15 de fevereiro de 2017

7º Domingo Comum – Ano A



“A liturgia de hoje nos convida à santidade, que é a vivência do amor ao próximo, buscando sempre o bem com  alegria e generosidade.”

– Missa com criança da semana: Sede perfeitos como o Pai é perfeito
– Evangelho: Mt 5,38-48
Chamados à santidade, que é amor e misericórdia
A liturgia de hoje nos convida à santidade, que é a vivência do amor ao próximo. Na missa o Senhor sustenta nosso esforço de protegermos o coração do ódio, da vingança, do rancor e da desunião, buscando sempre o bem com  alegria e generosidade.
Acolhida – Boa noite crianças. Boa noite a todos aqui presentes sejam bem vindos
Essa semana sabe crianças, aconteceu uma coisa comigo que eu fiquei pensando quem poderia me ajudar a resolver um problema ai. Pensei, pensei e sabe aonde eu vim buscar explicação? Com vocês, crianças… Sim porque vocês são honestas e vão me ajudar a resolver meus problemas.
O caso é o seguinte:
Sabe a Gisella, ela não pode saber que eu estou falando dela não (porque eu sou amiga dela demais), só que outro dia eu a vi fazendo uma coisa muito errada
Foi assim: enquanto a Dona Maria (que eu odeiooooooooooo) foi lá dentro pegar o copo de água pra Gisella porque ela havia pedido> Enquanto ela foi lá dentro, a Gisella foi até no jardim, na flor mais linda, que a Dona Maria cultivava, na maior alegria para dar de presente pra sua netinha, no dia de ser aniversario e furtou a flor da Dona Maria. Ai quando a Dona Maria, aquela mulher enjoada, odioso, chegou lá fora que não viu a flor (isso eu assistindo tudo), ela ficou louquinha perguntando para todo mundo se alguém tinha visto que foi que levou a flor e, sabe o que foi que a Gisella falou? Com a flor escondida dentro da blusa? Que tinha sido o Paulo que agora deu pra furtar flor pra dar vender lá no mercado.
Ah gente, Essa mulher virou uma onça, queria porque queria chamar a policia, correr atrás Paulo com uma vassoura, queria matar o coitado.
Então eu que vi tudo achei melhor deixar pra lá, afinal eu não tinha nada com isso e, também quero que a Dona Maria se vire, porque não gosto dela, mas agora eu fiquei sabendo que a Dona Maria está chamando a turma da rua para pegar o Paulo e dar nele uma surra.
O que eu faço hein, crianças, eu conto Para Dona Maria a verdade?
Mas eu odeio a Dona Maria, ela é minha inimiga?
E a Gisella, devo fazer o quê?Proteger por que ela é minha amiga? Mostrar pra ela que ela agiu errado, corrigindo seu erro, mesmo sabendo que isso terá um preço?
Coitado do Paulo será que eu deixo-o tomar uma surra pra largar de ser bobo?
Pois hoje, crianças, Jesus nos dará explicação para todas as nossas perguntas, porque Ele nos manda amar os inimigos, nos manda corrigir os errados, mesmo que sejam nossos maiores amigos, nos manda sermos perfeitos como Deus é perfeito.
Essa não é uma situação diferente do que vivemos, nem distante, é sempre real. Quantas vezes acontece em nosso trabalho, na escola, na família e tentamos encobertar os erros dos outros…
Vamos aprender com Jesus hoje como lidar com essas situações de forma correta.
Mas antes vamos todos ficar de pé e cantar com alegria.

Ato penitencial-
 Hoje, crianças, Jesus nos chama a uma prova de fogo. Vamos comprovar o que eu estou dizendo?
Vejam só aquela cena, lá tem um homem batendo em outro. O que vocês acham que o outro que está apanhando deve fazer?
Ah, com certeza, vamos dizer,
_ Deve dar o troco, dar logo um murro no olho do outro.
Isso é a ação do homem, seu instinto, mas se eu disser que hoje Jesus no diz…
– Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também à esquerda!
Jesus nos manda oferecer a outra face temos essa coragem? Essa humildade?
Por que negamos a um pedido de Jesus, será que o amamos de fato?
Outra vez Ele nos prova no amor, vejamos isso em outra situação:
– Aquele menino ali é fofoqueiro, implicante, vive falando mal da sua mãe e tentando agredir você com palavras e xingamentos feios… Ele é seu verdadeiro inimigo, você odeia ele. E sempre ouvimos das pessoas que nos rodeiam a seguinte frase:
– Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’
Jesus, porém nos diz o seguinte: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair à chuva sobre justos e injustos.
Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?
E assim, crianças, Jesus nos coloca várias situações onde devemos amar acima de nossos preconceitos, acima de nosso orgulho, de nossa raiva, de nosso ódio e saber que é preciso ser acolhedor, manso e humilde de coração;
Será que somos o suficiente?
Não, somos pecadores e, por isso estamos aqui, porque queremos promover mudanças em nossa vida, queremos seu perdão, queremos também nos reconciliar com ele e com os irmãos.
Vamos pedir perdão ao senhor cantando.

