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10 de abril de 2017

Viver ressuscitado é saboroso como o chocolate

A Páscoa é uma festa de família, porque viver ressuscitado é saboroso como o chocolate. Que conceito bonito este de que a família é a Igreja doméstica! “Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial, como lares de fé viva e irradiante. Por isso, o Concilio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de ‘Eclésia doméstica’. É no seio da família que os pais são ‘para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada’” (Catecismo da Igreja Católica, n° 1656).

O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã (Catecismo da Igreja Católica, n° 1666).
Os pais como transmissores da fé
Os pais são os primeiros a transmitir a fé, os valores cristãos e universais e uma boa educação para os filhos. Pai e mãe são mestres da vida; pela palavra e pelo exemplo, eles nos ensinam coisas que vamos levar para a vida toda, que vão influenciar nossas escolhas e, principalmente, formar a nossa consciência do bem e do mal. Serão os primeiros catequistas, que, muito mais do que ensinar, vão transmitir pela prática, porque os filhos os verão fazendo.
Eu mesmo poderia dizer da minha mãe e da minha avó quando as via rezar o terço diante da imagem de Nossa Senhora: “Era uma santa ouvindo o que a outra santa dizia!”. Meus pais imprimiram em mim muito mais do que traços biológicos e heranças hereditárias, qualidades e defeitos e o desejo de um futuro brilhante. Eles fizeram com que eu experimentasse o amor de Deus e a graça da fé. Quando ainda era criança, sem que eu entendesse, deram-me um banho de Água Viva, que me fez nascer de novo e me enxertou em Cristo Jesus. Dando-me assim o dom da imortalidade e a graça de pertencer a uma família muito grande: a Igreja!
Como explicar para as crianças e os jovens que o mais importante é a festa da vida?
Como explicar para as crianças e os jovens que, na Páscoa, o mais importante é a festa da vida que vence a morte? Que Cristo verdadeiramente foi morto numa cruz e que, por aceitar morrer assim, Ele nos libertou do pecado e nos salvou pela Sua Ressurreição? A Páscoa é uma festa de família, porque viver ressuscitado é saboroso como o chocolate, é cheio de vida como o ovo e é tão fecundo como um casal de coelhinhos. É preciso ter a coragem de celebrar a fé em família e ensinar o verdadeiro sentido de ser cristão.
O sentido dos símbolos pascais
Celebrar a Páscoa é renascer com Cristo ressuscitado, é passar da morte para a vida, é vencer o pecado e a morte. É também celebrar a vida com o sabor de um ovo de chocolate e mostrar ao mundo que o cristão precisa ser como o coelho: fecundo em virtudes, amor e santidade. É arrumar uma ceia e acender uma vela para convidar os amigos e parentes para se iluminarem com a luz de nossa fé. Uma fé que nasce e renasce constantemente no seio de nossas famílias. É ser criativo e pedir ao Espírito Santo que grave em nossos corações a graça e o verdadeiro sentido dos símbolos pascais:
O Círio Pascal: Representa o Cristo Ressuscitado, que deixou o túmulo, radioso e vitorioso. Na vela pascal ficam gravadas as letras Alfa e Ômega, significando que Deus é o princípio e o fim. Os algarismos do ano também ficam gravados no Círio Pascal. Nas casas cristãs, é comum o uso da vela no centro da mesa no almoço de Páscoa.
O ovo, aparentemente morto, é o símbolo da vida que surge repentinamente, destruindo as paredes externas e irrompendo com a vida. Simboliza a Ressurreição.
O Cordeiro: Na Páscoa da antiga aliança, era sacrificado um cordeiro. No Novo Testamento, a vítima pascal é Jesus Cristo, chamado Cordeiro Pascal.
O Coelho: Símbolo da rápida e múltipla fecundidade da Igreja, que está espalhada por toda a parte, reproduzindo fiéis: há um número incalculável de filhos de Deus, frutos da Graça da Ressurreição.
O Trigo e a Uva: Simbolizam o pão e o vinho da Santa Missa e, por seu grande significado com a Trindade Santa, traduzem, por excelência, o símbolo Pascal. Para a ornamentação da mesa de Páscoa, nada mais indicado que um centro feito com uvas e trigo, entre cestas de pães e jarras de vinho.
O peixe é o mais antigo dos símbolos de Cristo. Se Ele é o Grande Peixe, somos os peixinhos d’Ele. Isso quer dizer que devemos sempre viver mergulhados na graça de Cristo e na vida divina, trazidas a nós pela água do batismo, momento em que nascemos espiritualmente, como os peixinhos nascem dentro d’água.
Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!
FELIZ PÁSCOA!

Padre Luizinho

Padre Luizinho, natural de Feira de Santana (BA), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 22 de dezembro de 2000, cujo lema sacerdotal é “Tudo posso naquele que me dá força”. Twitter: http://@peluizinho

Fonte:http://formacao.cancaonova.com/liturgia/tempo-liturgico/pascoa/viver-ressuscitado-e-saboroso-como-o-chocolate/ 

9 de março de 2017

Acolher bem é evangelizar

Amados, este período de preparação para o início da catequese, me faz refletir sobre uma grande virtude cristã que todo catequista deve ter por excelência: O ACOLHIMENTO. Pesquisando um pouco sobre o assunto, encontrei dois textos que falam sobre a essência dessa palavra e a sua dimensão em nossa vida pessoal, comunitária e social. Encontrei os textos em lugares diferentes, mas parece que eles se complementam e a sua mensagem é bastante inspiradora. Espero que possa inspirar você também nesta busca por um mundo cada vez mais humano e acolhedor.


Acolher é uma atitude de relação humana. É a comunicação entre pessoas entrando em sintonia, dialogando, expressando-se em gestos, enfim, estabelecendo elos de união com Deus, com os irmãos e o meio ambiente. Atualmente as relações são marcadas por imensas dificuldades, em todos os sentidos. A sociedade sofre mutações constantes e velozes. A sensibilidade de cada um vai-se modificando e com ela, os hábitos de vida, tornando-se um grande problema de relacionamento, quer na família, nos negócios, com os amigos, no ambiente de trabalho, na escola, etc.

