famílias feridas», a propósito das quais o Papa afirma - citando a Relatio finalis do Sínodo de 2015 —«é preciso lembrar sempre um princípio geral: “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações” (Familiaris consortio, 84). O grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, e podem existir fatores que limitem a capacidade de decisão. Por isso, ao mesmo tempo que se exprime com clareza adoutrina, há que evitar juízos que não tenham em conta a complexidade das diferentes situações,e é preciso estar atentos ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição» (AL 79).
Capítulo quarto: “O amor no matrimónio”
O quarto capítulo trata do amor no matrimônio e ilustra-o a partir do “hino ao amor” de São Paulo de 1 Cor 13, 4-7. O capítulo é uma verdadeira e autêntica exegese cuidadosa, precisa, inspirada e poética do texto paulino. Poderemos dizer que se trata de uma coleção de fragmentos de um discurso amoroso que cuida de descrever o amor humano em termos absolutamente concretos. Surpreende-nos a capacidade de introspeção psicológica evidenciada por esta exegese. O aprofundamento psicológico chega ao mundo das emoções dos cônjuges - positivas e negativas - e à dimensão erótica do amor.Este é um contributo extremamente rico e precioso para a vida cristã dos cônjuges, que não tinha até agora paralelo em anteriores documentos papais.
À sua maneira, este capítulo constitui um pequeno tratado no conjunto de um desenvolvimento mais amplo, plenamente consciente do carácter quotidiano do amor que se opõe a todos os idealismos: «não se deve atirar para cima de duas pessoas limitadas o peso tremendo de ter que reproduzir perfeitamente a união que existe entre Cristo e a sua Igreja, porque o matrimônio como sinal implica “um processo dinâmico, que avança gradualmente com a progressiva integração dos dons de Deus”» (AL 122). Mas, por outro lado, o Papa insiste de modo enérgico e firme no facto de que «na própria natureza do amor conjugal, existe a abertura ao definitivo» (AL 123) precisamente no íntimo daquela «combinação necessária de alegrias e fadigas, de tensões e repouso, de sofrimentos e libertações, de satisfações e buscas, de aborrecimentos e prazeres» (Al 126) que é de facto o matrimônio.
O capítulo conclui-se com uma reflexão muito importante acerca da «transformação do amor» uma vez que «o alongamento da vida provocou algo que não era comum noutros tempos: a relação íntima e a mútua pertença devem ser mantidas durante quatro, cinco ou seis décadas, e isto gera a necessidade de renovar repetidas vezes a recíproca escolha» (AL 163). A aparência física transforma-se e a atração amorosa não desaparece, mas muda: com o tempo, o desejo sexual pode transformar-se em desejo de intimidade e «cumplicidade». «Não é possível prometer que teremos os mesmos sentimentos durante a vida inteira; mas podemos ter um projeto comum estável, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos até que a morte nos separe, e viver sempre uma rica intimidade» (AL 163).
Capítulo quinto: “O amor que se torna fecundo”
O quinto capítulo centra-se por completo na fecundidade e no carácter gerador do amor. Fala-se de uma maneira espiritualmente e psicologicamente profunda do acolher uma nova vida, da espera própria da gravidez, do amor de mãe e de pai. Mas também da fecundidade alargada, da adoção, do acolhimento do contributo das famílias para a promoção de uma “cultura do encontro”, da vida na família em sentido amplo, com a presença de tios, primos, parentes dos parentes, amigos. A Amoris laetitia não toma em consideração a família «mononuclear», mas está bem consciente da família como rede de relações alargadas. A própria mística do sacramento do matrimônio tem um profundo carácter social (cf. AL 186). E no âmbito desta dimensão social, o Papa sublinha em particular tanto o papel específico da relação entre jovens e idosos, como a relação entre irmãos como aprendizagem de crescimento na relação com os outros.
Capítulo sexto: “Algumas perspetivas pastorais”
No sexto capítulo, o Papa aborda algumas vias pastorais que orientam para a edificação de famílias sólidas e fecundas de acordo com o plano de Deus. Nesta parte, a Exortação recorre às Relações conclusivas dos dois Sínodos e às catequeses do Papa Francisco e de João Paulo II. Volta-se a sublinhar que as famílias são sujeito e não apenas objeto de evangelização. O Papa observa que «os ministros ordenados carecem, habitualmente, de formação adequada para tratar dos complexos problemas atuais das famílias» (AL 202). Se, por um lado, é necessário melhorar a formação psicoafetiva dos seminaristas e envolver mais a família na formação para o ministério (cf. AL 203), por outro «pode ser útil também a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados» (AL 202).
Em seguida, o Papa desenvolve o tema da orientação dos noivos no caminho de preparação para o matrimônio, do acompanhamento dos esposos nos primeiros anos da vida matrimonial (incluindo o tema da paternidade responsável), mas também em algumas situações complexas e, em particular, nas crises, sabendo que «cada crise esconde uma boa notícia, que é preciso saber escutar, afinando os ouvidos do coração» (AL 232). São analisadas algumas causas de crise, entre elas uma maturação afetiva retardada (cf. AL 239).