Leitura –
 E como vocês estão ouvindo, crianças, nossa celebração vai nos falar de termos um coração perfeito como o do pai é perfeito, que devemos amar nossos inimigos, que devemos perdoar os seus pecados e que, quando um irmão nosso errar e se soubermos que ele está errado , devemos ajudá-lo a consertar.
Vamos ouvir essa leitura que é linda… linda…
Leitura do Livro do Levítico:
1O Senhor falou a Moisés, dizendo: 2“Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e dize-lhes: ‘Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.
17Não tenhas no coração ódio contra teu irmão. Repreende o teu próximo, para não te tornares culpado de pecado por causa dele.
18Não procures vingança, nem guardes rancor dos teus compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor!’”
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus

Evangelho
 – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 38“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente! ’
39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também à esquerda!
40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto!
41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele!
42Dá a quem te pedir e não vires às costas a quem te pede emprestado.
43Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo! ’
44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair à chuva sobre justos e injustos.
46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?
47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa?
48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!
Ofertório – Hoje, aprendemos bem que devemos usar todas as partes do nosso corpo para amar , perdoar e buscar a perfeição no Senhor , realizando sua obra diante de nossos irmãos. Por isso, nesse momento do ofertório, vamos colocar pra Deus nosso corpo, todos os membros que podem ser utilizados com as ferramentas para o bem comum.
Para isso precisamos fazer então um exercício, está bem?
Vamos crianças, estender nosso pezinho pra Deus, diante deste altar e dizer o que eu lhes pedir, está bem?
Então vamos lá…
Senhor, nós te oferecemos nossos pés, para que eles caminhem seguindo sempre seus passos… e nunca desviem do seu caminho.
Agora, estiquem para o altar as mãos e digam comigo:
Senhor, receba nossas mãos como oferta, para que elas promovam sempre a paz, a verdade, a fraternidade e a justiça. Que ela seja instrumento de amor e bondade
Agora coloquem as mãos nos olhinhos e digam:
Senhor, nós te oferecemos nossos olhos para que eles vejam através dos seus, todas as boas obras que devemos praticar pela nossa vida e que eles jamais nos deixem cair na tentação do pecado
Agora nossa mão sobre a boca. Digam comigo:
Senhor, nós te oferecemos nossa boquinha, para que dela só saiam palavras de amor, de carinho, palavras que elevem a senhor e ao próximo, que ela nunca magoei ninguém e que nenhuma palavra de ódio possa por ela ser proferida
E agora criança, junto ao pão e ao vinho, vai colocar nossa mão sobre nosso coração e dizer assim:
Senhor, este coração é seu… Faça dele tudo o que o senhor desejar. Que ele possa ser o órgão que o pulsa pela vida nova e que ele seja também para todos nós o ingresso para o céu, buscando sempre a perfeição como o seu. Amém.
Comunhão – agora sim. Agora é o momento mais feliz da celebração. Momento em que Jesus partilha do seu corpo santo conosco, onde coração, pernas, braços nos abraçam como filhos bem amados. Vamos ao seu encontro cantando com alegria.
Ação de graças – crianças , agora vamos escutar uma pequena história e medir o nosso compromisso com Deus .
A Lição do Jardineiro
Um dia, um homem importante de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim. Chegando em casa, o.
Homem viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa, pois estava em viva voz.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou: “A senhora está precisando de um jardineiro?”.
“Não. Eu já tenho um”, foi à resposta.
“Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo”.
“Nada demais, retrucou à senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso”.
O garoto insistiu: “eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço”.
“O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora”.
“Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível”.
“Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa”.
Numa última tentativa, o menino arriscou: “o meu preço é um dos melhores”.
“Não”, disse firme a voz ao telefone. “Muito obrigado! O preço do meu jardineiro também é muito bom”.
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: “Meu rapaz, você perdeu um cliente”.
“Claro que não”, respondeu rápido. “Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo…”.
E dessa pequena história podemos fazer nossa reflexão:
Será que nós temos coragem de perguntar para o nosso Deus a qualidade de ser humano que somos?
E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação do pequeno jardineiro?
Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparando as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos que cometemos em nossa vida?
Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Pois, criança, Deus espera muito de todos nós, que sejamos assim, como esse jardineiro, pessoas de qualidade para o nosso Deus.

Historinha para o teatro da semana:

