Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens

23 de março de 2017

Via-Sacra (encenada)



Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém

Personagens:
Jesus
Discípulos
Multidão 

Narrador – Estava próxima a festa da Páscoa e Jesus dirigiu-se para Jerusalém. Uma grande multidão que viera para a festa, ao saber que Jesus se aproximava, começaram a louvar e a bendizer a Deus por todos os milagres que tinham presenciado. Cortaram ramos de palmeiras e de oliveiras e saíram ao seu encontro cantando de alegria dizendo:

«Hossana, Hossana ao filho de David.
Bendito o que vem em nome do senhor,
Hossana, Hossana nas alturas.»

(uma multidão agita ramos de oliveira e palmeiras. Jesus aparece rodeado pelos seus discípulos)


A Ultima Ceia

Personagens:
Jesus
Simão Pedro
Judas
João
Discípulos 

Narrador – Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai reuniu os seus discípulos pela ultima vez.

Jesus levantou-se, tirou o manto que cobria os seus ombros, pegou numa toalha e atou-a à cintura. Depois deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos seus discípulos e de seguida enxugava-os com a toalha que atara á cintura.
Chegando a Simão Pedro, este muito indignado diz-lhe:

Simão Pedro – Senhor, tu é que me lavas os pés?

Jesus – O que eu estou a fazer tu não o entendes por agora Simão Pedro, mas hás-de compreende-lo mais tarde.

Simão Pedro – Não! Isso não! Tu nunca me hás-de lavar os pés.

Jesus – Se eu não te lavar os pés, nada terás a haver comigo.

Simão Pedro – Ó Senhor, então não só os pés mas também as mãos e a cabeça.

Jesus – Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés, pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todos.

Narrador – Jesus bem sabia que um dos seus discípulos o ia entregar, por isso é que disse a Simão Pedro que ‘nem todos estavam limpos’.

Depois de lhes ter lavado os pés e de colocar novamente o seu manto pelas costas, sentou-se á mesa junto dos seus discípulos.
Virando-se para eles disse-lhes:

Jesus – Compreendeis o que vos fiz?
Vós chamastes Mestre e Senhor, e disseram bem, porque o sou mesmo.
Ora se eu vos lavei os pés sendo Senhor e Mestre, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.
Dei-vos o exemplo para que, tal como Eu vos fiz, o façais vós também.
Em verdade vos digo; quem recebe aquele que Eu enviar é a mim que recebe, e quem recebe a mim recebe aquele que me enviou.

Narrador – Depois de ter dito tudo isto, Jesus perturbou-se interiormente e disse:

Jesus – Um de vós vai entregar-me.

João – Senhor quem é? Serei eu?

Jesus – É aquele a quem eu der um bocado de pão ensopado.

Narrador – Jesus molhando um pedaço de pão no vinho deu-o em seguida a Judas Iscariotes.

Judas – Porventura sou eu, Mestre?

Jesus – Tu o disseste. Vai… o que tens a fazer fá-lo depressa.

Narrador – Judas levanta-se da mesa. Ele sai deixando todos admirados e consigo leva o saco onde estão as 30 moedas de prata pagas pelo beijo de traição dado a Jesus.

Sabendo Jesus que estava perto a sua hora de passar deste mundo para o Pai, não quis partir sem realizar um dos maiores milagres que ainda hoje se realiza em cada eucaristia.

Enquanto comiam Jesus pegou num pão e depois de pronunciar a bênção partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo:

Jesus – Tomai todos e comei, isto é o meu corpo que vai ser entregue por vós.

Narrador – Depois tomou o cálice, deu graças e disse:

Jesus – Tomai todos e bebei, isto é o meu sangue da aliança que vai ser derramado por todos vós.
Fazei isto em memória de mim.

Levantai-vos e vamos daqui, pois está a chegar a minha hora.


Jesus no Horto das Oliveiras


Personagens:
Jesus
Simão Pedro
Judas
Discípulos
Soldado 1
Soldado 2
Criada
Homem 1
Homem 2
Multidão

Narrador – Terminada a ultima ceia, Jesus e seus discípulos foram para um lugar chamado Getsémani conhecido pelo jardim das oliveiras.

Jesus – Ficai aqui enquanto vou orar.

Narrador - Jesus afasta-se e caindo por terra reza a Seu Pai…

Jesus – Abba, se é possível afasta de mim este cálice, mas, que não seja feita a minha vontade mas sim a Tua vontade.

Narrador – Voltando Jesus para junto dos seus discípulos encontra-os a dormir.
Mas depressa acorda-os.

Jesus - Dormes, Simão Pedro? Não pudeste vigiar uma hora?

Levantai-vos! Já se aproxima a hora em que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
Está perto aquele que me vai entregar.

Narrador - Judas acompanhado pelos soldados e uma multidão aproxima-se de Jesus. Chegando perto, Judas vai até junto de Jesus e beija-o no rosto…

Judas – Mestre!

Jesus – Judas é com um beijo que entregas o Filho do Homem?

Judas – É Ele… depressa, prendam-lhe.

Jesus – Viestes prender-me com espadas e varapaus como se eu fosse um ladrão!... Estava todos os dias sentado no tempo a ensinar e não me prendestes!... Mas tudo isto acontece para que se cumprem as Escrituras dos profetas.

Narrador - Os soldados prendem Jesus, amarram e levam-no. Quando chegaram à entrada do palácio os soldados e Jesus seguem o seu caminho enquanto a multidão incluindo Pedro ficam para trás.
O dia está frio e Pedro para se aquecer e saber de alguma novidade de Jesus, junta-se a dois homens e uma criada que estão junto a uma fogueira.
A criada olhando fixamente para Pedro aponta-lhe o dedo…

Criada – Este também estava com Ele!