Além disso, fala-se também do acompanhamento das pessoas abandonadas, separadas ou divorciadas e sublinha-se a importância da recente reforma dos procedimentos para o reconhecimento dos casos de nulidade matrimonial. Coloca-se em relevo o sofrimento dos filhos nas situações de conflito e conclui-se: «O divórcio é um mal, e é muito preocupante o aumento do número de divórcios. Por isso, sem dúvida, a nossa tarefa pastoral mais importante relativamente às famílias é reforçar o amor e ajudar a curar as feridas, para podermos impedir o avanço deste drama do nosso tempo» (AL 246). Referem-se de seguida as situações dos matrimônios mistos e daqueles com disparidade de culto, e a situação das famílias que têm dentro de si pessoas com tendência homossexual, insistindo no respeito para com elas e na recusa de qualquer discriminação injusta e de todas das formas de agressão e violência. A parte final do capítulo, «quando a morte crava o seu aguilhão», é de grande valor pastoral, tocando o tema da perda das pessoas queridas e da viuvez.
Capítulo sétimo: “Reforçar a educação dos filhos”
O sétimo capítulo é totalmente dedicado à educação dos filhos: a sua formação ética, o valor da sanção como estímulo, o realismo paciente, a educação sexual, a transmissão da fé e, mais em geral, a vida familiar como contexto educativo. É interessante a sabedoria prática que transparece em cada parágrafo e sobretudo a atenção à gradualidade e aos pequenos passos que «possam ser compreendidos, aceites e apreciados» (AL 271).
Há um parágrafo particularmente significativo e de um valor pedagógico fundamental em que Francisco afirma com clareza que «a obsessão (...) não é educativa; e também não é possível ter o controle de todas as situações onde um filho poderá chegar a encontrar-se (...). Se um progenitor está obcecado com saber onde está o seu filho e controlar todos os seus movimentos, procurará apenas dominar o seu espaço. Mas, desta forma, não o educará, não o reforçará, não o preparará para enfrentar os desafios. O que interessa acima de tudo é gerar no filho, com muito amor, processos de amadurecimento da sua liberdade, de preparação, de crescimento integral, de cultivo da autêntica autonomia» (AL 261).
A secção dedicada à educação sexual é notável, e intitula-se muito expressivamente: «Sim à educação sexual». Sustenta-se a sua necessidade e formula-se a interrogação de saber «se as nossas instituições educativas assumiram este desafio (…) num tempo em que se tende a banalizar e empobrecer a sexualidade». A educação sexual deve ser realizada«no contexto duma educação para o amor, para a doação mútua» (AL 280). É feita uma advertência em relação à expressão «sexo seguro», pois transmite«uma atitude negativa a respeito da finalidade procriadora natural da sexualidade, como se um possível filho fosse um inimigo de que é preciso proteger-se. Deste modo promove-se a agressividade narcisista, em vez do acolhimento» (AL 283).
Capítulo oitavo: “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”
O capítulo oitavo representa um convite à misericórdia e ao discernimento pastoral diante de situações que não correspondem plenamente ao que o Senhor propõe. O Papa usa aqui três verbos muito importantes: «acompanhar, discernir e integrar», os quais são fundamentais para responder a situações de fragilidade, complexas ou irregulares. Em seguida, apresenta a necessária gradualidade na pastoral, a importância do discernimento, as normas e circunstâncias atenuantes no discernimento pastoral e, por fim, aquela que é por ele definida como a «lógica da misericórdia pastoral».
O oitavo capítulo é muito delicado. Na sua leitura deve recordar-se que «muitas vezes, o trabalho da Igreja é semelhante ao de um hospital de campanha» (AL 291). O Pontífice assume aqui aquilo que foi fruto da reflexão do Sínodo acerca de temáticas controversas. Reforça-se o que é o matrimônio cristão e acrescenta-se que «algumas formas de união contradizem radicalmente este ideal, enquanto outras o realizam pelo menos de forma parcial e analógica». Por conseguinte, «a Igreja não deixa de valorizar os elementos construtivos nas situações que ainda não correspondem ou já não correspondem à sua doutrina sobre o matrimônio» (AL 292).
No que respeita ao «discernimento» acerca das situações «irregulares», o Papa observa: «temos de evitar juízos que não tenham em conta a complexidade das diversas situações e é necessário estar atentos ao modo em que as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição» (AL 296). E continua: «Trata-se de integrar a todos, deve-se ajudar cada um a encontrar a sua própria maneira de participar na comunidade eclesial, para que se sinta objeto duma misericórdia “imerecida, incondicional e gratuita”»(AL 297). E ainda: «Os divorciados que vivem numa nova união, por exemplo, podem encontrar-se em situações muito diferentes, que não devem ser catalogadas ou encerradas em afirmações demasiado rígidas, sem deixar espaço para um adequado discernimento pessoal e pastoral» (AL 298).
Nesta linha, acolhendo as observações de muitos Padres sinodais , o Papa afirma que «os batizados que se divorciaram e voltaram a casar civilmente devem ser mais integrados na comunidade cristã sob as diferentes formas possíveis, evitando toda a ocasião de escândalo». «A sua participação pode exprimir-se em diferentes serviços eclesiais (…).Não devem sentir-se excomungados, mas podem viver e maturar como membros vivos da Igreja (…). Esta integração é necessária também para o cuidado e a educação cristã dos seus filhos» (AL 299).