Dragãozinho Teófilo

Técnica: Narração com apresentação de objetos sobre a mesa.
Esta história que eu vou contar aconteceu aqui… Quando tudo aqui era uma floresta e todos os animaizinhos ainda falavam.
É… Sabe, gente, apareceu um grande ovo, um ovo enorme… Um ovão… Ninguém sabia quem o colocara ali… O negócio é que ele estava aí… e se não me falha a memória, era o último… O último ovo enorme sobre a superfície da Terra.
Os animaizinhos logo… Logo… Trataram de cuidar com muito carinho do ovo… Cuida dali… Cuida daqui…
Até que um belo dia… Crec… Crac… Croc… Cruc… Então, nasceu um dragãozinho. Era um ovo de dragão.
Ah!  Foi  um dia de festa na floresta.Todo mundo feliz e contente. Afinal não é todo dia-que nasce um dragãozinho, não é mesmo?
O dragãozinho recebeu o nome de Teófilo, que quer dizer amigo de Deus. Ele foi crescendo em meio ao carinho e amor dado por todos os seus amiguinhos da floresta.
Mas aconteceu um dia… que o dragão Teófilo arrumou uma tristeza danada! Sabem por que? É, porque ele via todos os bichinhos da floresta cumprindo uma missão: eram as formiguinhas cortando folhinhas e carregando nas costas para o formigueiro, para abastecer as dispensas da grande família. Eram muitas boquinhas para comer. Precisavam ficar fortes, pois eram muitos os trabalhos no formigueiro.
Ele via também as abelhinhas pousando de flor em flor, buscando o néctar para fabricar o mel..Trabalhando na grande colmeia! Via os passarinhos, ora carregando galhinhos para construção do ninho, ora minhoquinhas para alimentar os filhotinhos.
Tantas eram as variedades de bichinhos… Tantos eram os tipos de trabalhos que eles executavam com tanto amor. Mas, pobre dragão! Ninguém era como ele! Para Teófilo, a vida era um mistério… Ele não sabia o que devia fazer! Procurava mil respostas, Não havia iguais a ele! Ele não sabia como havia aparecido naquelas bandas e bem que ele se esforçava para poder adaptar aos seus tantos amiguinhos, que com toda paciência se esforçavam, para que se sentisse útil… Para que se sentisse bem!
Teófilo bem que tentava ajudar. Para as formiguinhas ele abria os caminhos até o formigueiro… Mas como era muito pesado… Pesadíssimo… Acabava pisando no formigueiro e lá ia abaixo o trabalho das incansáveis formiguinhas (aí, era um trabalhão) Teófilo, então, coitadinho, era uma chuva de lágrimas, não queria ter feito nada de errado, no entanto, as formiguinhas o consolavam para que ele parasse de chorar senão sua lágrimas causariam enchente em todo o formigueiro. “Pare Teófilo, foi nada não!”
Nada que uns dez anos de trabalho não consertem.
E ele chorava… Chorava… E com as abelhinhas? Aí, com as abelhinhas era um desastre! Ele bem que gostava de ajudá-las… Inclinava as flores para que não precisassem voar tão alto… Fazia oco nos troncos das árvores grossas para que formassem mais colméias… Mas, Teófilo, de vez em quando sentia uma alergia danada do pólen, e espirrava sem parar… E vocês sabem como é espirro de dragão, não é? A confusão começava… A colméia se alvoroçava porque o fogo que o dragão soltava pelas ventas, derretia a cera da casinha delas. Oh! Quanto trabalho perdido! “Mas não é culpa sua não viu, Teófilo!” “Foi a alergia, a gente entende!” Era preciso afastá-lo daquele lugar rápido, antes que derretesse toda a colméia.
Coitadinho do Teófilo! Ele bem que tentava ajudar… Mas tudo saía errado! E assim ele vivia sem saber ao certo qual era a sua missão… Mesmo diferente dos demais, precisava encontrar a sua verdade.
Foi então que suas amiguinhas se reuniram para discutirem uma idéia de como aliviar a grande angústia, a grande tristeza de Teófilo…
Ideia vai… Ideia vem… E nada !
Por fim… Eureka! Já sei, disse o pequeno beija-flor Zinho. Tenho uma idéia: – Eu vou voar pelas redondezas e pesquisar com nossos vizinhos… Quem sabe eles poderão ajudá-lo?
Todos concordaram… Acharam a idéia ótima! E lá se foi Zinho, o beija-flor. Voando aqui e acolá, ele se espantou logo que saiu dos limites da floresta Azul… Era uma confusão danada!… Ele já não sabia o que estava acontecendo na Floresta Verde, vizinha a deles. Onde estavam as grandes árvores? E os tantos passarinhos? E os bichinhos todos? Por que tudo estava queimado? E Zinho foi seguindo e deu de cara com uma grande máquina que cortava as árvores, dirigida por um homem cinza, que contava o dinheiro das árvores que caíam dizendo: “50 para esta… 100 para aquela… Quantas ainda não terão na Floresta Azul ali do lado? Acho que vou dar um pulo lá para contar umas árvores!”
Ouvindo isso, Zinho, o beija-flor, saiu em disparada de volta à sua floresta… Ele sabia que agora a floresta corria perigo. Foi um alvoroço quando Zinho contou a todos o que havia testemunhado… Teófilo, o dragãozinho, tremia só de pensar no perigo que a vida corria na sua querida floresta…
Foi então que descobriu em meio àquela confusão qual seria a sua grande missão: proteger a vida da floresta da devastação! E dizia a todos: – Eu sou grande, forte e medonho! Posso espirrar fogo se as abelhinhas trouxeram o pólen. Posso derrubara máquina e assustar o homem! É isso! Sou o protetor da vida da Floresta Azul!
E assim alegre, Teófilo, cheio de certeza que vem do coração descobriu e realizou a sua missão: Espantou aqueles que queriam derrubar a floresta e, até hoje pode-se ouvir a festa que fazem os bichinhos à volta do dragãozinho Teófilo!
E a Floresta, enquanto o dragãozinho viveu, ficou protegida e guardada de todo o mal! Que bonita missão a de Teófilo, não é crianças? Pois é, Jesus hoje nos ensina a amar o próximo sem diferenças e assim como Teófilo nos chama a descobrirmos a nossa missão e levá-la por toda a nossa vida em benefício do amor a Deus, que tanto nos ama, e ao nosso irmão. Não foi assim que Jesus fez?
Compromisso da semana: Tenho algum amigo ou amiga com quem estou brigado ou chateado? Que tal fazer as pazes, dando-lhe um grande abraço de reconciliação?
Fonte de pesquisa (preces e leituras) – www.homilia.com.br
Imagem e Compromisso da semana (preces e leituras) – www.paulus.com.br

Fonte:http://www.missacomcriancas.com.br/site/7o-domingo-comum-ano/

1 de fevereiro de 2017

5º Domingo Comum – Ano A


“Jesus hoje nos convida a ser sal da terra e luz do mundo. Para que nossa presença entre as pessoas seja de amor, alegria, perdão, solidariedade e paz.”