Estamos vivendo uma “época em mudança”, onde a sociedade se vai movendo em várias direções, em todos os âmbitos. Há um aparente esvaziamento espiritual e uma certa condição para a aceitação das realidades. Esta época é marcada pelas muitas opções oferecidas pelo mundo, que são caminhos diversos trazendo inúmeros desafios: maneira de pensar, de agir, inversão de valores, incluindo a religiosidade.

Este contexto faz com que haja um empenho maior para trabalhar o acolhimento, procurando resgatar a afetividade das pessoas, despertando um desejo de viver, estar bem e de se inserir. Todos querem, intensamente, escapar do anonimato, pertencer a algum grupo para se sentirem eles mesmos, construir e salvaguardar a própria identidade.

A Igreja e o acolhimento
O Concílio Vaticano II provocou inúmeras mudanças e uma onda de renovação tomou conta de seu seio, abrangendo estruturas e pessoas, pois a transformação de ambas deve acontecer ao mesmo tempo.

Em diversos documentos, a Igreja dá atenção ao acolhimento, de maneira rápida ou detalhada, colocando a importância desta atitude de misericórdia, à luz do gesto acolhedor de Jesus Cristo.

Aprender com Jesus o acolhimento
Os critérios para um bom acolhimento fundamentam-se na Palavra de Deus, nas orientações da Igreja e nas necessidades da comunidade local. É bom conhecer a pedagogia que Jesus usava no acolhimento dos que o cercavam. Ele não estava preocupado com o sucesso, mas sim, com a qualidade e com a fidelidade.

A nossa vocação cristã consiste em percorrer o mesmo caminho do Mestre, com humildade e confiança, a fim de comunicar a todos a salvação. 
A comunhão com o Senhor Ressuscitado impulsiona o cristão a descobrir a existência do acolhimento e a comunhão com o irmão e a solidariedade com as pessoas, sem exceção. O acolhimento é um elemento integrante da evangelização, pois proclama a misericórdia oferecida a todos, dando sentido à existência e entusiasmando para querer ver Jesus, caminho, verdade e vida.

Acolher bem as pessoas é uma forma de se viver a própria fé e realizar com eficácia a missão que Jesus nos confiou.

Para que o acolhimento seja, de fato, um elemento propulsor de nossa ação pastoral, é preciso que se conheça três dimensões:

Dimensão pessoal: o acolhimento diz respeito, primeiramente, à pessoa na sua individualidade, modo de ser, liberdade, anseios. Na missão, Jesus chama seus discípulos pelo nome e respeita sua liberdade.

Será que as nossas comunidades não crescem por causa do pouco caso que fazemos às pessoas e sua história, não dando o valor merecido e enfatizando só o que é negativo?

Dimensão comunitária: o acolhimento deve resgatar um sentimento efetivo de unidade de fé e vida na vivência cristã da comunidade. Deve harmonizar essa existência cristã, onde não aconteça discriminação, mas seja lugar de discernimento, espaço de experiência do perdão, animada pelo amor fraterno e que dê ao mundo o testemunho de unidade.

Será que nossas comunidades não se tornaram agrupamento de pessoas que, apesar de bem-intencionadas, fazem seu apostolado sem se importarem com o verdadeiro sentido de convivência e partilha?

Dimensão social: a pessoa faz parte da sociedade na qual vive. Logo, essa mesma pessoa influi e é influenciada no lugar onde se situa. Há muitos desafios que merecem atenção – as mudanças sócio-econômicas, culturais, as crises de ética, a indiferença e o pluralismo religioso. Tudo isto se modifica rapidamente e traz consequências que estão à vista: miséria, violência, desemprego, morte, vícios, exclusão e outros males dos nossos dias.

O Espírito do Senhor Ressuscitado faz-se presente e operante em todo tempo e lugar, na diversidade de contextos e situações humanas, fazendo compreender que
a atitude de acolhimento deve privilegiar a aproximação das pessoas de toda a sociedade. Isto vai exigir mudanças, desacomodação, revisão de ações pastorais e eclesiais e, sobretudo, atitude de espírito apoiada no seguimento de Jesus Cristo.

O exemplo vale mais que mil palavras. Portanto, viver concretamente a palavra Acolhida, por meio de nossas atitudes, é transmitir sinal da presença de Cristo entre nós. Lembremos que a motivação que arrastou multidões a seguir Jesus Cristo veio do testemunho de amor dos apóstolos, pois a primeira comunidade cristã era assim caracterizada: “ser perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações” (At 2,42). Eles cultivaram com zelo e maestria a palavra ACOLHIDA no seu dia-a-dia e fizeram brotar o amor em seus corações.

Viver a acolhida requer atitudes pessoais de abertura, atenção e aceitação do outro, pois, quem acolhe, é, pois, quem deve amar a pessoa como ela é.

Acolher deve ser constantemente partilhado dentro e fora do Instituto Missionário. Os gestos de acolhida devem expressar verdadeiramente generosidade e sinceridade, de modo que, ao abrirmos nossos braços expressando um sorriso, o outro se sinta de fato acolhido. Acolhimento não é apenas um tapinha nas costas, ou um simples “oi”; razão pela qual temos que nos converter a cada dia, porque nem sempre estamos dispostos a abrir o coração ao outro. Por isso, necessitamos invocar as graças de Deus para suprir as nossas limitações.
A marca relevante na comunicação e também na acolhida é a escuta. Escutar é mais do que ouvir: é a regra de ouro para o sentido de pertença e bem-estar de todas as pessoas chamadas para servirem Jesus Cristo nas pessoas, por meio do nosso Instituto Missionário – Humanizando e evangelizando.