Mais em geral, o Papa profere uma afirmação extremamente importante para que se compreenda a orientação e o sentido da Exortação: «Se se tiver em conta a variedade inumerável de situações concretas (…) é compreensível que se não devia esperar do Sínodo ou desta Exortação uma nova normativa geral de tipo canônico, aplicável a todos os casos. É possível apenas um novo encorajamento a um responsável discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer: uma vez que “o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos”, as consequências ou efeitos duma norma não devem necessariamente ser sempre os mesmos» (AL 300). O Papa desenvolve em profundidade as exigências e características do caminho de acompanhamento e discernimento em diálogo profundo entre fiéis e pastores. A este propósito, faz apelo à reflexão da Igreja «sobre os condicionamentos e as circunstâncias atenuantes» no que respeita à imputabilidade das ações e, apoiando-se em S. Tomás de Aquino, detém-se na relação entre «as normas e o discernimento», afirmando: «É verdade que as normas gerais apresentam um bem que nunca se deve ignorar nem transcurar, mas, na sua formulação, não podem abarcar absolutamente todas as situações particulares. Ao mesmo tempo é preciso afirmar que, precisamente por esta razão, aquilo que faz parte dum discernimento prático duma situação particular não pode ser elevado à categoria de norma» (AL 304).
Na última secção do capítulo, «A lógica da misericórdia pastoral», o Papa Francisco, para evitar equívocos, reafirma com vigor: «A compreensão pelas situações excecionais não implica jamais esconder a luz do ideal mais pleno, nem propor menos de quanto Jesus oferece ao ser humano. Hoje, mais importante do que uma pastoral dos falimentos é o esforço pastoral para consolidar os matrimônio se assim evitar as ruturas» (AL 307). Mas o sentido abrangente do capítulo e do espírito que o Papa Francisco pretende imprimir à pastoral da Igreja encontra um resumo adequado nas palavras finais: «Convido os fiéis, que vivem situações complexas, a aproximar-se com confiança para falar com os seus pastores ou com leigos que vivem entregues ao Senhor. Nem sempre encontrarão neles uma confirmação das próprias ideias ou desejos, mas seguramente receberão uma luz que lhes permita compreender melhor o que está a acontecer e poderão descobrir um caminho de amadurecimento pessoal. E convido os pastores a escutar, com carinho e serenidade, com o desejo sincero de entrar no coração do drama das pessoas e compreender o seu ponto de vista, para ajudá-las a viver melhor e reconhecer o seu lugar na Igreja» (AL 312). Acerca da «lógica da misericórdia pastoral», o Papa Francisco afirma com força: «Às vezes custa-nos muito dar lugar, na pastoral, ao amor incondicional de Deus. Pomos tantas condições à misericórdia que a esvaziamos de sentido concreto e real significado, e esta é a pior maneira de aguar o Evangelho» (AL 311).
Capítulo nono: “Espiritualidade conjugal e familiar”
O nono capítulo é dedicado à espiritualidade conjugal e familiar, «feita de milhares de gestos reais e concretos» (AL 315). Diz-se com clareza que «aqueles que têm desejos espirituais profundos não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do Espírito, mas é um percurso de que o Senhor Se serve para os levar às alturas da união mística» (AL 316). Tudo, «os momentos de alegria, o descanso ou a festa, e mesmo a sexualidade são sentidos como uma participação na vida plena da sua Ressurreição» (AL 317). Fala-se de seguida da oração à luz da Páscoa, da espiritualidade do amor exclusivo e livre diante do desafio e do desejo de envelhecer e gastar-se juntos, refletindo a fidelidade de Deus (cf. AL 319). E, por fim, a espiritualidade «da solicitude, da consolação e do estímulo». «Toda a vida da família é um “pastoreio” misericordioso. Cada um, cuidadosamente, desenha e escreve na vida do outro» (AL 322), escreve o Papa. «É uma experiência espiritual profunda contemplar cada ente querido com os olhos de Deus e reconhecer Cristo nele» (AL 323).
No parágrafo conclusivo,o Papa afirma: «Nenhuma família é uma realidade perfeita e confeccionada duma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar. (…). Todos somos chamados a manter viva a tensão para algo mais além de nós mesmos e dos nossos limites, e cada família deve viver neste estímulo constante. Avancemos, famílias; continuemos a caminhar! (…). Não percamos a esperança por causa dos nossos limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida» (AL 325).
A Exortação apostólica conclui-se com uma Oração à Sagrada Família (AL 325).
                                                             *  *  *
Como já se pode depreender a partir de um rápido exame dos seus conteúdos, a Exortação apostólica Amoris laetitia pretende reafirmar com força não o «ideal» da família, mas a sua realidade rica e complexa. Há nas suas páginas um olhar aberto, profundamente positivo, que se nutre não de abstrações ou projeções ideais, mas de uma atenção pastoral à realidade. O documento é uma leitura densa de motivos espirituais e de sabedoria prática útil a cada casal ou a pessoas que desejam construir uma família. Nota-se sobretudo que foi fruto de uma experiência concreta com pessoas que sabem a partir da experiência o que é a família e o viver juntos durante muitos anos. A Exortação fala de fato a linguagem da experiência e da esperança.