– Missa com criança da semana: Sal da terra e luz do mundo
– Evangelho: Mt 5,13-16
Vós sois o sal da terra e a luz do mundo
Jesus hoje nos convida a ser sal da terra e luz do mundo. Isso significa que nossa presença entre as pessoas deve ser de amor, alegria, perdão, solidariedade e paz. Assim, por meio do nosso exemplo, poderemos tornar o mundo mais alegre e bonito.
Acolhida – Boa noite crianças, boa noite a todos aqui presentes. Sejam muito bem vindos a esta celebração.
Hoje nossa celebração vai nos contar sobre o sabor da vida e sobre ser luz para o mundo .
Eu quero saber qual dos pratos aqui no data show que as crianças mais gostam de comer.
Será que esse prato de jiló? Ou será esse prato de batata frita?
Mas alguém já tentou comer batata sem sal ?( é gostosa ou ruim ?)
Pois é, crianças, a batata frita sem sal é uma coisa sem graça, sem sabor ,sem vida não é ? Nós não gostamos de comer coisas que não tem sabor …
A batata é gostosa porque nela tem o sal que acentua , por isso ela é saborosa . Sem sal não passa de uma pasta sem sabor. A nossa vida fica assim, sem gosto, quando perdemos o sal , o sal da alegria, o sal do amor para com os outros, porque o sabor da nossa vida, o nosso sal, é o amor . E quando perdemos o amor, nossa vida fica sem graça se iguala uma batata sem sal . E vocês sabem que é que pode retornar a alegria para nossa vida? Quem é tem o maior deposito de sal de vida nova ? Jesus… é ele quem nos dá sabor a vida , que nos enche de amor e nos faz brilhar como uma luz sobre a cidade toda, porque aquele que tem amor é luz para os outros, é certeza de caminho aberto , de vida saborosa e cheia de alegria ..

Por isso, somos esse sal da vida e somos luz para o mundo porque sabemos que Jesus é a nossa fonte inesgotável de sal para a vida eterna. Todos de pé , vamos cantar pra iniciar nossa celebração cantando .

Ato penitencial
 – Sabem, crianças, hoje o evangelho é tão bonito. Ele fala que nós somos o sal da terra… Nos chama também a ser luz do mundo…Por isso, somos esse sal da vida e somos luz para o mundo porque sabemos que Jesus é a nossa fonte inesgotável de sal para a vida eterna. Todos de pé , vamos cantar pra iniciar nossa celebração cantando .
Deus, na sua sabedoria, escolheu uma coisa de cada vez pra dar sua importância. Vamos fazer um teste com vocês pra sabermos como é que Deus fez a vida ter um sabor certo pra cada coisa.
Aqui eu tenho um copo de água. Alguém aqui está com sede e quer bebê-la? Mas antes disso acontecer eu vou adicionar a esta água uma colher bem cheia de sal. Agora você pode beber.
Por que não quer beber? O que mudou?
Agora eu tenho esse doce de leite. Quem quer? Mas antes vou colocar essa colher de alho pra dar um novo sabor.
Ah! Mudou todo o sabor …
Então vamos ver se alguém quer experimentar este pouquinho de pipoca.
E ai? Ela está gostosa? Não esta faltando nada nela não?
Falta o principal, aquilo que dá sabor, o sal…
Agora eu vou pedir o sacristão para apagar a luz da igreja…
Ficou bom assim? No escuro? O escuro é bom? Será que a luz não é melhor? Então, Sacristão, acende a luz porque temos pavor do escuro.
Assim, crianças, com essas comparações, constatamos que Deus nos deu uma vida perfeita, mas todas as vezes que pecamos que fugimos da luz de Deus e mergulhamos no escuro do pecado, a nossa vida não fica boa… Ela fica sem sabor ou com sabor desagradável. Impossibilitando de nos matar a fome, fome também de Deus
É preciso saber valorizar os presentes de Deus e nos afastar da vida sem sabor, da vida no escuro e procurar ser luz por onde andarmos. Por isso, pelas vezes em que atrapalhamos o que é bom na nossa vida, mudando de tempero, colocando o pecado, vamos pedir perdão a Deus cantando.
Leitura – Sentadinhos, vamos ouvir a nossa leitura de hoje. Ela nos diz que se agirmos com caridade e formos solidários com os que sofrem e passam necessidades, o Senhor caminhará conosco e não nos faltará em nenhum momento da vida. Escutemos com atenção a leitura proclamada.
Aclamação – Que a presença de Deus em nossa vida brilhe nos faça brilhar para todas as pessoas que encontrarmos pelo nosso caminho. Preparemos nosso coração para ouvirmos Jesus nos falar, mas antes vamos ficar de pé e cantar com alegria saudando as suas palavras.
Ofertório –(Passos pregados pelo chão da igreja )
Hoje Senhor , queremos oferecer esses passos que aqui estão, representando todos nós porque desejamos segui-lo por toda a nossa vida .   junto ao pão e ao vinho Senhor, queremos oferecer cada passo desses, que eles sejam sal e luz na vida de nossos irmãos e na nossa também. Amém.
Vamos cantar iluminando e dando sabor ao nosso ofertório.
Comunhão – Se quisermos caminhar firmes no propósito de sermos sal da terra e luz do mundo, devemos estar unidos a Jesus e nos alimentar do seu corpo que nos fortalece e nos ensina a viver como irmãos e irmãs. Vamos encontrar Jesus na eucaristia cantando.
Hoje, então temos que sair desta celebração tão festiva com uma idéia fixa na cabeça –Deus nos deu uma missão: devemos ser sal para a terra e luz para o mundo, portanto vamos através dessa oração pedir ao Senhor a graça de nos tornarmos cada vez mais fiéis em nossa missão. Vamos rezar todos juntos?
Senhor Jesus
Abraçando hoje nossa missão
Louvamos o senhor por toda confiança em nós depositada
Luz é o que queremos ser para todos
União é o que queremos levar aos outros
Zelando pela vida e dando o sabor a ela merecido
Desejando que todos sigam na mesma direção
E agradecendo ao pai por sua bênção e proteção
Unidos levaremos nossa missão
Saudando os outros e conquistando mais e mais corações.
Amém