Recordo-me, agora, de um fato marcante em minha caminhada: estava na cidade de Salvador, entrando na Igreja da Piedade, quando perguntei se já tinha começado a reunião da legião de Maria. O sacristão respondeu que sim, acrescentando que as reuniões aconteciam todas as quartas-feiras, às 19:00h. Então, participei da reunião. Após as orações iniciais, o jovem Jorge Peralta saiu do seu lugar para proferir a leitura Espiritual bem ao ouvido do confrade João Batista, que tinha deficiência auditiva. Concluída a leitura, o confrade João Batista fez a partilha da mesma. Este exemplo significa, para mim, praticar em sua essência e com todas as letras a palavra ACOLHIDA, onde reinou o respeito e o valor da presença daquele que, apesar de sua idade avançada e de suas limitações, o confrade João Batista estava dando o seu testemunho de amor e da importância de sua vida cristã. No nosso dia-a-dia em nossas fraternidades deve existir a espiritualidade partilhada e fraterna como fonte de inspiração, além do encorajamento da vida de oração e reflexão (meditação), individual e comunitária.

Quero, nesta oportunidade, citar alguns exemplos de como Jesus Cristo praticou a acolhida em sua vida:
Jesus acolhe as crianças (Lc 18,15-17);
Jesus acolhe a pecadora (Lc 7,36-50);
Jesus acolhe Zaqueu (Lc 19,1-10);
Jesus Bom Pastor (Jo 10,14-17); e,
Jesus também foi acolhido, por Marta e Maria (Lc 10,38-42).  

A mágica da Acolhida entre nós é totalmente atingível, portanto, devemos querê-la e praticá-la por meio das nossas ações, pois a palavra induz, mas o exemplo conduz.

Por meio da Acolhida criamos as condições de viver o amor entre nós. E, aí, poderemos, afinal, viver a Bem-aventurança.

Fonte:http://www.jardimdaboanova.com.br/2012/02/acolher-bem-e-evangelizar.html

5 de janeiro de 2017

Formação: aprofundando o trabalho com as crianças no grupo de oração


Os três grandes momentos de iniciação do caminhar na RCC, sem dúvida, são: Seminário de Vida no Espírito Santo, Experiência de Oração e Aprofundamento de Dons e Carismas. A partir deles os irmãos poderão ter a experiência de Deus tão necessária para sua conversão. Nesses encontros são abordados temas que são vitais para ele se situe em sua nova condição de cidadão do céu.

As crianças não poderiam ficar fora desses tão importantes momentos. Por isso elaboramos atividades onde as crianças poderão estar tendo a mesma experiência dos adultos, porém de uma forma especial, própria de sua infância, cheia de alegria, mas sem perder o centro que é a oração que a leva ao encontro pessoal com Deus. 

Os encontros poderão ser feitos em paralelo com os dos adultos, ou em momentos diferentes, dependendo da disponibilidade da equipe. O local deve ser amplo, para que possa haver o mínimo de liberdade para nossas crianças. Caso contrário, algumas atividades poderão ser adaptadas para melhor aproveitar o espaço. A equipe de monitores deve ser selecionada de acordo com suas experiências vividas. “Não se pode dar aquilo que não tem!” Aquele que trabalha com as crianças deverá ser alguém que já teve a experiência forte com a Santíssima Trindade, pois as crianças percebem quando alguém “fala da boca para fora”. Deve-se haver o mínimo de segurança naquilo está sendo passado para os pequeninos.  
 
 
 A Experiência de Oração

A dinâmica das Experiências de Oração no Espírito Santo se baseia numa grande liberdade, ou seja, inteira docilidade a ação do Espírito santo. Há necessidade de um mínimo de organização para que tudo possa se realizar na paz e na ordem, segundo a inspiração do Espírito Santo.
A característica da experiência é o fato de não ser um curso, mas sim um período de oração, inteiramente dedicado ao Espírito, buscando uma submissão total à ação do Espírito Santo em nós.
A equipe organizadora deve sempre colocar o participante dentro desta realidade, que vai se fazer : oração. Portanto, aquele que vai à Experiência deverá saber que vai primeiramente orar, e em segundo lugar orar; deve ser pessoa bem conscientizada, que deseje realmente ter um encontro pessoal com Deus. Tudo é oração, tudo se passa em espírito de oração, individual ou coletivamente. Embora não seja um curso de conversão, nem um ensino teológico, evidentemente as chamadas palestras contêm uma doutrina que além da inteligência, deve penetrar no coração.
As crianças, de acordo com suas necessidades especiais, terão as mesmas pregações dos adultos. Cada tema será abordado de forma lúdica, para que ela faça uma experiência concreta deste Deus que se faz presente. Ao final de cada atividade sempre será feita uma oração. Nenhuma atividade feita com as crianças tem um fim em si mesmo, ela deve sempre levar a oração. A criança deverá ter a consciência de que não está tão somente brincando, mas está vivenciando o Céu!


Tema 1 – Santíssima Trindade
Atividade – Dinâmica do Barbante
Material – Rolo de barbante
Desenvolvimento – Três crianças deverão estar em círculo. A primeira segura à ponta do   barbante e joga para a segunda. A segunda, por sua vez, joga para a terceira. 
Objetivo – Reconhecer o mistério da Santíssima Trindade, um Deus (o barbante) em três pessoas (as crianças). O mistério da Santíssima Trindade tem seu fim em si mesmo, ele está escondido em Deus. É o primeiro mistério de nossa fé e de onde derivam todos os outros. Só será possível, realmente, compreender o mistério da Santíssima Trindade no momento de nosso encontro com este Deus Trino no céu.
Oração – Santíssima Trindade, que sois um só Deus, me ensina a compreender seus mistérios e que eu possa ser um Contigo também. Amém!


Tema 2 – Amor de Deus    
Atividade – Dança das Cadeiras
Material – Cadeiras          
Desenvolvimento – Ao som de música, as crianças vão rodando em tornos das cadeiras. Quando a música para as crianças devem sentar-se. Ao contrário da brincadeira normal das cadeiras, quem saem agora são as cadeiras e não as crianças. E elas deverão encontrar uma forma de todas sentarem, mesmo que for uma no colo da outra.
Objetivo – Saber as características do Amor de Deus, incondicional, fiel, gratuito e que não exclui ninguém. Nesta brincadeira a criança verá que não se devem excluir pessoas, haja vista o ícone do Amor de Deus no MPC, o Sol, ela nasce para todos, sem exclusão.                                                                                                            
Oração – Fazendo o gesto de abraço em si mesmo, as crianças são convidadas a receberem este abraço amoroso de Deus, dizendo: Meu Deus quero receber de Ti este abraço de Amor!”Amém! Obs.: Neste momento poderá haver uma grande oração de Cura, pois muitos dos nossos pequeninos, devida a correria do mundo moderno estão sendo negligenciados pelos pais. Às vezes, ficam dias sem um abraço de sua mãe ou pai, porque eles saem as que acordem e chegam quando eles já estão dormindo.


