Mostrar mensagens com a etiqueta Via Sacra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Via Sacra. Mostrar todas as mensagens

23 de março de 2017

A via-sacra da criança 



A via-sacra é uma antiga devoção cristã que praticamos sobretudo na Quaresma e, de um modo especial, na Sexta-Feira Santa. Recorda-nos os diversos passos do caminho de Jesus em direção ao Calvário, até à morte na cruz e sepultura. Presentemente, há muitas pessoas que sofrem na carne as consequências de uma via-sacra constante, que parece não ter fim. A história de milhões de crianças, sobretudo no Sul do mundo, são os caminhos por onde hoje Cristo passa de novo entre nós. A vida delas é uma via-sacra atual, que nós vamos agora percorrer.

1ª Estação: Jesus é condenado à morte

A criança é condenada à morte ainda antes de nascer. Nos países do Sul,
as crianças já nascem com uma dívida, que terão de pagar aos países industrializados.

Os homens inclinaram-se para o mal. Estão a destruir a Natureza.
A maioria dos males são causados pela ambição do dinheiro e do poder.
Eu creio que o dinheiro não é essencial. É mais importante viver feliz com os outros.

2ª Estação: Jesus carrega com a cruz

A criança sofre a carga da violência e do abandono.

Trabalho 12 horas por dia com um salário de miséria. Tenho a coluna vertebral deformada por carregar tijolos à cabeça. Não tive infância para poder brincar.

3ª Estação: Jesus cai pela primeira vez

A criança questiona-nos sobre as injustiças e perigos da sociedade em que vive.

Diversos companheiros da minha escola morreram nos atalhos da montanha ou dos arrozais, ou então em cima de uma ponte.
Outros ficaram sem pernas ou braços.
As minas terrestres são armadilhas perigosas, disseminadas por toda a parte.

4ª Estação: Jesus encontra a Sua Mãe

A criança descobre aquela que será a sua verdadeira mãe: a rua, o grupo, o «gang».

Na rua encontrei a única alternativa possível para a minha vida. Trabalho de sol a sol, mendigo um pedaço de pão, arrumo carros ou roubo nos campos. Vivo nas ruas de São Paulo, de Lisboa ou de Hong Kong e durmo em casas abandonadas, parques ou passeios. Ainda bem que tenho alguns amigos.

5ª Estação: Jesus é ajudado pelo Cireneu a levar a cruz

A criança recebe ajuda para carregar a sua cruz.

Tive de fugir de casa. Vivia na rua. Agora um grupo de pessoas querem resolver a minha desesperada situação. O carinho e o afecto que encontrei nelas ajudam-me a superar muitos problemas.

6ª Estação: A Verónica enxuga o rosto de Jesus

A solidariedade de algumas pessoas reconhece o rosto de Cristo em todas as crianças que vivem abandonadas, exploradas e oprimidas.

Sou uma menina do Equador. Os meus três irmãos mais pequenos já trabalham no campo ou guardam o gado. Não podemos ir à escola. Penso que ninguém se apercebe de nós, ninguém nos dá carinho. Mas não perdemos a esperança.

7ª Estação: Jesus cai pela segunda vez

Com a adolescência, a criança vê aumentar também o seu compromisso de transformar os mecanismos de uma sociedade que a marginaliza e que a mata.

Muitas vezes ralham-me porque sujo as meias, mas pagam-me sempre. Regresso a casa com o que ganho engraxando sapatos na rua, e podemos comer. Somos seis pessoas na família e a minha casa só tem duas divisões: a cozinha e um quarto onde todos dormimos.

8ª Estação: Jesus consola as mulheres de Jerusalém

Nos países em guerra, três em cada dez crianças morrem antes de atingir
os cinco anos. Mas a criança não quer ser considerada unicamente como vítima.

As nossas escolas estão fechadas. A guerra deu cabo de tudo.
Não podemos brincar nem sei onde estão os meus companheiros.
Minha mãe diz-me para não chorar, que a paz chegará em breve, que voltaremos a brincar e a ir à escola.
Não sei porque é que as injustiças dos homens causam tanto sofrimento.