Historinha para o teatro da semana:

O jardim da dona Cotinha

Dona Cotinha, vocês todos devem conhece, É aquela mulher bondosa que cuidava com carinho do seu lindo jardim. As flores a ela eram agradecidas, pois nada a elas faltavam.
Todos os dias, Dona Cotinha tinha o cuidado de tirar da frente de suas florzinhas a trepadeira do vizinho, que as incomodava e não deixava a luz do sol nelas bater.
Cuidava também com água fresquinha, cheia de sabor de vida nova e conversava sobre assuntos de amor, amizade e partilha de tudo que havia no jardim.
Do outro lado do muro morava o Senhor Encardido Sujo da Silva. Ele não gostava nadinha do que Dona Cotinha fazia… Tinha raiva de tudo e desejo de acabar com suas lindas flores. Sabem o por quê? Por pura inveja. Ele detestava o amor e odiava quem era feliz.
Enquanto Dona Cotinha contava suas lindas histórias às flores, ele ficava com muita raiva e prometia acabar com aquele lindo jardim.
E esse ritual todos os dias acontecia. Luz do sol e água com sabor de vida eram os alimentos de vida nova para todas as plantinhas.
Até que um dia, logo depois da Dona Cotinha ter saído do jardim, veja só quem por lá aparece? Se não é o Senhor Encardido Sujeira da Silva! Mas o que será que ele está querendo fazer? O que terá planejado de ruim para acabar com o jardim da Dona Cotinha?
Pois, vejam só crianças, ele está colocando uma guarda chuva para não mais ir sol nas flores, e pior! Pior? Sim, ele trouxe uma água diferente.
Nossa! Vejam só como as flores estão sofrendo com a água de morte que o Senhor Encardido Sujeira da Silva está colocando nelas.
Meu Deus, as flores estão murchando. O que será de nossas florzinhas?
O que esse danado do pecado colocou na água das flores?
Encardido (cantando) – Eu coloquei ácido na água. Agora eu quero ver se essas danadas irão sobreviver… Ararararasrasrammmmmmm
Vejam só… As flores que estavam tão lindas e sorriam tanto. Agora parecem mortas, desanimadas, apagadas…
Pobre Dona Cotinha quando nem imagino quando ela irá sofrer ao ver as plantinhas desoladas e a ponto de morrer.
Mas vejam quem ali chegou se não é o pavão de penas longas que assistia tudo bem de longe. E que chamou o pássaro charmoso, que trouxe o patinho e também dona galinha.
Parece que eles estão em reunião… É preciso fazer algo rápido, pois senão as flores dessa não escaparão.
Então eles resolveram ajudar as flores, saíram e foram buscar uma solução.
Enquanto isso lá vem Dona Cotinha toda alegrinha… Como vocês sabem… Esse jardim era toda sua vida.
Mas quando ela chegou ao jardim e o encontraram suas flores tristes e sem vida ela não aguentou… Deu uma crise de tristeza, não sei bem se um infarto, ou derrame cerebral, só sei que foi pra chão afinal
E agora? O que fazer?
Do outro lado do muro cantando e pulando de maldade, estava o Senhor Encardido, que só vivia de maldade.
– Quero ver agora, conta história para essas murchas e feias flores, fala pra elas do destino final, do fim do mundo, do buraco negro… Do buraco de sete palmos… Ararara
Agora sim, ele achava que com seu mal havia tirado a vida cheia de luz e de sabor que havia naquele jardim, naquela pessoa tão boa que era Dona Cotinha. Missão cumprida para Seu encardido sujeira da silva, agora ele  podia descansar..
Podia né??! Enquanto o tonto achava que tudo estava perdido a turma do jardim, colocava tudo no seu lugar. Começaram a terra cavar, mudar a terra das flores era o primeiro passo… Depois lavaram bem a terra com a água da vida nova, com sabor de Deus. E, por ultimo, arrancaram o guarda sol da frente do sol…
Com todos esses cuidados pouco a pouco as flores foram criando vida… Enquanto, isso, dona borboleta muito arteira… Despejou no filtro de água do encardido, o que ele mesmo tinha na balde colocado, para que ele do seu mal se alimentasse.
Quando o encardido acordou, com aquela sede habitual, foi no balde beber água e… Ficou louco, afinal…
Algo foi apertando sua garganta e naquele sufoco todo, os bichos pra cima dele pularam.
Bicaram tanto o safado e ele sofreu tanto com o seu mal que fugiu dali pra sempre e nunca mais voltou afinal.
Bom… E agora. Ainda faltava dona Cotinha… Ali… Caída… Parecia uma Branca de Neve sem vida, quem a beijaria?
Será que ela ainda veria seu jardim de novo?
Então as flores combinaram uma canção… Pra acordar Dona Cotinha e tirá-la daquela situação. E cantaram. E cantaram. Tão alto que dona cotinha acordou. (música: sou feliz senhor porque tu vais comigo. vamos lado a lado és meu melhor amigo… Sou feliz senhor, porque a Cotinha vai comigo, junto ao Senhor, ela é nossa melhor amiga.lalalalalalalalalalalalaalal) e ao ouvir a canção, seu coração acordou, então ela olhou pra suas flores, achou que tudo era sonho e a alegria ela retornou… Ficaram ali, todos no jardim…  Sabendo que com amor tudo havia vencido… A vida voltou a ter sabor… Luz que iluminava o novo que é o sol de Deus que neles brilhavam
E é, por isso, crianças que a gente tem que cuidar do jardim que existe dentro de nós. Tem que ser sabor na vida dos outros também, ter que ter a luz de Deus pra vencer o mal… E ser feliz, afinal!
Compromisso da semana: Se cada pessoa fizer algo de bom a cada dia, viveremos em um mundo cada vez melhor, com luz e sabor.