Tema 3 – Pecado e salvação em Jesus Cristo
Atividade – Dinâmica do Resgate
Material – Giz para riscar o chão
Desenvolvimento – Riscar o chão formando três campos. Um será o céu, onde uma criança representará JESUS, o do meio será o mundo espiritual, onde uma criança representará o PECADO e o terceira será a Terra, onde as outras crianças estarão para serem salvas. A criança que representa Jesus sairá de seu campo e passará pelo campo do PECADO para salvar as crianças que estão na TERRA. Quando voltar deverá correr para o PECADO não pegue a criança. Se for pega, a criança permanecerá colada, esperando que JESUS a descole ou alguém que está na TERRA. Se JESUS a descolar ela irá para o céu com Ele, se for uma criança ela voltará para a TERRA. O jogo termina quando todas forem salvas.
Objetivo – Reconhecer Jesus como o ÚNICO SALVADOR e que há forças que nos levam para o pecado e que devemos fugir delas.                                                                                                                                                                                                                                                                               
Oração – Meu Jesus, eu Te abraço pelo sacrifício feito por mim para me salvar! Quero estar nos teus braços de salvação e seguir Contigo para onde fores! Amém!


Tema 4 – Pentecostes          
Atividade – Jogo da memória    
Material – Placas de qualquer material com sentimentos opostos como: COVARDIA/CORAGEM.
Desenvolvimento – As crianças deverão encontrar as placas com os sentimentos opostos. Ganhará que encontrar o maior número de pares.     
Objetivo – Saber o que aconteceu com os apóstolos no momento do Pentecostes, como eram antes e em que se tornaram. Levá-los a querer ter a transformação de vida ocorrida com os apóstolos, pois a experiência do Pentecostes é impactante e transformadora.                                                                                
Oração – Vinde Espírito Santo! Quero que faça comigo o mesmo que aconteceu com os apóstolos! (pedir que digam o que querem que mude em suas vidas)


Tema 5– Batismo no espírito Santo
Atividade – Pique Correntinha   
Desenvolvimento – Uma criança corre e terá que pegar outra que lhe dará a mão. As duas correrão de mãos dadas para pegar um terceira. A brincadeira terminará quando todas as crianças forem pegas, formando assim uma grande corrente.
Objetivo – Saber a experiência do Batismo no Espírito Santo é para toda a IGREJA, cumprindo a promessa de Joel 3. 
Oração – Poderá ser cantada uma música de Efusão no Espírito Santo, onde as crianças farão seu apelo pessoal pelo Batismo. A equipe não deve ter medo de impor as mão sobre as crianças pedindo o Batismo.

Tema 6 – Perdão              
Atividade – Modelagem               
Material – Argila e massa de modelar
Desenvolvimento – Modelar dois corações, um de argila e outro de massa de modelar.                                                                       
Objetivo – Levá-los a reconhecer que o coração de argila ficou duro e machuca as mãos, este é um coração cheio de mágoa e rancor. O coração de massa de modelar é um coração perdoador, onde Jesus tem liberdade para moldar do jeito que quiser.                                                                                                                                          
Oração – Pedir que façam um desenho onde mostrem momentos onde foram magoadas. Pedir que coloquem num recipiente onde todos imporão as mãos pedindo que seja apagadas (caso haja espaço, fazer a queima, se não houver, levar para a intercessão). Fazer também a dinâmica do abraço no irmão.


Tema 7 – Frutos do Espírito Santo
Atividade – Dinâmica dos Frutos
Material – Fazer 9 frutos de garrafa PET. Pegar duas garrafas PET’s cortar os fundos, pintar com cores de frutas e encaixar.
Desenvolvimento – Dentro de cada fruto feito de fundo de garrafa PET encaixado colocar um fruto do Espírito Santo. Conforme os frutos forem aparecendo, pedir que as crianças dêem exemplos concretos deles em suas vidas.
Objetivo – Saber que a experiência do Espírito Santo é transformadora e uma vez inseridos na videira de Cristo temos que dar frutos.                                                                                                                                                                                                                                                          
Oração – Senhor que frutificar! Me dê o fruto… (cada criança falará o fruto que quer )    

              
Tema 8 – Dons e Carismas
Atividade – Dinâmica do Presente
Material – Um baú com 9 caixas de presentes, cada uma com um dom carismático dentro.
Desenvolvimento – Abrir cada presente e mostrar para as crianças, fazendo uma pequena explicação de cada um dos dons.                                            
Objetivo – Reconhecer os dons como presentes de Deus, mas que deverão ser usados com as outras pessoas.                                                                                                                                                                                                                                                                                           
Oração – A oração será feita de acordo com a abertura de cada presente. Os monitores imporão as mãos pedindo aquele dom para as crianças.


Tema 9 – Vida nova
Atividade – Dinâmica Da Roupa   
Material – Várias peças de roupa
Desenvolvimento – Duas ou mais duplas receberão várias peças de roupa. Será marcado um tempo onde um da dupla terá vestir o outro. Ganhará aquela dupla que estiver vestida com mais peça de roupa.
Objetivo – Lembrar o episodio de Genesis 3, 21, onde Deus fez roupas novas para Adão e Eva e a palavra do Filho Pródigo, onde o Pai dá roupa nova ao filho que volta. Saber que quando colocamos nossa vida em Deus nos tornamos pessoas diferentes (roupas novas). Onde mostramos para o mundo que somos novas criaturas (II Cor 5, 17).                                                           
Oração – Faz de mim, Senhor, uma nova criatura! Que eu possa mostrar em casa, na rua e na escola que Tu és o meu Senhor! Amém!