9ª Estação: Jesus cai pela terceira vez

A criança atingiu uma idade em que procura integrar-se no mundo dos adultos. Mas estes continuam a olhar para ela com desconfiança.

Vivo na rua. A rua aceita-me e quer-me tal como sou. Aí roubo, como, vivo. Um dia, talvez um «justiceiro» me mate. Há tempos mataram nove companheiros que dormiam no adro da igreja. Não nos deixam fazer mais nada. Ganhamos a vida como podemos para metermos alguma coisa à boca.

10ª Estação: Jesus é despojado das suas vestes

Às crianças tira-se-lhes a esperança e o desejo de viver.

Que futuro têm as crianças africanas? A fome, as injustiças, o analfabetismo e as doenças fazem-nos antever um futuro aterrador.
No meu país, o Sudão, muitas crianças são despojos de guerra: capturadas como escravas e vendidas para trabalharem em casas particulares ou nos campos.

11ª Estação: Jesus é pregado na cruz

A criança é pregada na cruz da marginalização e do abandono.

A pobreza empurra-me para a rua.
Não sei ler nem escrever.
Não tenho família nem amigos, nem brinquedos, nem escola para frequentar.
Ganho a vida a pulso.
Procuro abrir caminho para conseguir uma vida estável.

12ª Estação: Jesus morre na cruz

As crianças, como Jesus, fazem ouvir o seu grito de desespero e, abandonadas, morrem.

Porque morrem as crianças? – perguntei ao meu pai e ele não me soube responder. Disse-me que há crianças que morrem quando empunham uma arma para irem para uma guerra sem sentido, quando rebenta uma mina no caminho, quando não têm que comer, quando são obrigadas a fazer trabalhos perigosos... Mas, porquê?

13ª Estação: Jesus é deposto no regaço de Sua Mãe

O corpo de milhares de criança e adolescentes regressam à rua – sua mãe –, à margem de uma sociedade que cria pobreza e solidão.

Sou um menino de 15 anos. Nunca conheci um dia de paz no meu país, a Libéria.
Alistei-me no exército porque, sendo soldado, podia conseguir alimentos para a minha família. Os meus pais não queriam que eu me alistasse.

14ª Estação: Jesus é encerrado no sepulcro

As crianças são sepultadas pelos preconceitos e pelas discriminações dos países e das classes sociais.

Encontraram-me numa rua. Tinha sido abandonado pelos meus pais, porque não podiam sustentar-me. Agora vivo com outros meninos e meninas, que também foram abandonados.

RESSURREIÇÃO



Como Cristo, também as crianças e adolescentes ressuscitam para lutar pela justiça e solidariedade. Não há via-sacra sem ressurreição. Não há Sexta-Feira Santa sem Dia de Páscoa. Em frente do sepulcro, temos a esperança de, também nós, transformarmos o mundo numa grande família, onde os pobres, as crianças e os jovens possam viver com aquela dignidade, que tantas vezes lhes é negada.

Fonte: Audácia | Revista Missionária para Adolescentes

Via-Sacra (encenada)



Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém

Personagens:
Jesus
Discípulos
Multidão 

Narrador – Estava próxima a festa da Páscoa e Jesus dirigiu-se para Jerusalém. Uma grande multidão que viera para a festa, ao saber que Jesus se aproximava, começaram a louvar e a bendizer a Deus por todos os milagres que tinham presenciado. Cortaram ramos de palmeiras e de oliveiras e saíram ao seu encontro cantando de alegria dizendo:

«Hossana, Hossana ao filho de David.
Bendito o que vem em nome do senhor,
Hossana, Hossana nas alturas.»

(uma multidão agita ramos de oliveira e palmeiras. Jesus aparece rodeado pelos seus discípulos)


A Ultima Ceia

Personagens:
Jesus
Simão Pedro
Judas
João
Discípulos 

Narrador – Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai reuniu os seus discípulos pela ultima vez.