Baixe a íntegra da carta do Papa Francisco sobre o amor na família pelo: http://goo.gl/RXfmZS Ou pelo:  http://w2.vatican.va/content/dam/francesco/pdf/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia_po.pdf

São Marcos Evangelista

Hoje 25 de Abril, celebramos com muita alegria a vida de santidade de um dos quatro Evangelistas: São Marcos. Era judeu de origem e de uma família tão cristã que sempre acolheu aos primeiros cristãos em sua casa: "Ele se orientou e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, chamado Marcos; estava lá uma numerosíssima assembléia a orar" (Atos 12,12). 

A tradição nos leva a crer que na casa de São Marcos teria acontecido a Santa Ceia celebrada por Jesus, assim como dia de Pentecostes, onde "inaugurou" a Igreja Católica. Encontramos na Bíblia que o santo de hoje acompanhou inicialmente São Barnabé e São Paulo em viagens apostólicas, e depois São Pedro em Roma. 

São Marcos na Igreja primitiva fez um lindo trabalho missionário, que não teve fim diante da prisão e morte dos amigos São Pedro e São Paulo. Por isso, evangelizou no poder do Espírito Alexandria, Egito e Chipre, lugar onde fundou comunidades. Ficou conhecido principalmente por ter sido agraciado com o carisma da inspiração e vivência comunitária, que deram origem ao Evangelho querigmático de Jesus Cristo segundo Marcos.

FONTE do TEXTO: Site Canção Nova


Fonte: Blog Amiguinhos de Deus

19 de abril de 2016

‪#‎SantoDoDia‬ 19/04 - Santo Expedito

Nosso amiguinho Expedito, era chefe da Legião Romana numa das províncias romanas da Armênia. Ocupava esse alto posto porque, o imperador Diocleciano, tinha-se mostrado, no começo de seu reinado, favorável aos cristãos, confiando-lhes postos importantes na administração e no exército.
Santo Expedito estava à frente de uma das mais gloriosas legiões, encarregada de guardar as fronteiras orientais contra os ataques dos bárbaros asiáticos. 
"Expedito" ficou sendo o nome do chefe, apelido dado por exprimir perfeitamente o traço dominante de seu caráter: a presteza e a prontidão com que agia e se portava então, no cumprimento de seu dever de estado e, também, na defesa da religião que professava. Era assim que os romanos davam freqüentemente a certas pessoas um apelido, que designava um traço de seu caráter.
Desse modo, Expedito designa, para nós, o chefe Legião Romana, martirizado com seus companheiros no dia 19 de abril de 303, sob as ordens do imperador Diocleciano. Seu nome, qualquer que seja a origem de sua significação, é suficiente para ser reconhecido no mundo cristão, pois condiz, com a generosidade e com o ardor de seu caráter, que fizeram desse militar um mártir.
Desde seu martírio, Expedito tem se revelado um santo que continua atraindo devotos em todo o mundo. Além de padroeiro das causas urgentes, Santo Expedito também é conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes e dos viajantes.
Conta-se que, assim que resolveu se converter, uma tentação se manifestou em forma de corvo. O animal gritava "Crás! Crás!", que significa em latim "Amanhã! Amanhã!". O que se esperava era que ele adiasse o batismo, mas Expedito teria pisoteado o corvo e gritado, de volta: "Hodie! Hodie!", ou seja "Hoje! Hoje!". E assim agiu.
Ilustração: Leonan Faro
©Todos os direitos reservados.
Fonte:https://www.facebook.com/AmiguinhosDeDeus/?fref=ts

18 de abril de 2016

5º Domingo da Páscoa – Ano C

“Acolhamos o mandamento de Jesus, que nos pede que amemos mutuamente como ele nos amou. E tenhamos a força para crescer a cada no amor que Jesus nos ensina.”