APROFUNDAMENTO DE DONS E CARISMAS

“Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o senhor. Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; a outro a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como lhe apraz.” I Cor. 12, 4-11
O encontro de Aprofundamento de Dons e Carisma tem objetivo de levar o irmão a conhecer melhor cada dom para seu uso seja mais consciente e eficaz. Nossas crianças muitas vezes já fazem uso dos dons, porém se saber que o que fazem é obra no Espírito Santo através delas. Temos crianças que impõem as mãos sobre entes queridos que sofrem que dizem palavras que tocam os corações dos que sofrem ou que direcionam os que estão a sua volta. Neste encontro ela terá a oportunidade de, através de atividades lúdicas, ter uma experiência com cada dom. Sempre, após a apresentação de cada dom, haverá a oração pelo recebimento deste.
A distribuição de cada dom será feita de acordo com a organização da equipe. Não há um padrão a ser seguido. Aqui teremos por linha a palavra de I Cor. 12, 4-11.


Palavra de Sabedoria
Atividade – Jesus Mandou
Desenvolvimento – Uma criança será Jesus e dará as ordens para que os outros executem. Por exemplo: “Jesus mandou pular de um pé só!”
Objetivo – Saber que a Palavra de sabedoria é um direcionamento que Jesus dá a nossa vida, nos revelando o caminho que devemos seguir.


Palavra de Ciência
Atividade – Passa-ralho
Desenvolvimento – Duas Crianças dão as mãos fazendo uma ponte. De antemão elas escolhem duas palavras com PAZ e AMOR. As outras crianças fazem um trem e vão passando pela ponte feita pelos braços das duas crianças cantando: “Meu Jesus, meu Jesus Quem me deixei passar Se não for o da frente Pode ser o de trás”
 
A ponte prenderá uma das crianças que deverá escolher uma das duas palavras. Fazendo a escolha ela deverá ficar atrás da criança que corresponde àquela palavra. A criança que, ao final, estiver com mais crianças atrás puxará o novo trem.
 
Objetivo – Saber que a Palavra de ciência é um dom de revelação de coisas passadas e ocultas, nesta brincadeira exemplificada pelas palavras que as crianças escolheram antes. Elas não sabiam as palavras e tiveram que escolher.


Cura
Atividade – Mímica          
Desenvolvimento – Fazer duas ou mais equipes onde deverão fazer mímicas das curas de Jesus, onde as outras equipes deverão descobrirem.
Objetivo – Reconhecer Jesus como o único que pode curar e que nós somos apenas instrumentos.      

                                
Milagre
Atividade – Caixinhas de Pedidos
Desenvolvimento – Cada criança ganhará um papel onde poderá escrever ou desenhar pedidos que para nós e para impossível de acontecer, reconciliação de pais, como pó exemplo. Levar o barquinho até a capela se houver e fazer uma pequena adoração com as crianças, onde os papéis serão apresentados. Se não houver capela impor as mãos sobre os papéis e levar para a intercessão.
Objetivo – Saber que Jesus tem o poder que realizar o impossível o impossível. Ressaltar que Jesus só fará o que for para o nosso bem! Se o que pedimos não for realizado não ficar frustrado, pois esta não foi a vontade de nosso Deus!


Profecia
Atividade – Telefone sem fio
Desenvolvimento – Colocar as crianças em roda. Uma falará uma frase no ouvido da outra e que deverá ser reproduzida no ouvido da próxima até chegar de volta a primeira.                                                                                                 
Objetivo – Saber que a Profecia são mensagens do próprio Deus para o seu povo e que se usa de nós para transmiti-las. Usar a brincadeira para mostrar que temos que reproduzir as palavras de Deus conforme nos foi transmitida para evitar confusões.


Discernimento
Atividade – Caminho de Obstáculos
Desenvolvimento – Uma criança ficará com os olhos vendados. Três crianças serão escolhidas para auxiliá-la numa caminha de obstáculos. A primeira será Jesus que lhe indicará o caminho sem tropeços, ela só terá que obedecer. A segunda será o inimigo que fará tudo para que ela tropece por isso ela deverá fazer o contrário que ela disser. A terceira será a voz humana que será uma voz banal, ela escolherá se obedece ou não. O objetivo é chegar ao final do percurso.
Objetivo – Reconhecer que o tempo inteiro temos três vozes falando em nosso ouvido. O dom do discernimento nos leva, a saber, quais são elas e que devemos dar ouvidos apenas a que vem de Deus. Sabemos quando o que nos move vem de Deus pelos frutos que ele dá, sempre de paz e harmonia.               

                                                                                                                                
Línguas
Atividade – Teatro dos Animais
Desenvolvimento – Confeccionar máscaras com as crianças de vários animais. Fazer um teatro onde os animais conversam usando sua própria língua. Cachorro latirá, o gato miará, etc.
Objetivo – Saber que o Dom Línguas é a linguagem do céu e que só quem é do céu entende. Quando demos ao oportunidade do Espírito Santo Falar através de nós na linguagem do céu, Jesus entende muito bem!                                                                                          

Interpretação
Seguindo a pregação do dom das línguas, falar que as vezes Jesus nos permite entender esta linguagem do céu! Isso é para o bem de todos, pois nos quer dar uma mensagem.


Atividade – Guia de Cego
Desenvolvimento – Formar duplas onde uma estará vendada. Seguir por um percurso com vários obstáculo. A Criança vendada terá que obedecer ao que lhe transmitido pelo seu guia para não tropeçar!
Objetivo – Reconhecer Jesus como seu guia e colocar Nele toda a sua fé. Saber o Jesus que realizou todos os milagres e curas é o mesmo hoje e sempre, por isso devemos confiar.