Jesus levantou-se, tirou o manto que cobria os seus ombros, pegou numa toalha e atou-a à cintura. Depois deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos seus discípulos e de seguida enxugava-os com a toalha que atara á cintura.
Chegando a Simão Pedro, este muito indignado diz-lhe:

Simão Pedro – Senhor, tu é que me lavas os pés?

Jesus – O que eu estou a fazer tu não o entendes por agora Simão Pedro, mas hás-de compreende-lo mais tarde.

Simão Pedro – Não! Isso não! Tu nunca me hás-de lavar os pés.

Jesus – Se eu não te lavar os pés, nada terás a haver comigo.

Simão Pedro – Ó Senhor, então não só os pés mas também as mãos e a cabeça.

Jesus – Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés, pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todos.

Narrador – Jesus bem sabia que um dos seus discípulos o ia entregar, por isso é que disse a Simão Pedro que ‘nem todos estavam limpos’.

Depois de lhes ter lavado os pés e de colocar novamente o seu manto pelas costas, sentou-se á mesa junto dos seus discípulos.
Virando-se para eles disse-lhes:

Jesus – Compreendeis o que vos fiz?
Vós chamastes Mestre e Senhor, e disseram bem, porque o sou mesmo.
Ora se eu vos lavei os pés sendo Senhor e Mestre, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.
Dei-vos o exemplo para que, tal como Eu vos fiz, o façais vós também.
Em verdade vos digo; quem recebe aquele que Eu enviar é a mim que recebe, e quem recebe a mim recebe aquele que me enviou.

Narrador – Depois de ter dito tudo isto, Jesus perturbou-se interiormente e disse:

Jesus – Um de vós vai entregar-me.

João – Senhor quem é? Serei eu?

Jesus – É aquele a quem eu der um bocado de pão ensopado.

Narrador – Jesus molhando um pedaço de pão no vinho deu-o em seguida a Judas Iscariotes.

Judas – Porventura sou eu, Mestre?

Jesus – Tu o disseste. Vai… o que tens a fazer fá-lo depressa.

Narrador – Judas levanta-se da mesa. Ele sai deixando todos admirados e consigo leva o saco onde estão as 30 moedas de prata pagas pelo beijo de traição dado a Jesus.

Sabendo Jesus que estava perto a sua hora de passar deste mundo para o Pai, não quis partir sem realizar um dos maiores milagres que ainda hoje se realiza em cada eucaristia.

Enquanto comiam Jesus pegou num pão e depois de pronunciar a bênção partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo:

Jesus – Tomai todos e comei, isto é o meu corpo que vai ser entregue por vós.

Narrador – Depois tomou o cálice, deu graças e disse:

Jesus – Tomai todos e bebei, isto é o meu sangue da aliança que vai ser derramado por todos vós.
Fazei isto em memória de mim.

Levantai-vos e vamos daqui, pois está a chegar a minha hora.


Jesus no Horto das Oliveiras


Personagens:
Jesus
Simão Pedro
Judas
Discípulos
Soldado 1
Soldado 2
Criada
Homem 1
Homem 2
Multidão

Narrador – Terminada a ultima ceia, Jesus e seus discípulos foram para um lugar chamado Getsémani conhecido pelo jardim das oliveiras.

Jesus – Ficai aqui enquanto vou orar.

Narrador - Jesus afasta-se e caindo por terra reza a Seu Pai…

Jesus – Abba, se é possível afasta de mim este cálice, mas, que não seja feita a minha vontade mas sim a Tua vontade.

Narrador – Voltando Jesus para junto dos seus discípulos encontra-os a dormir.
Mas depressa acorda-os.

Jesus - Dormes, Simão Pedro? Não pudeste vigiar uma hora?

Levantai-vos! Já se aproxima a hora em que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
Está perto aquele que me vai entregar.

Narrador - Judas acompanhado pelos soldados e uma multidão aproxima-se de Jesus. Chegando perto, Judas vai até junto de Jesus e beija-o no rosto…

Judas – Mestre!

Jesus – Judas é com um beijo que entregas o Filho do Homem?

Judas – É Ele… depressa, prendam-lhe.