– Missa com criança da semana: Amai-vos uns aos outros
– Evangelho: Jo 13,31-33a.34-35
Acolhida – Boa noite queridas, crianças.
Hoje, crianças, eu gostaria que todas olhassem bem para o retro-projetor e pudessem me responder as perguntas que irei fazê-las. Vamos lá?
Olhem só , crianças: é o sol , a lua , as estrelas . Quem foi que criou tudo isso?
Agora, olhem de novo: vejam só quantos animais : cachorrinhos que gostamos , passarinhos , coelhinhos . Quem foi que criou tudo isso? Ah, muito bem! Foi Deus. E vocês gostam dos animais?
Muito bem, vamos continuar olhando: agora vemos peixes e peixinhos, de todas as espécies, cores, tamanhos e muitos deles nos oferecem sua carne, seu óleo para que possamos sobreviver .
Quem é que fez tudo isso? Ah, foi Deus de novo. E fez pra quem?
Vamos ver outra cena, olhem bem: são rios, fontes de água bem límpidas. Quem fez as águas dos mares, rios, lagos e oceanos? E para quem foi que Deus fez estas águas?
Agora, vejam: frutas, verduras, plantas de todas as espécies e formatos. Quem fez as plantas que tanto nos auxiliam no nosso dia a dia durante toda a nossa vida? Foi Deus. E para quem foi que Ele fez tudo isso?
Mas ainda tem uma coisa melhor ainda, vamos ver? Aqui é a mamãe, aqui é o seu papai. Quem fez essas pessoas maravilhosas?
Ah, também foi Deus e fez para quem os seus pais? Fez para você. Para que você não fosse sozinho.
Sabemos crianças que existem milhares de outras coisas maravilhosas pelo nosso mundo e, mais uma vez, eu pergunto a vocês: Quem foi que fez tudo que existe entre o céu e a terra?
Foi Deus, não foi? E para quem foi que Ele fez?
Ele fez tudo isso para nós, por nós… E, então, crianças, eu indago: Deus é um pai que nos ama muito e nos deu tudo isso e muito mais. Qual é o sentimento que todos nós devemos ter para com Ele? Devemos odiá-lo ou amá-lo?
Amar a Deus sobre todas as coisas. Vamos repetir? “Nós devemos amar a Deus sobre todas as coisas”, porque Ele é um pai amoroso que nos ama acima do céu e da terra, acima de tudo que Ele criou.
Hoje, nossa celebração, irá nos ensinar justamente isso: que o primeiro mandamento da nossa vida é este “Amar a Deus sobre todas as coisas” e o segundo “Amar aos irmãos”.
Em pé, com muita alegria, vamos todos cantar bem bonito pra esse Deus que nos ama tanto.
Ato penitencial – Aprendemo com nossos pais que devemos amar a Deus acima de todas as coisas.
A quem mais devemos amar?
Jesus hoje nos ensina o maior de todos os mandamentos “que devemos amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso entendimento” e nos deu o segundo mandamento também” Amarás o teu próximo como a ti mesmo “.
Bom, são dois mandamentos principais. Quem o segue tem de presente o céu, a vida eterna.
Mas vamos entender que próximo é esse que devemos amar, perdoar e ajudar a ser melhor a cada dia.
Olhem só : aquele preso é nosso próximo ? A gente o ama? Mas ele é o nosso próximo sim, podemos não amar o crime que ele fez, mas a gente tem que amar e perdoar o ser humano que ele é.
Aquele menino pobre que pede esmola na rua, ele é nosso próximo? Nós o ajudamos? Se ajudamos porque ele continua na rua pedindo esmola ?
Aquele velhinho ali está no asilo, ele é o nosso próximo? Nós o ajudamos? E os velhinhos da nossa casa, respeitamos e os ajudamos também ?
Aqueles ali são doentes, estão contaminados pela AIDS, esses daqui tem câncer. Eles são nossos próximos? Procuramos ajudá-los?Ou pelo menos visitá-los?
E esses pobres são nossos próximos? Sempre os ajudamos dentro de suas necessidades? Ou eles continuam a margem da sociedade, lutando sozinhos, enterrando seus mortos de fome, sozinhos… sem a ajuda de todos nós?
E pelo mundo!? As vítimas das catástrofes da natureza, dos furacões, dos terremotos, das enchentes, da seca, são nossos próximos? Ao menos rezamos por eles? Pedimos a Deus por suas vidas, pelos seus sofrimentos?
Como é que podemos dizer que amamos a Deus se não amamos as criaturas, nossos irmãos, nosso próximo como devemos e, muitas vezes, nem sabemos quem é o nosso próximo?
Como é que podemos pedir a Deus seu perdão se não aprendemos a perdoar aos nossos irmãos que erram?
Como é que podemos pedir perdão a Deus se nem ao menos demonstramos amá-lo também?
Mas sabemos do grande amor de Deus para conosco, disso temos certeza porque aprendemos que um Deus que nos oferece a própria vida é porque nos ama, por isso podemos pedir perdão.. Por isso podemos pedir que Ele nos ajude a ver o nosso próximo e amá-lo como ele o ama.
Vamos então pedir a Deus a graça de seu perdão e a ajuda necessária pra amar sempre mais e mais e vamos fazê-lo cantando.
Leitura – Agora, crianças, alegria geral.: Deus irá nos falar e suas palavras nos revelam como Ele é amoroso com todos e, principalmente, com aqueles que sofrem violência e discriminação. Vamos ouvir bem atentos nossa leitura de hoje.
Aclamação: Hoje nós já falamos aqui os dois maiores mandamentos. Vamos nos lembrar quais são?
1º – Amarás a Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
2º – Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
Esses, são mandamentos que Jesus hoje irá nos ensinar e que devemos vivenciá-lo por toda a nossa vida hoje no nosso evangelho.
Com alegria de quem ama o Senhor, vamos todos ficar em pé e cantar o canto da aclamação.
Preces da comunidade
1 PELA IGREJA, para que manifeste ao mundo o valor do amor gratuito, fonte do perdão, da vida e da esperança, supliquemos ao Senhor.
— Senhor, atendei-nos em vossa misericórdia!
2. POR TODOS os que lutam contra toda forma de discriminação, racismo e violência, para que o Senhor, Deus da Vida, fortaleça-os sempre, supliquemos ao Senhor.
3. POR NOSSA comunidade, para que tenhamos a coragem de romper com os laços que geram o desamor, fonte de toda injustiça, supliquemos ao Senhor.
4. para que todas as crianças possam buscar nas palavras do senhor uma direção para suas vidas , colocando o amor como centro dela. Pedimos ao senhor
5. PARA QUE, em nosso país, a prática da justiça e o exercício da verdadeira cidadania nos ajudem a superar todas as formas de violência e de crimes, supliquemos ao Senhor.
Ofertório –(Oferecer um coração bonito com partes coloridas e unidas parte a parte)
Hoje, Senhor, queremos oferecer algo simples, talvez pequeno em seu tamanho, talvez só seja um sinal que busca representar nossos sentimentos, mas de grande valor sentimental pra nossas vidas .
Queremos oferecer um coração aberto a acolher o seu amor….
Um coração vivo cheio de amor pra dar…
Um coração que quer abrigar a presença do irmão, do semelhante seja ele quer for…
É um coração missionário que enfrente sua missão de amar, que ensine a outros a também amar e que faça com que outros também trabalhem nesta sua causa.
Nós só temos este coração… Simples, com o um desejo grande de seguir seus mandamentos.. De amá-lo eternamente e de se colocar a serviço do irmão em seu exercício de amar e servir. Disposto a procurar no próximo seu rosto e fazer dele nosso hino de amor
Este coração é que queremos hoje oferecer, junto ao pão e ao vinho.. Um coração criança que jamais se esqueceu que seu pai hoje é o mesmo o papai do Céu de sempre.
Vamos cantar com alegria o canto do ofertório?
Comunhão – Hoje crianças aprendemos a ver o quão grande deve ser nosso amor por nosso Deus. Ele não tem dimensões de tamanho, pode ser que ele seja deste tamanho aqui (estender os braços), deste não que é pequeno.. Ele deve ser do tamanho do mundo e eterno… Por isso, com alegria vamos celebrar esse amor cantando e participando da eucaristia.
Ação de graças – Não podemos crianças deixar cair no esquecimento o que hoje aprendemos aqui . Jesus nos coloca dois grande mandamentos que se seguirmos estaremos realizando todos os planos de Deus para nossa vida , estaremos abrindo a porta do céu para nós e também estaremos realizando todos os outros mandamentos que sabemos ensinados na Bíblia .
1º- Amar a deus sobre todas as coisas
2º -Amai vos uns aos outros como eu vos tenho amado .
Vamos repetir os mandamentos que Jesus hoje nos coloca?
(Pode-se fazer também uma homenagem a Maria, caso estiver no mês de maio)