Fonte:http://www.rccrj.org.br/2011/08/formacao-aprofundando-o-trabalho-com-as-criancas-no-grupo-de-oracao/

7 de novembro de 2016



QUERIGMA PARA CRIANÇAS

PROJETO TALITA CUMI



(por Hyde Flávia)


Jesus estava cercado por uma enorme multidão. Aproximou-se um chefe da sinagoga, cujo nome era Jairo, e vendo-o caiu a seus pés. Rogou-lhe insistentemente, dizendo: “Minha filhinha está morrendo, vem e impõe sobre ela as suas mãos, para que ela seja salva e viva.” Ele a acompanhou. Enquanto caminhava chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, dizendo: “ Tua filha morreu. Por que perturbas o Mestre?” Jesus, porém, tendo ouvido a palavra que acabava de ser anunciada, disse ao chefe da sinagoga: “Não temas; crê somente.” E não permitiu que ninguém o acompanhasse, exceto Pedro, Tiago e João, o irmão de Tiago. Chegando à casa do chefe da sinagoga, e ele viu um alvoroço. Muita gente chorando e clamando em voz alta. Entretanto, disse: “Por que este alvoroço e este pranto? A criança não morreu; está dormindo.” E caçoavam dele. Ele, porém, ordenou que saíssem todos, exceto o pai e a mãe da criança e os que o acompanhavam, e com Ele entraram onde estava a criança. Tomando a mão da criança disse-lhe: “Talita Cumi”, o que significa “menina, eu te digo, levanta-te”. No mesmo instante a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos. E ficaram extremamente espantados. Recomendou-lhes então expressamente que ninguém viesse a saber o que tinham visto. E mandou que dessem de comer à menina.
(Mc 5, 21-24; 35 – 43)
Palavra da Salvação


Jesus também quer salvar as crianças hoje para que vivem. Faraós da era moderna condenaram nossas crianças à morte. Estão aí os “Herodes” da violência, da droga, da fome, do analfabetismo, da exploração do corpo, enfim, da falta de fé cristã decretando a morte não só das crianças, mas de toda a família. O que fazer? Nesta narrativa de Marcos estão todos os passos para a mudança desta realidade.

* aproximar-se de Jesus;
* dizer seu nome de batizado;
* rogar aos pés de Jesus;
* levar Jesus para dentro do lar;
* Jesus e seu exército, os santos;
* não temer, crer somente;
* acompanhar Jesus;
* obedecer Jesus.

Mesmo que nossos filhos ou a nossa família estejam mortos, como aquela criança, creia que Jesus é capaz. Amém!

OBJETIVO:
O projeto Talita Cumi surgiu para promover a criança em todos seus aspectos. Tem como meta a evangelização em todas as idades até chegar à adolescência. O querigma apresentado de forma criativa e divertida leva a criança a aproximar de Deus como um amigo inseparável.

“ENSINA À CRIANÇA O CAMINHO QUE ELA DEVE TRILHAR E ELA NUNCA SE ESQUECERÁ DELE.”


QUERIGMAS




DEUS TE AMAA – Deus ama pessoalmente porque é seu Pai. (Is 43, 1-7)
B_ Deus o ama incondicionalmente porque é amor. (1Jo 4.8; Is 49, 14-16; Is 54,10)
C_ Deus quer o melhor para você porque é seu filho. Plano de Deus é harmonia perfeita.
D_ Deus tomou a iniciativa de amá-lo. (Gl 4,9; 1Jo 4,19; Jo 15,16)






ÉS PECADOR, NECESSITADO DE SALVAÇÃO
A_ Por que não vivemos no amor, qual o problema? (Rm 3, 23; Mc 1,14-15; Sl 51,7; Rm 14, 23)
B_ Conseqüência do pecado. (Jô 8, 34; Mt 16, 25-26; Mt 15, 14; Mc 6,15; Ro 6, 23)
C_ Reconheça o seu problema. (Rm 7, 14-19; Is 59, 1-2; Ez 33, 14-20).





JESUS JÁ TE SALVOU
A_ Deus nos deu a solução-Jesus. (Jo 3, 14-16)
B_ Missão de Jesus – Vencer satanás. (Gn 3, 15; Joo 16,3)
_ Salvar do pecado. (Jo 2, 29)
SALVAR = perdoar o pecado (Cl 2, 13-14);
= esquecer o pecado (Mq 7, 19);
= libertar do pecado (2 Co 11,2).
COMUNICAR = vida divina (Jo 10, 10);
= paz consigo (Jo 8, 3-11);
= paz com o outro (Lc 19, 1-10);
= paz com Deus (Lc 23, 39-43);
C_ através de sua encarnação, morte e ressurreição. (Ef 2, 1-7).

CRÊ, CONVERTE-TE E O DECLARE SENHOR
A_ Crer Nele é: entrega (Maria), dependência (Moisés) e obediência (Abraão). (Hb 11, 1; Ro 9,10).
B_ Converter é: arrepender, pedir perdão e viver com Jesus (1 Jo 1, 9; At 3, 19; Jo 3, 3)
C_ Senhorio de Jesus é: renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz e viver como Jesus (Fl 2, 1-11; Mc 10, 46ss).




ESPÍRITO SANTO
A_ Promessa do Pai (Jo 14, 16-17; Jo 15, 26; Jo 16,5).
B_ Efusão (At 2, 1-4; At 2, 38-39; At 19, 1-7).
C_ Para viver como filho de Deus (Gl 4, 6; Gl 5, 22-23; 1 Co 12, 1-11).








INTEGRA-TE À COMUNIDADE
A_ Vida como irmão (At 2, 42-47).
B_ Unidade fé (Ro 12).
C_ Para receber e dar amor. (EF 4).






O BRINCAR

O modelo na escola tradicional era o educador que ensina, dá informação e os alunos que escutam em silêncio. Era comum a frase: _ Acabou a brincadeira, agora é hora de estudar!
Hoje se sabe que para educar é preciso brincar com a criança. Educar é tirar de dentro, sair para fora todo potencial humano e isto só se consegue com interação – diálogo. O brincar está para a criança como a fala está para o adulto. É possível haver comunicação falando, mas sem a pretensão de estar a criança entendendo como gostaríamos. O brincar é a forma da criança contar algo, enigmas de seu mundo interior, que devemos, com sensibilidade e escuta, decodificar.
Quatro características são do brincar:
1- o brincar é a linguagem da criança;
2- ao brincar a criança passa de passivo a ativo, é criativo gerando saúde emocional;
3- aumenta a capacidade intelectual, é o inicio da aprendizagem;
4- o brincar faz tomar consciência de si e do outro, promovendo a socialização.


1- INTERNAMENTE O QUE A CRIANÇA FAZ QUANDO BRINCA ?