Jesus – Viestes prender-me com espadas e varapaus como se eu fosse um ladrão!... Estava todos os dias sentado no tempo a ensinar e não me prendestes!... Mas tudo isto acontece para que se cumprem as Escrituras dos profetas.

Narrador - Os soldados prendem Jesus, amarram e levam-no. Quando chegaram à entrada do palácio os soldados e Jesus seguem o seu caminho enquanto a multidão incluindo Pedro ficam para trás.
O dia está frio e Pedro para se aquecer e saber de alguma novidade de Jesus, junta-se a dois homens e uma criada que estão junto a uma fogueira.
A criada olhando fixamente para Pedro aponta-lhe o dedo…

Criada – Este também estava com Ele!

Pedro – EU?... Não o conheço, mulher!

Homem 1 – Sim, tu também és dos tais…!

Pedro – Não! Não o sou!

Homem 2 – Com certeza que este estava com ele!
Pois, olhem para ele também é Galileu!

Pedro – Homem! Não sei o que dizes!

Narrador - E nesse instante um galo cantou, tal como Jesus tinha dito a Pedro quando este o negasse 3 vezes.


Musica ou um cântico


1ª Estação: Jesus é condenado à morte.

Personagens:
Pilatos
Jesus
Soldados
Barrabás
Multidão

Narrador – Os que tinham prendido Jesus conduziram-no á presença do governador de nome Pilatos.

Soldado 1 – Aqui está o Rei dos Judeus!

Pilatos – Tu és o Rei dos Judeus?

Jesus – Tu o disseste…

Multidão - Blasfémia! Mentira! Traidor!...

Pilatos – Não dizes nada? Vê de quantas coisas Te acusam!

Multidão – Crucifica-o! Crucifica-o!

Pilatos – Silencio!... É costume todos os anos pela Páscoa soltar um prisioneiro…
Trazei-me o ladrão e criminoso Barrabás.

E agora meu povo, quem quereis que solte?
Barrabás… ou Jesus chamado Cristo?

Multidão - Barrabás… Barrabás… Barrabás…

Pilatos – Então que quereis que faça ao Rei dos Judeus?

Multidão – Crucifica-O! Crucifica-O!

Narrador – Pilatos vendo que a revolta da multidão aumentava cada vez mais, manda vir uma envasilha de água.

Pilatos – Daqui lavo as minhas mãos. Estou inocente deste sangue.
Tomai-o vós e crucificai-o porque eu não encontro n’Ele crime algum.


2ª Estação: Jesus leva a sua cruz

Personagens:
Jesus
Dois soldados

Narrador - Os soldados conduziram Jesus para o pretório e lá despiram-no.
Bateram-lhe com os chicotes e colocaram nos seus ombros um manto de púrpura. Na cabeça uma coroa de espinhos e uma cana na sua mão direita.

Soldado 1 e 2 – Salve ó Rei dos Judeus! Salve ó Rei dos Judeus!

Narrador - Como se isso não chegasse colocam-lhe com grande brutalidade nos seus ombros uma cruz. Jesus recebe a sua cruz. Como ela é pesada. Tanta dor e sofrimento. Jesus segura a cruz curvado, dobrado, vergado. É um peso, um grande peso.


3ª Estação: Jesus cai pela primeira vez

Personagens:
Jesus
Soldados

Narrador - Jesus segue o seu caminho por meio da multidão. Jesus cai. Os soldados puxam por Ele…

Soldados – Levanta-te! Não consegues andar?! Vamos lá! Depressa! De pé!

Narrador - Jesus levanta-se com muito esforço e continua o seu caminho.


4ª Estação: Jesus encontra a sua Mãe

Personagens:
Jesus
Soldados
Maria sua Mãe

Narrador - No caminho do sofrimento, dá-se o encontro de Maria com o seu Filho.
O seu coração é trespassado por uma lança ao ver o sofrimento de Jesus. Os seus olhos estão arrasados de lágrimas.
Maria encontra-se com Jesus para o olhar nos olhos e dizer-lhe o quanto ama nesta hora tão difícil.