Fonte de pesquisa (preces e leituras) – www.homilia.com.br
Imagem e Compromisso da semana (preces e leituras) – www.paulus.com.br

31 de janeiro de 2017

10 lições de Dom Bosco para a juventude



Dom Bosco
Que alegria para a juventude! Hoje a Igreja celebra o Pai dos Jovens, Dom Bosco. E nessa data especial, a melhor forma que encontramos de homenageá-lo é relembrar seus ensinamentos pra depois colocá-los em prática, claro! Vamos então às lições que Dom Bosco nos ensinou!
1- “É importante que procuremos conhecer nossos tempos e que nos adaptemos a eles”
04_mundo_moderno
2- “Deus nos colocou no mundo para os outros”
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3- “Quem confia em Maria jamais será iludido”
08_devocao_maria
4- “Vivam o máximo a alegria, contanto que não façam pecado”
02_alegria
5- “Quem quer ser amado, ama. E quem é amado tudo alcança, sobretudo os jovens”
10_amar
6- “A música dos jovens não se ouve com os ouvidos, mas com o coração”. E ainda acrescentou: “um oratório sem música é um corpo sem alma”!
05_musica
7- “Alegria, oração e Santa Comunhão são nosso amparo”
01_comunhao
8- “Não basta querer bem, é preciso que os jovens percebam que são amados"
09_educar_com_amor
9- “Por vocês darei toda minha energia até o último respiro”
07_amor
10- “Aguardo-vos todos no paraíso”
03_paraiso
Viu quantos ensinamentos? E é bacana também saber que, mesmo depois de mais de 200 anos de sua morte, essas lições ainda guiam a vida de muitos jovens.

Fonte: A12
Como despertar os pequenos para Deus?


Esta frase acima pode ser uma pergunta, mas antes é um pedido de Deus para os pais. Encontramos no livro de Deuteronômio, 6, 6-7, a seguinte recomendação: “Estas palavras, que hoje te ordeno, estejam em teu coração. Tu as ensinarás a teus filhos e delas falarás, sentado em casa, andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te”.
Em algumas Comunidades, encontramos diversas atividades voltadas para as crianças, sem contar com a Pastoral da Catequese, que tão bem realiza sua missão, apesar de que, muitas vezes, precisa trabalhar com poucos recursos, mas faz o melhor que consegue, atingindo os objetivos propostos para estas faixas etárias.
Porém, de forma geral, temos poucas celebrações, grupos, atividades, materiais, programas relacionados à educação da fé para as crianças, sobretudo aquelas fora da faixa etária da catequese. Percebe-se que, para as crianças bem pequenas, há falta de orientação às famílias e não há atividades para despertá-las para Deus.
Muitos pais e avós desejariam mais orientações e materiais para educarem na fé seus filhos, em cada idade. Até mesmo para os adolescentes e jovens encontramos poucas propostas de desenvolvimento da espiritualidade.
A idade dos pequenos é particularmente rica em abertura e interesse para novas descobertas. Basta observar que se percebem nas crianças curiosidades em relação a tudo que se refere ao transcendente, relacionando-se bem com Deus e compreendendo a presença e a bondade na vida delas. Um exemplo está na relação das crianças com a natureza, da qual surge a compreensão da bondade e a perfeição do Deus-Criador.
Uma família que tem fé deve agir com naturalidade ao se deparar com curiosidades e perguntas das crianças, demonstrando respeito e interesse por todas as coisas que falem de Deus. O respeito e a oração são apreendidos, pelos pequenos, ao observarem seus pais e familiares vivenciando momentos de fé.
Deve-se falar de Deus, enfatizando que Ele é Aquele que ama, protege e sempre é bondoso. É importante evitar conceito de um Deus que sempre castiga, pune e não aceita as coisas normais da vida, pois esta percepção é uma distorção, que até foi utilizada, em tempos passados, para manipular as crianças, pelo medo, a realizarem a vontade dos adultos.
Apresentar Jesus como amigo mais próximo das crianças é uma maneira simples e bem próxima ao universo infantil, assim como a natureza, os animais, a família. A família que reza junto, em voz alta, que conversa sobre a fé, sonha junto com um mundo sempre mais justo e bom, desperta, no cotidiano, seus filhos e filhas para as coisas de Deus.
O exemplo dos pais é a forte ferramenta neste processo de educação da fé, assim como o exemplo de Jesus é o caminho certo a ser ensinado e seguido. O poder do testemunho é marcante e o tempo não apagará.
Finalizo, contando uma estória que li em algum lugar, do qual não me lembro o nome, e que relatava uma conversa entre um adulto e uma criança.
O adulto perguntou:
– Quem é Deus para você?
A criança respondeu que era seu grande amigo.
O adulto continuou perguntando: – Você acha que Deus é poderoso?
Sem duvidar e rapidamente, a criança balançou a cabeça afirmativamente.
Não satisfeito, o adulto perguntou por que ela achava que Deus era poderoso.
A criança pensou e respondeu:
– “Deus é poderoso porque minha mãe sempre pede para Ele as coisas mais difíceis, e Ele sempre consegue fazer”.
Com simplicidade, Deus dá, pelo testemunho dos adultos, toda a sabedoria aos pequenos. Sejamos nós, adultos, bons cristãos e testemunhas fiéis de nossa fé, para assim contribuirmos para a educação da fé das crianças em nosso redor.
Raquel Godoy  
psicóloga, educadora e coordenadora do Projeto Devotos Mirins