A principal motivação do brincar infantil é um desejo não realizado. Para a criança o brincar é sério, importante, ela investe emocionalmente. Ao brincar ela significa algo do mundo externo e coloca a serviço do seu desejo através da fantasia. Brincar é realizar desejo, criar um mundo próprio que não é real. O brincar não está ligado ao prazer ou desprazer, é o além do prazer. É a repetição de algo vivido na linguagem infantil.
Ex.: Na ausência da mãe a criança joga um carretel e diz: _ Vai. Puxa o carretel e diz: _ Vem. Repetidas vezes e com prazer. Não porque gosta da ausência, mas está “dizendo” agora sou eu que te mando embora e você volta quando eu quiser.


2- A CRIANÇA É UM POEMA QUE AO LER DESCOBRE-SE SUA ALMA.

O eu, quem eu sou, se constitui na palavra do outro. É como a experiência do espelho. Primeiro a criança vê a imagem e vai olhar se há algo por detrás do espelho. Depois olha e descobre que ali há uma imagem de alguém. Por fim descobre que é ela. Assim, a palavra do educador é muito importante. Sua fala deve estar sempre na contra-mão da baixa estima.
Ex.: Se você não é bagunceiro, por que está fazendo isto?
Muito mais que informar, está se formando cristão pensantes, de consciência critica e discernimento. Ao brincar a criança está elaborando, elabora o que reflete e aprende com a experiência. A repetição diz de doença psíquica. Criatividade diz de saúde psíquica. A fantasia é brincar sem ação. O brincar leva à fantasia. O educador trabalha a serviço da criatividade.


3- O BRINCAR É FAZER ALGO, MAS ESTÁ NO LIMIAR ENTRE O EXTERNO E O INTERNO.

Não é mundo interno como pensamento, memória, sonho, mas põe o mundo interno à mostra. A aprendizagem acontece a partir da curiosidade da criança. Diante de uma pergunta, entender o que a criança quer saber e dar respostas verdadeiras. Nunca inibir, cortar, interpretar mal. A curiosidade deve ser estimulada para gerar o aprendizado. Levantar perguntas e só depois dar o conteúdo.
Ex.: é normal a curiosidade referente a sexo. Dar respostas claras e concretas, mas sem esquecer que, na realidade, o que querem saber é:
O que você quer de mim?
Por que quis me ter?
Sou importante para você?
O ideal é que essas dúvidas sejam tiradas com pais e educadores.
A aprendizagem é retroativa, retém e depois assimila. A criança primeiro só entende o concreto, não consegui abstrair. Se dispormos vários objetos numa sala e deixar uma criança livre, ela vai fazer o que o objeto pede.
Ex.: se tiver um copo de água ela bebe; uma bola ela chuta, uma roupa ela veste, etc.
O brincar leva a vassoura virar cavalo, a capa virar asa, isto é uma simbolização. O abstrato é o pensamento mais evoluído. Quem não brinca não abstrai.


4- PRIMEIRO A CRIANÇA BRINCA SOZINHA POR CAUSA DO EGOCENTRISMO.

“É meu”. Só aos poucos vai se desenvolvendo o sentido de coletividade. Terapeutas têm usado o brincar para tratamento com crianças não só com problemas de aprendizado, mas com problema de comunicação. Jogos preparam a criança de forma saudável ao convívio com seus limites e dos outros, como também para melhor viver em sociedade.




PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

GERANDO E EDUCANDO FILHOS PARA POVOAREM O CÉU


QUANDO COMEÇAR A EVANGELIZAR?Nossa Igreja é muita sábia, quando na cerimônia do casamento reza pedindo a Deus que abençoe os filhos que nascerem daquela união. E, a seguir, o casal se compromete diante de Deus, a criá-los na fé cristã.
É momento então de debruçarmos sobre a história das duas famílias, não para dizer a Deus o grande problema que temos, mas dizer ao problema o grande Deus que temos. Nada foge da mão poderosa de Deus que irá manifestar seu amor “livrando-nos de todos os males” e fazendo com que “venha a nós o vosso Reino”. O reino de deus é um reino de paz, alegria, fidelidade, bondade e muito amor. Preparar um terreno fértil onde Deus poderá plantar muito amor, é evangelizar. Renunciar às tendências de nossa hereditariedade e começar um tempo novo onde Jesus é o Senhor, é evangelizar. Para todos Seus filhos Deus escolheu pais justos como José e mães santas como Maria. Saber dizer sim a este plano de Amor, como Maria e José, é evangelizar.




Escute o anjo anunciando “o filho que nascer de ti será...” para contar para o bebê.




COMO EVANGELIZAR DURANTE A GRAVIDEZ ?

A vida começa e desde o primeiro instante já pulsa de amor - corpo e alma. na vida uterina percebem-se sons, sensações, e toques. João Batista saltou de alegria no ventre de Isabel assim que Maria chegou em casa (Lc 1, 44). por isto os casais grávidos deverão expor a criança à presença de Jesus, lendo a palavra para ela ou diante da Eucaristia até que ela estremeça de alegria no ventre de sua mãe. Faça o seu "Magnificat" cantando a alegria do nome escolhido e da vinda de um filho de Deus, cante as vitórias de Deus na sua história que agora se completa com a chegada do bebê (Lc 1, 46-55). Terão nove meses de conversa contínua de afeto e carinho. Os pais também devem preparar o neném para o momento da separação da mãe. A criança sentirá segurança se souber dos pais o que é nascer para a vida, como ela é querida e esperada. Agora serão muitos para cuidar. O mais importante é passar a experiência de confiança em Deus. Que tal o pai dizer: "Filho, Papai do Céu ama você mais do que eu. Eu e sua mãe podemos falhar, mas Jesus é o amigo que jamais abandona."



EVANGELIZANDO CRIANÇAS



"Para evangelizar a criança é preciso levar em conta seu desenvolvimento. Veja no quadro a psicologia a serviço da evangelização."



1-1 VIDA CONCEBIDA NO AMOR DE DEUS (AMARELO).