Soldados – Afasta-te mulher! Deixa-O continuar! Para traz! Vamos a caminho!

Narrador - Maria não compreende o motivo porque todos ali á volta apontam o dedo a Jesus. O seu sofrimento á tão grande ao ver Jesus assim ferido e agredido por todos.


5ª Estação: Simão de Cirene leva a cruz de Jesus

Personagens:
Jesus
Simão de Cirene (Cireneu)
Soldados

Narrador - Jesus caminha entre a multidão.
Onde estão os seus amigos?
Onde estão aqueles que Jesus curou?
Onde estão aqueles a quem Jesus restituiu a alegria de viver e devolveu a esperança?
Ninguém se preocupa com Jesus.
Ninguém levanta uma mão para ajudar Jesus com a sua cruz.
Jesus cada vez está mais fraco e os soldados ao verem a sua fragilidade puxam do meio da multidão um homem, um tal Cireneu para ajudar Jesus.

Soldados – Tu aí ajuda-O! Não vá morrer antes de chegar ao destino!


6ª Estação: A Verónica enxuga o rosto do Senhor

Personagens:
Jesus
Soldados
Verónica

Narrador - O caminho é comprido e parece não ter fim.
Ao encontro de Jesus aparece uma mulher de nome Verónica, que não suporta mais ver o quanto um ser humano é tão maltratado e torturado sem ter culpa alguma.
Verónica avança na direcção de Jesus e enxuga-Lo o rosto.

Soldados – Afasta-te, deixa-O seguir! Vai-te embora!

Verónica - Olhem… olhem para isto. Vejam… vejam a face do meu Jesus.


7ª Estação: Jesus cai pela segunda vez

Personagens:
Jesus
Soldados

Narrador - Jesus volta a cair por terra. O caminho até ao Calvário é arrasador. Como é possível Jesus aguentar tanto sofrimento.

Soldados – Então vamos lá, levanta-te! Temos mais que fazer! Siga o caminho, vamos!


8ª Estação: Piedosas mulheres choram por Jesus

Personagens:
Jesus
Soldados
As mulheres

Narrador - No meio da multidão que está presente, há mulheres que choram á passagem de Jesus.
Elas olham para Jesus e para todas as feridas que ele tem no corpo.
As dores devem ser horríveis. Jesus apesar do cansaço e do esforço tem um momento para elas e dirige-lhes uma palavra de consolo.

Jesus – Mulheres, filhas de Jerusalém! Porque chorais por mim?
Chorai antes por vós e por vossos filhos!...


9ª Estação: Jesus cai pela terceira vez

Personagens:
Jesus
Soldados

Narrador - Jesus volta a cair pela terceira vez. A cruz nos seus ombros torna-se cada vez mais pesada. Mas não é o peso da cruz que o atormenta, mas sim o ódio que sente á sua volta, o ódio que sai do interior do coração dos homens.
Como pode Ele superar o peso de todo este ódio.
Como é possível ter forças para se levantar e continuar o caminho até ao calvário?
Como é possível manter-se de pé com todo aquele peso aos ombros?
E o coração de Jesus? Como estará o seu coração…
Ninguém compreende Jesus.
Ninguém olha para os seus olhos suplicantes a pedir ajuda.


10ª Estação: Jesus é despojado das suas vestes

Personagens:
Jesus
Soldados
Dois ladrões

Narrador - Chegaram ao lugar das execuções.
O lugar é chamado de ‘Golgota’ que quer dizer ‘lugar do crânio’.
Jesus está sem forças, sem defesa e completamente esgotado.
Tiraram-lhe as suas forças e a sua dignidade.
Agora também lhe tiram as suas roupas.

Soldado – Olhem a sua túnica. Vamos dividi-la ao meio.

Soldado – Não, não a rasguemos. Vamos antes jogar e tirar á sorte para ver qual de nós é que fica com ela.

Soldado – Ganhei, ganhei… é minha… a túnica é minha.

Jesus – Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!