Fonte: Devotos Mirins
Como falar de morte com as crianças?

Raquel de Godoy Retz


A simples pergunta já nos deixa preocupados, pela dificuldade que sentimos de abordar tal assunto com as crianças.
Nos desenhos animados, mesmo quando as personagens são eletrocutadas, amassadas, trituradas, elas reaparecem vivas, isto é, a morte pode ser revertida.
Mas na vida real não é assim. A criança tem que aprender que a morte é para sempre. A experiência de perder o pai, a mãe, os avós, irmãos ou irmãs, amigos, é muito triste e, a princípio, incompreensível.
O fato de nunca mais ver a pessoa, estar com ela, conversar, é uma experiência dolorosa e fora da compreensão das crianças. Muitos adultos pensam que é melhor nunca encarar o assunto com a criança, a fim de não preocupá-la. Esconde-se a situação, mente-se; inventando-se histórias de viagens, da vovó estar dormindo ou ir “para o céu”, criam mais confusão, porque a criança pode desenvolver medo de viajar ou dormir e nunca mais acordar, inclusive ela própria. Como a criança leva tudo “ao pé da letra”, pode esperar que a “vovó” acorde ou volte da longa viagem.
Todos os especialistas, no assunto, afirmaram que, independentemente, da idade e da situação – se morreu um bicho de estimação, um parente ou amigo – não se deve esconder o fato das crianças.
É difícil afirmar com qual idade a criança tem compreensão sobre a morte, pois o desenvolvimento emocional é pessoal e depende das experiências de vida de cada um e da família.
Mas, se sabe que já aos dois anos, as crianças percebem com clareza mudanças no clima da casa, como tristeza dos pais, preocupações ou se algo da rotina foi alterado. Mentir ou omitir pode levar à perda de confiança nos adultos, inclusive nos pais, se algo é percebido ou ouvido posteriormente.
As crianças já ouviram falar em morte. Ela aparece nos livros infantis, nos filmes.
Até por volta dos 6 anos, a criança não compreende plenamente que a morte é irreversível. Como não distingue a fantasia da realidade, acredita que, como nos desenhos animados, a personagem se levanta depois de sofrer algo fatal. Ela até pode “brincar de morto”, porque a morte parece uma simples e provisória brincadeira.
Após os sete anos, a morte é sempre percebida como algo de muito ruim. A esta altura, os adultos devem explicar que a morte faz parte do ciclo natural da vida. Mas é só a partir dos 12 anos que o processo de morte pode ser assimilado pela criança.
Quando a criança convive com idosos, pode-se explicar o processo de envelhecimento, preparando para a compreensão do tema.
Perguntas das crianças são sempre positivas e nas conversas deve-se deixar que expressem o que sentem
Participar de funerais, ver a pessoa no caixão deve ser uma decisão da criança e precisa ser respeitada. Explica-se primeiro o que a criança irá encontrar, como parentes tristes e chorando, flores e despedidas, mas a decisão final a criança deve tomar.
No correr dos dias de luto, observe o comportamento de seu filho ou filha, leve-o a brincar ao ar livre (se for muito ativo), fique mais tempo com ele ou ela, mantendo a rotina da casa.
Pode-se construir, juntos, nesse tempo uma “Caixa de memórias” ou um “Álbum de Memórias”, guardando fotos e lembranças da pessoa falecida.
É difícil conversar com as crianças sobre a morte, porque também não sabemos bem o que ela é.
O que acontece com as pessoas que morrem, para onde vão, desconhecemos. Se temos nossas crenças, se acreditamos na vida depois da morte, é mais fácil, não somente para nós mesmos enfrentamos a morte suas também explicá-la a nossos filhos. Não como certezas absolutas, mas como aquilo em que acreditamos.
Vale lembrar que é inadequado dizer à criança “não chore”, “tudo vai acabar bem”, mas deixar que ela expresse seus sentimentos, a falta que sente do ente querido, que morreu. Você também pode chorar e explicar a razão de suas lágrimas. Um autor muito importante, Eugene O’Kelly, escreveu um livro com o seguinte da sub-título: como a certeza da morte mudou a minha vida (um último relato).
Ele chama de “Um presente”, a notícia de sua morte próxima. Escreve: “Fui abençoado. Disseram que eu tinha três meses de vida”. […] “fui forçado a pensar sobre a minha própria morte e, como consequência, passei a refletir melhor do que nunca sobre a minha vida” (p. 13).
Certamente, os adultos de sua família souberam conversar com ele, quando criança, sobre o mistério da morte e nele plantaram a certeza de que a morte é um enigma, mas a vida está em nossas mãos.