Deus ama você (Jr 31, 3). Nada temas, eu te chamo pelo nome, és meu (Is 43, 1). Deus um dia pensou em você. Porque esteve no coração de Deus, você experimentou a verdadeira felicidade. Por isto vive procurando esta felicidade aqui na terra.




1-2 VIDA CONCEBIDA NO AMOR DOS PAIS (AMARELO).

Para que você existisse Deus preferiu contar com duas pessoas muito especiais, seu pai e sua mãe. A mãe é a matriz e o pai é a primeira imagem de Deus para seus filhos. Quanto amor, quanta preparação para receber você.

O evangelizador deve orientar conscientizando que antes de nascermos Deus já nos conhecia e nos amava. Foi ele quem nos teceu no seio materno. Por isto quando se pensar em ser pai e mãe, devemos orar a Deus e pedir que seu desejo seja realizado em nós, nos colocar à disposição e pedir que santifique o ato que vai gerar Seu filho.

Podemos também pedir a Deus que abençoe a criança que vai ser gerada e que sua luz plena a envolva cumulando seu coraçãozinho de dons e louvor ao seu nome. Agradecer a Ele por nos escolher para sermos pais desta criança e nos comprometermos em gerar filhos que irão povoar o céu. O evangelizador deve servir em curso de noivos, em grupos de família e em sua família, levando as pessoas a orarem pelas crianças que ainda virão e sua concepção.





2-1 FETO (PRETO).

Cantar, orar e ler para o feto.

Diálogo permanente de amor e carinho.

Preparar para a primeira separação.

Deus ama tanto você que debruçou sobre o ventre de sua mãe e o teceu ali com todo amor e carinho. Ao ser gerada, a criança é sensível aos ruídos, à luz forte e toques externos. Também percebe os sentimentos, aflições e alterações de humor do ambiente e principalmente de sua mãe. Nesta fase como é importante o evangelizador, ao aproximar de uma gestante, evangelizar o feto, chamá-lo pelo nome e anunciar o quanto ele é amado por Deus e querido por todos e levar a família a também evangelizá-la diariamente.




3-1 DE 0 A 1 E MEIO (VERMELHO).



Idade do Bebê - Idade da Graça.

Gestos de amor.

Jesus desperta a fé não só tocando nas mãos das crianças, mas dando-lhes o colo.

O evangelizador desta idade deve tocar, brincar, amar com os olhos, as mãos, as palavras. Nossa Senhora é o grande modelo para todos nós.




3-2 DE 0 A 1 E MEIO.

Jesus é a fonte de Água Viva.


Jesus é a luz do mundo.

A luz é o símbolo da fé.

A criança não tem nesta idade a noção de certo e errado.

Relação: mãe.

O evangelizador ao dar banho, dar de beber à criança, deve lembrá-la de seu batismo e que Jesus é a fonte de Água Viva. Usar sempre uma vela quando orar explicando que Jesus é a luz do mundo. A descoberta de si mesmo e o controle das fezes e urina deve ser feito lembrando como é rico Deus que nos criou. A repetição de coisas erradas que já ensinamos nunca deve ser vista como pirraça e sem limitação.


4-1 UM ANO E MEIO A TRÊS ANOS (VERDE).

Idade do egocentrismo: meninice.

Relação: Pais.

Falar do Papai do céu, da mamãe do Céu e do anjinho da guarda.

Repetir orações e músicas curtas com bastante gestos.

Contar histórias curtas baseadas na Bíblia (audiovisuais).

O evangelizador deve respeitar muito a criança que nesta idade só sabe dizer eu, meu e não divide nada com as outras crianças. Aos poucos levar a repartir com o menino Jesus. Ensinar a manusear a Bíblia lendo com o dedinho e ouvir Papai do céu falando pelo barulhinho do folhear da Bíblia.


4-2 UM ANO E MEIO A TRÊS ANOS.

Ouve com atenção e imita.

Gosta de fazer mímica e brincadeira.

O evangelizador deve brincar, contar historinhas, ensinar a oração da manhã e da noite, durante as refeições, do anjinho da guarda, etc. Ensinar a contemplar a natureza imitando-a, observando-a; ensinar a louvar e agradecer ao Papai do céu por tudo.


5-1 QUATRO ANOS A SEIS ANOS (AZUL).

Relação: família.

Confiantes e abertos ao conhecimento de Deus.

Tem noção do certo, errado, bem e mal.

Jesus é o maior amigo, jamais abandona seus irmãozinhos, sejam eles bons ou maus.

Não deforme o rosto de Deus: Deus vingador (castiga); Deus "Vai e Vem" (afasta triste chorando); Deus "Dedo-Duro" (vê tudo); Deus "Enciclopédia" (perguntas difíceis ex.: Por que não ganho um irmãozinho? Por que a gente reza?

O evangelizador precisa estar atento denunciando estas mentiras.


5-2 SEIS ANOS A NOVE ANOS.

Idade escolar.

Relação: vizinhança-escola.

Necessita e confia em Deus.

Reconhece o pecado. Idade da pré-Eucaristia.

Idade ideal para a formação religiosa.

O evangelizador deve instruir a criança a frequentar a catequese da igreja. Usar de muitas brincadeiras. começar o estudo da palavra e retirar da palavra mensagem e ordem. Deve ser incentivada a evangelizar todos os coleguinhas de rua, de escola e familiares. Deve-se ensinar o terço e as noções dos sacramentos e mandamentos.


6-1 NOVE A DOZE ANOS (AZUL).

Já sabem testemunhar a fé.

O evangelizador pode ensinar a retirar da palavra mensagens, ordem, promessa e como aplicar na minha vida. ensinar os mandamentos e os sacramentos. já podem levar a boa Nova aos coleguinhas incentivando-os a ajudarem na evangelização de outras crianças. Formá-los para pregarem a palavra com temas específicos.


6-2 AOS DOZE ANOS (BRANCO).

Jesus evangelizava.

O evangelizador deve incentivar as crianças a prepararem o mundo pra Jesus, dando de presente a Ele muitas crianças evangelizadas.

Já podem ajudar na evangelização de crianças menores, ensinando o estudo bíblico na garagem, no quintal, na escola, onde estiverem.

Fonte: Escolinha de Jeus