Historinha para o teatro da semana:

Chapeuzinho colorido

Quem conhece a historinha do chapeuzinho vermelho?
Ah todo mundo sabe ela de cor e salteada, mas pra ficar diferente eu troquei um pouco as bolas. Vejam só … E virou :
Chapeuzinho colorido
Esta menina tão linda se chama Chapeuzinho colorido. Ela vivia estudando a bíblia todos os dias, sem se cansar e recitando de cor e salteado os mandamentos de Deus

Chapéu-
 1º – amar a Deus sobre todas as coisas
2º – não tomar seu santo nome em vão
3º guardar domingos e festas
4º – honrar pai e mãe

Narrador –
 E assim ela repetia e repetia toda hora os mandamentos. Mas ela tinha uma vontade muito grande de entender pra que é que servia esses mandamentos e por que eles eram tantos –10.
Outro dia, enquanto recitava os mandamentos sua mãe a chamou:

Mãe
 – Chapeuzinho Colorido… Chapeuzinho?! Onde está menina que não me respondes?

Chapéu___
 Ah, mãe tô aqui lendo sobre esses mandamentos…

Mãe
 __Menina, deixa isso pra lê depois e vá correndo até a casa de sua vovó levar pra ela o título de eleitor porque daqui uns dias é eleição e ela precisa dele pra votar.

Chapéu
 – Mas, mamãe…. eu tava……

Mãe 
– Num tava coisa nenhuma menina , vá depressa e correndo e não passe pro caminho daquele lobo maldoso que gosta de encher a cabeça dos outros de minhocas e ainda mais é cabo eleitoral da Dirma e do Motossera

Chapéu ___
Pode deixar mamãe, eu vou levar, já que a vovó anda doente e não pode mais andar tão depressa quanto antes.