Referências:
– O’KELLY, Eugene e POSTMAN ANDREW. Claro como o dia: como a certeza da morte mudou a minha vida. Um último relato. Tradução de Regina Lyra.  Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.
– MARCUCCI, Cintia. Como falar de morte com as crianças.
– Acesso em 25/10/2016:
Fonte: Devotos Mirins

Beata Elena Guerra: “Apóstola do Espírito Santo”


 Elena Guerra nasceu em Lucca (Itália), no dia 23 de Junho de 1835. Viveu e cresceu em um clima familiar profundamente religioso. Durante uma longa enfermidade, se dedica à meditação da Palavra de Deus e ao estudo dos Padres da Igreja, o que determina seu orientamento da vida interior e de seu apostolado; primeiro na Associação das Amigas Espirituais, idealizada por ela mesma para promover entre as jovens a amizade em seu sentido cristão, e depois nas Filhas de Maria.
         Em Abril de 1870, Elena participa de uma peregrinação pascal em Roma juntamente com seu pai, Antônio. Entre outros momentos marcantes, a visita às Catacumbas dos Mártires confirmam nela o desejo pela vida consagrada. Em 24 de Abril, assiste na Basílica de São Pedro a terceira sessão conciliar do Vaticano I, na qual vinha aprovada a Constituição “Dei Filius” sobre a Fé. A visita ao Papa Pio IX a comove de tal maneira que depois de algumas semanas, já em Lucca, no dia 23 de Junho, faz a oferta de toda a sua vida pelo Papa.
         No ano de 1871, depois de uma grande noite escura, seguida de graças místicas particulares, Elena com um grupo de Amigas Espirituais e Filhas de Maria, dá início a uma nova experiência de vida religiosa comunitária, que em 1882 culminará na fundação da Congregação das Irmãs de Santa Zita, dedicada a educação cultural e religiosa da juventude. É neste período que Santa Gemma Galgani se tornará “sua aluna predileta”.
         Em 1886, Elena sente o primeiro apelo interior a trabalhar de alguma forma para divulgar a Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreve secretamente muitas vezes ao Papa Leão XIII, exortando-o a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito; e o Papa, amavelmente solicitado pela mística Luquese, dirige à toda Igreja alguns documentos, que são como uma introdução a vida segundo o Espírito e que podem ser considerados também como o início do “retorno ao Espírito Santo” dos tempos atuais: A breve “Provida Matris Charitate” de 1895; a Encíclica “Divinum Illud Munus” em 1897 e a carta aos bispos “Ad fovendum in christiano populo”, de 1902.
         Em Outubro de 1897, Elena é recebida em audiência por Leão XIII, que a encoraja a prosseguir o apostolado pela causa do Espírito Santo e autoriza também a sua Congregação a mudar de nome, para melhor qualificar o carisma próprio na Igreja: Oblatas do Espírito Santo.
         Para Elena, a exortação do Papa é uma ordem, e se dedica ainda com maior empenho à causa do Espírito Santo, aprofundando assim, para si e para os outros, o verdadeiro sentido do “retorno ao Espírito Santo”: Será este o mandato da sua Congregação ao mundo.
         Elena, em suas meditações com a Palavra de Deus, é profundamente impressionada e comovida por tudo o que acontece no Cenáculo histórico da Igreja Nascente: Ali, Jesus se oferece como vítima a Deus para a salvação dos homens; ali institui o Sacramento de Amor, a Eucaristia; ali, aparece aos seus discípulos depois da ressurreição e ali, enfim, manda de junto do Pai o Espírito Santo sobre a Igreja Nascente.
         A Igreja é descricao a realizar os Mistérios do Cenáculo, Mistérios permanentes, e, portanto, o Mistério Pascal: A Igreja é, por isto, prolongamento do Cenáculo, e, analogamente, é ela mesma como um Cenáculo Espiritual Permanente.
         É neste Cenáculo do Mistério Pascal, no qual o Senhor Ressuscitado reúne a comunidade sacerdotal real e profética, que também nós, e cada fiél em particular, fomos inseridos pelo Espírito mediante o Batismo e a Crisma, e capacitados a participar da Eucaristia, que é uma assembléia de confirmados, e, portanto, semelhante a primeira comunidade do Cenáculo depois da descida do Espírito Santo. É nesta prospectiva que Elena Guerra concebe e inicia o “Cenáculo Universal” como movimento de oração ao Espírito Santo.
         Elena morreu no dia 11 de Abril de 1914, sábado santo, com o grande desejo no coração de ver “os cristãos modernos” tomando consciência da presença e da ação do Espírito Santo em suas vidas, condição indispensável para um verdadeiro “renovamento da face da terra”.
         Elevada à honra dos altares em 26 de Abril de 1959, justamente o Papa a definiu “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, assim como Santa Maria Madalena foi a apóstola da Ressurreição e Santa Maria Margarida Alacoque a apóstola do Sagrado Coração.
         O carisma profético de Elena é ainda atual, visto que a única necessidade da Igreja e do Mundo é a renovação contínua de um perene e “Novo Pentecostes” que por fim “renove a face da terra”.  (Elena Guerra) 
Para conhecer mais sobre a vida e obra de Elena Guerra recomendamos:
Escritos de Fogo!

Fonte: RCC Brasil

Atividades Para Colorir - Beata Eleninha em: Agradar a Deus 

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