Narrador - Olhai para Jesus, Ele está despido como um pobre que nada possui.
Jesus chega à morte em total solidão.


11ª Estação: Jesus é pregado na cruz


Personagens:
Jesus
Soldados
Maria
João
Dois ladrões

Narrador - Chegou a hora do maior sofrimento…
Os soldados encostam Jesus á cruz.
Os seus braços são amarrados.
As suas mãos e pés são pregados com grandes pregos que lhe rasgam a pele de um lado ao outro.
Por cima da cabeça de Jesus colocam a inscrição “Jesus Nazareno Rei dos Judeus”.
Junto à cruz está Maria sua mãe e João o discípulo mais novo.
O coração de Maria está desfeito em mil pedaços. Ela já não tem lágrimas nem forças para suportar tanto sofrimento.

Maria – Meu filho, o que te fizeram meu filho…

Jesus – Mulher, daqui em diante João é o teu filho. João a partir de agora eis aí a tua mãe.


12ª Estação: Jesus morre na cruz

Personagens:
Jesus na cruz
Soldados
Ladrão bom
Ladrão mau

Narrador - Jesus é crucificado no meio de dois ladrões.

Ladrão mau – Tu não és o Messias? Se assim é desce dessa cruz e salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós.

Ladrão bom – Cala-te! Tu nem sequer temes a Deus? Tu que sofres o mesmo suplício?
Quanto a nós, fez-se justiça e estamos a pagar o castigo pelo mal que fizemos. Agora quanto a Jesus, que mal fez ele?
Jesus! Lembra-te de mim quando chegares ao teu Reino!

Jesus – Na verdade te digo! Hoje mesmo estarás comigo no Reino doa Céus!

Tenho sede!

Narrador – Por volta do meio-dia as trevas cobriram toda a região até ás três horas da tarde.
Nessa ultima hora Jesus exclama em voz alta…

Jesus – Meu Deus… Meu Deus porque me abandonaste?
Pai! Nas Tuas mãos entrego o meu espírito! Tudo está consumado!

Narrador – A terra tremeu, raios de luz iluminaram o céu e as rochas abriram-se.

Todos os soldados ali presentes vendo a revolta da natureza ficaram apavorados e de joelhos reconheceram que tinham crucificado um homem inocente.

Soldado 1 – Este era verdadeiramente o Filho de Deus.

Soldado 2 – Sim o Filho de Deus. Crucificamos um homem inocente.

Narrador – Jesus morreu ás três horas da tarde de sexta-feira.
Morreu no maior dos sofrimentos.


13ª Estação: Jesus é descido da cruz


Personagens:
Jesus
José de Arimateia
Dois homens
Maria

Narrador - José de Arimateia e dois homens desceram o corpo de Jesus da cruz.
Maria sua mãe aproxima-se e toma Jesus nos seus braços.
Não podemos imaginar o sofrimento de Maria ao ver nos seus braços o seu amado filho sem vida. Quantos beijos terá ela dado no rosto, nas mãos e nos pés do seu Divino Filho.
Ao contemplar Jesus, Maria lembraria certamente o menino que teve nos seus braços no presépio de Belém.


14ª Estação: Jesus é depositado no túmulo

Personagens:
Jesus
Maria
José de Arimateia
Dois homens 

Narrador - Jesus é retirado dos braços de Maria.
É embrulhado num lençol e sepultado num túmulo. Ali fica o corpo de Jesus.
É o fim. Não se pode tocar, não se pode falar, não se pode ouvir.
Jesus desapareceu.
Onde está aquele que anunciava a Palavra da Vida.
O Senhor da Vida morreu.
Tudo acabou, tudo desapareceu.


15ª Estação: A ressurreição de Jesus

Personagens:
Jesus
Maria de Magdala
Anjos
Todos os participantes

Narrador – No primeiro dia da semana Maria de Magdala foi ao túmulo logo pela manhã. Ainda um pouco escuro viu retirada a pedra que tapava o sepulcro.
Olhando para dentro reparou que já não estava lá o corpo de Senhor.