Narrador
 – E pela estrada afora, lá foi chapeuzinho cantando feliz da vida…

Chapéu –
 Pela estrada afora
Eu vou bem contente
Levar esse titulo
Pra vovó doente
O caminho é longo
O caminho é deserto,
E o lobo mau
Passeia aqui por perto
Mas à tardinha
Junto à vovozinha estarei contente.

Narrador
 – E não foi que a menina caminhando pela estrada encontrou sabem quem?? Quem????Ela encontrou o sapinho cururu (por essa vocês não esperavam hein, crianças?)E o sapinho estava lendo uma bíblia também  .
Chapeuzinho  muito curiosa parou e perguntou :
Chapéu – Ei, sapinho? Você também está decorando todos aqueles mandamentos?

Sapinho __
 Eu não, Chapeuzinho. Eu estou lendo aqui é que Jesus veio simplificar todos aqueles mandamentos em somente dois.

Chapéu 
___Em vez de dez, são dois agora, tô boba?Jesus é muito moderno!!!

-Sapinho
 _Sabe o que é menina, é que se a gente cumpre esses dois estaremos cumprindo todos os outros mandamentos que existem.

Chapéu 
___Uai, sapinho… Mas quais são esses mandamentos?

Sapinho __ 
Presta atenção, menina: o 1º é que devemos amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e com todo o nosso entendimento:
O segundo é que devemos amar os outros, o nosso próximo como a nós mesmos.

Chapéu 
_ Quer dizer que se eu seguir esses mandamentos, eu estarei cumprindo com tudo que Deus deseja de mim?

Sapinho
 ____ É isso mesmo, menina!!

Chapéu 
___ Então agora já sei. Devo amar a Deus acima de tudo e devo amar o meu irmão como a mim mesma.
E assim a menina seguiu contente, pois tinha descoberto o novo mandamento.
Enquanto caminhava pela floresta, neste mês de maio, mês das noivas, de Maria, das mães. Vejam só quem apareceu diante da bela menina???

Lobo _ 
Olá fofa!! Que saudades de você e de aparecer nessa história!! Semana passada colocaram meu primo e eu fiquei me roendo de raiva dele aparecer e eu não .

Chapéu 
– Olá seu lobo mau, matador de vovozinhas inocentes e de meninas sem defesa, porque agora com esse tanto de bolsa que o governo da Dirma também quer dar, é bolsa escola, bolsa família, bolsa gás, bolsa Cemig, bolsa Luis volton, bolsa até da Avon, meu pai está ficando rico e já pode me dar uma cesta bem melhor para eu ter mandar ela na cabeça quando precisar..

Lobo – Hum
!!!! Continua boboca, como sempre.

Chapéu 
_ O que foi que você falou?

Lobo ___
Falei como você está dengosa!!!!Mas, conte-me, linda criança, o que faz aqui na floresta?

Chapéu 
_Vou levar o titulo de eleitor pra vovó votar ou na Dirma, ou no Motossera, ou naquela outra da floresta também a Morina.

Lobo _ A
h, que beleza de democracia. Faz um favorzinho pra mim. Peça a ela pra votar naquele que disser que vai acabar com as armas de fogo, assim não mais vou morrer pela espingarda do caçador e poderei viver livre pra azucrinar a vida dos porquinhos, das ovelhinhas, a sua, a da vovó…

Chapéu
 ____Que isso seu lobo, vai saindo sô.. Tá me achando com cara de boba? Eu, hein,

Lobo __
Tudo bem, tudo bem, eu exagerei, mas apresse–se que está ficando tarde, menina e sua vovozinha precisa votar. Vá por esse caminho das flores, é mais perto e muito mais bonito. Assim você chegará com segurança.

Chapéu 
_ Você acha? Não tá me enganando não né, seu lobinho?

Lobo
 __claro que sim, meu docinho, quer dizer que não, eu faço isso com maestria desde que a Chapeuzinho tinha só uma cor, vermelha rs.

Chapéu 
__ Eu vou acreditar em você, porque aprendi agorinha mesmo que devemos amar nossos semelhantes assim como a nós mesmos.

Narrador
 – E assim a menina foi embora pelo caminho que o lobo mau indicou.

Lobo 
__ semelhantes, semelhantes, vê lá se me igualo a essa raça que precisa fazer referendo pra decidir se deve comprar arma pra matar ou pra não matar os seus iguais, que precisa jogar filha pela janela fingindo ser os outros, querendo incriminar sei lá quem. Mas o importante é que o que manda aqui é a lei da barriga vazia, e eu vamos lá é comer aquela vovozinha e depois a chapeuzinho que está ainda mais gordinha. haahahahahaha

Narrador 
– Enquanto isso, o lobo chega mais rápido na casa da vovó e grita.

Lobo
 __ Vovó, ooooo Vovó!!!! Abre aqui que eu trouxe a urna eletrônica pra senhora votar e ela dá pesada pra danar.

Vovó 
_ Mas ainda não chegou à hora da eleição
Lobo – esqueceu vovó que velho vota antes, vacina antes, toma o lugar da gente nos ônibus antes, faz tudo antes dos outros???

Vovó –
 Pode entrar minha netinha. Não precisava trazer a urna era só o  titulo !

Lobo 
_ Ah, vovó fiquei pensando que a senhora está muito velha, velha demais pra andar por essa mata. Pode ser que algum elemento perigoso, de alta periculosidade mesmo, de arma na mão, mate-a antes que ele seja proibido de usar a tal arma. Ohhhhhhh esqueci, a proibição é só pro cidadão, o bandido pode continuar usando. Mas vamos lá,

Vovó 
_ Minha netinha, por que você está segurando está urna tão pesada?

Lobo 
_ (ai, a mesma história de sempre) é pra te ajudar votar melhor, vovó.

Vovó
 _Minha netinha, pra que está cobrindo o rosto com essa urna tão grande?

Lobo
 _ É porque o voto é secreto, os outros não podem ver!!!

Vovó 
_ Mas chapeuzinho, por que você não trouxe o título?

Lobo 
___ (ou veia chata) )é porque agora , nessa urna nova não precisa de titulo pra votar

Vovó
 __Mas, Chapeuzinho, por que……..

Lobo
 _ Pera ai, vovó?! A senhora não está mais na idade de ficar perguntando tantos porque isso, porque aquilo. Tá na hora de eu perguntar pra senhora; ___ a senhora vovó, vai votar em quem?

Vovó
 – Uai, menina, claro que eu vou votar é.

Lobo 
_ala logo

Vovó – eu
 vou votar é no… Eu ainda não sei em que eu vou votar!!!
(ele joga a urna pra lá e fica grande diante da vovó.).

Lobo
 _ Então quer dizer que a boa velhinha não vai votar hein? Quer me deixar sem emprego, pois sou cabo eleitoral da Dirma e do Motossera

Vovó _ 
Num vou votar em ninguém que um lobo safado apoia, Safado como tu……. soscorrooooooooooooooo

Narrador –
 Nesse momento, enquanto o lobo investia sobre a vovó num intuito de matá-la, eis que a porta abre e sabem quem entra?
Não, não era a chapeuzinho não.. Era o caçador, com sua longa espingarda e sotaque de Indiana Jones.

Caçador 
– Parado ai seu lobo mal, que agora é com as balas da minha espingarda é que o Senhor haverá de bater um papinho.

Lobo 
_ Mas o que é isso?  Você não é policia, porque está com essa arma de fogo, não pode usar arma de fogo não, meu bem, pode baixar isso agora.

Caçador _ 
É não sou polícia, mas eu vou te matar, porque em toda história eu te mato, seu lobo malvado.

Narrador – 
Nesse momento em que o caçador arrumou a mira pra matar o lobo, sabem quem chegou???
Não foi a chapeuzinho não!!! Foi o sapo que foi logo dizendo:

Sapinho 
__Alto lá, seu caçador. Pode parar. Esta criatura é de Deus e quem ama a Deus não ofende os bichinhos, não mata, mas sim os ensina a ser melhores.

Caçador 
_Que melhor que nada, vamos é ensinar a ele que o melhor lugar pra um lobo e no fundo do rio com a barriga lotada de pedras e perfurada de balas!

Narrador
 – Nesse instante sabem quem chega??? Agora sim… Ela mesma, a Chapeuzinho Colorido.

Chapéu 
__ Pera ai, seu caçador, pera ai, não mata não… Escutem bem o que eu vou falar: ele é meu próximo: nós devemos amá-lo como a nós mesmos, temos sim, que matar o criminoso que existe dentro dele e salvar o lobo bom que ele foi um dia. Um lobo que amou a natureza, que foi agradecido a Deus pela vida aqui na floresta. Temos sim, de ensiná-lo a ser melhor.

Lobo _
 É isso mesmo, baixa essa arma, porque se arma adiantasse a história não estaria se repetindo. Todo dia mata, todo dia tem mais gente pra matar.

Chapéu 
___ Me dê a chance de ajudar o lobinho a ser melhor, a ensiná-lo a amar todas as coisas e a ser feliz junto com os que agora irão amá-lo também.
Lobo _ bonito, isso, chapeuzinho… tô até emocionado . Acho até que vou mudar de lado, em vez de ser lobo mau, eu quero ser agora com sua ajuda um lobo bom.
Narrador – Crianças… E assim aconteceu. Com o tempo a menina com muita paciência e amor ensinou ao lobinho que com amor tudo se constrói, tudo se cria.
Assim, aprendemos que devemos aprender os mandamentos para vivê-los onde estamos e não só sabermos e não coloca-los em prática.. O outro é esse ao nosso lado e ele pode muito bem estar precisando ser amado e compreendido também.
Lição de Vida: Amar e servir, eis o nosso compromisso cristão. Como estou vivendo concretamente o mandamento do amor que Jesus nos pede?
Fonte:http://www.missacomcriancas.com.br/site/5o-domingo-da-pascoa-ano-c/