Maria Magdala – Onde está o corpo do meu Senhor?
Para onde o levaram?

Narrador – Sem parar de chorar Maria de Magdala procura o Senhor sem o encontrar.
Em seu lugar encontra um homem todo vestido de branco.

Homem – Mulher, porque choras?

Maria Magdala – Levaram o corpo do meu Senhor e não sei onde o puseram.
Senhor, se foste tu que o levaste dizei-me onde o puseste, que eu vou busca-lo…

Jesus – Maria… Maria…

Maria Magdala – Mestre és Tu?... Mestre…

(aparecem vários anjos com uma vela na mão e colocam-se de ambos os lados de Jesus enquanto ouve-se musica do Aleluia)

Jesus – Vou partir para junto do meu Pai, mas antes de partir deixo-vos um mandamento novo;

“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI”

Só assim tereis parte comigo no céu se realmente exercerdes o meu novo mandamento.
Eu estou convosco até ao fim dos tempos.

Narrador - A morte não tem a última palavra. Jesus ressuscita porque vence a morte. O plano de Deus é um plano de Vida, e a Ressurreição de Jesus, mostra-nos o grande amor de Deus por todos.
Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Só com Ele é possível liberdade, justiça e paz para todos os homens e mulheres do mundo.

(aparecem todos os participantes ao som do Aleluia)

Fonte: Blog Amiga de Jesus

23 de setembro de 2016

Via Sacra

Na via sacra nós reproduzimos o caminho que Jesus fez desde a condenação ao calvário, temos 15 estações que mostram a Paixão, Morte e  Ressurreição de Jesus.
Ela pode ser feita em qualquer época mas é feita especialmente no tempo da Quaresma.



































Fonte: Blog Canção Nova

17 de março de 2016

VIA SACRA PARA COLORIR

Mt 26, 36-46




36.Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.
37.E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.
38.Disse-lhes, então: Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo.
39.Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.
40.Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo...
41.Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.
42.Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!
43.Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados.
44.Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
45.Voltou então para os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores...
46.Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui.

Mt 26, 47-50


47.Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.
48.O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o!
49.Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o.
50.Disse-lhe Jesus: É, então, para isso que vens aqui? Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo.
Mt 26, 57-66

57.Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo.
58.Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo.
59.Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte.
60.Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.
61.Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.
62.Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti?
63.Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus?
64.Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu.
65.A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia!
66.Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte!
Mt 26, 69-75 

69.Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo: Também tu estavas com Jesus, o Galileu.
70.Mas ele negou publicamente, nestes termos: Não sei o que dizes.
71.Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré.
72.Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem.
73.Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer.
74.Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo.
75.Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente.
Jo 18, 28; 19, 12-16

28.18,  28. Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa.
19, 12.
Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador.
13.Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata.
14.(Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei!
15.Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César!
16.Entregou-o então a eles para que fosse crucificado.

Mt 27, 26-30


26.Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado.
27.Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão.
28.Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate.
29.Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus!
30.Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça.
Jo 19, 17 



17. Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota.

Lc 23,26 


26. Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus.


Lc 23, 27-28


27.Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam.
28.Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos.


Jo 19, 19-22


19.Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus.
20.Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.
21.Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus.
22.Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.

Lc 23, 39-43


39.Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!
40.Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício?
41.Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum.
42.E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!
43.Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.

Jo 19, 25-27


25.Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
26.Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.
27.Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.

Lc 23, 44-46


44.Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona.
45.Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio.
46.Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, dizendo isso, expirou.

Mc 15, 42-46


42.Quando já era tarde - era a Preparação, isto é‚ é a véspera do sábado -,
43.veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44.Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido.
45.Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo.
46.Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolveu-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rolando uma pedra para fechar a entrada.

Mc 16, 1-8


1.Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus.
2.E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado.
3.E diziam entre si: Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro?
4.Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande.
5.Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se.
6.Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram.
7.Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis como vos disse.
8.Elas saíram do sepulcro e fugiram trêmulas e amedrontadas. E a ninguém disseram coisa alguma por causa do medo.
Fonte:http://amigadejesus.blogspot.com.br/2013/03/via-sacra-para-colorir_10.html