Pedro – EU?... Não o conheço, mulher!

Homem 1 – Sim, tu também és dos tais…!

Pedro – Não! Não o sou!

Homem 2 – Com certeza que este estava com ele!
Pois, olhem para ele também é Galileu!

Pedro – Homem! Não sei o que dizes!

Narrador - E nesse instante um galo cantou, tal como Jesus tinha dito a Pedro quando este o negasse 3 vezes.


Musica ou um cântico


1ª Estação: Jesus é condenado à morte.

Personagens:
Pilatos
Jesus
Soldados
Barrabás
Multidão

Narrador – Os que tinham prendido Jesus conduziram-no á presença do governador de nome Pilatos.

Soldado 1 – Aqui está o Rei dos Judeus!

Pilatos – Tu és o Rei dos Judeus?

Jesus – Tu o disseste…

Multidão - Blasfémia! Mentira! Traidor!...

Pilatos – Não dizes nada? Vê de quantas coisas Te acusam!

Multidão – Crucifica-o! Crucifica-o!

Pilatos – Silencio!... É costume todos os anos pela Páscoa soltar um prisioneiro…
Trazei-me o ladrão e criminoso Barrabás.

E agora meu povo, quem quereis que solte?
Barrabás… ou Jesus chamado Cristo?

Multidão - Barrabás… Barrabás… Barrabás…

Pilatos – Então que quereis que faça ao Rei dos Judeus?

Multidão – Crucifica-O! Crucifica-O!

Narrador – Pilatos vendo que a revolta da multidão aumentava cada vez mais, manda vir uma envasilha de água.

Pilatos – Daqui lavo as minhas mãos. Estou inocente deste sangue.
Tomai-o vós e crucificai-o porque eu não encontro n’Ele crime algum.


2ª Estação: Jesus leva a sua cruz

Personagens:
Jesus
Dois soldados

Narrador - Os soldados conduziram Jesus para o pretório e lá despiram-no.
Bateram-lhe com os chicotes e colocaram nos seus ombros um manto de púrpura. Na cabeça uma coroa de espinhos e uma cana na sua mão direita.

Soldado 1 e 2 – Salve ó Rei dos Judeus! Salve ó Rei dos Judeus!

Narrador - Como se isso não chegasse colocam-lhe com grande brutalidade nos seus ombros uma cruz. Jesus recebe a sua cruz. Como ela é pesada. Tanta dor e sofrimento. Jesus segura a cruz curvado, dobrado, vergado. É um peso, um grande peso.


3ª Estação: Jesus cai pela primeira vez

Personagens:
Jesus
Soldados

Narrador - Jesus segue o seu caminho por meio da multidão. Jesus cai. Os soldados puxam por Ele…

Soldados – Levanta-te! Não consegues andar?! Vamos lá! Depressa! De pé!

Narrador - Jesus levanta-se com muito esforço e continua o seu caminho.


4ª Estação: Jesus encontra a sua Mãe

Personagens:
Jesus
Soldados
Maria sua Mãe

Narrador - No caminho do sofrimento, dá-se o encontro de Maria com o seu Filho.
O seu coração é trespassado por uma lança ao ver o sofrimento de Jesus. Os seus olhos estão arrasados de lágrimas.
Maria encontra-se com Jesus para o olhar nos olhos e dizer-lhe o quanto ama nesta hora tão difícil.

Soldados – Afasta-te mulher! Deixa-O continuar! Para traz! Vamos a caminho!

Narrador - Maria não compreende o motivo porque todos ali á volta apontam o dedo a Jesus. O seu sofrimento á tão grande ao ver Jesus assim ferido e agredido por todos.


5ª Estação: Simão de Cirene leva a cruz de Jesus

Personagens:
Jesus
Simão de Cirene (Cireneu)
Soldados

Narrador - Jesus caminha entre a multidão.
Onde estão os seus amigos?
Onde estão aqueles que Jesus curou?
Onde estão aqueles a quem Jesus restituiu a alegria de viver e devolveu a esperança?
Ninguém se preocupa com Jesus.
Ninguém levanta uma mão para ajudar Jesus com a sua cruz.
Jesus cada vez está mais fraco e os soldados ao verem a sua fragilidade puxam do meio da multidão um homem, um tal Cireneu para ajudar Jesus.

Soldados – Tu aí ajuda-O! Não vá morrer antes de chegar ao destino!


6ª Estação: A Verónica enxuga o rosto do Senhor

Personagens:
Jesus
Soldados
Verónica

Narrador - O caminho é comprido e parece não ter fim.
Ao encontro de Jesus aparece uma mulher de nome Verónica, que não suporta mais ver o quanto um ser humano é tão maltratado e torturado sem ter culpa alguma.
Verónica avança na direcção de Jesus e enxuga-Lo o rosto.

Soldados – Afasta-te, deixa-O seguir! Vai-te embora!

Verónica - Olhem… olhem para isto. Vejam… vejam a face do meu Jesus.


7ª Estação: Jesus cai pela segunda vez

Personagens:
Jesus
Soldados

Narrador - Jesus volta a cair por terra. O caminho até ao Calvário é arrasador. Como é possível Jesus aguentar tanto sofrimento.

Soldados – Então vamos lá, levanta-te! Temos mais que fazer! Siga o caminho, vamos!


8ª Estação: Piedosas mulheres choram por Jesus

Personagens:
Jesus
Soldados
As mulheres

Narrador - No meio da multidão que está presente, há mulheres que choram á passagem de Jesus.
Elas olham para Jesus e para todas as feridas que ele tem no corpo.
As dores devem ser horríveis. Jesus apesar do cansaço e do esforço tem um momento para elas e dirige-lhes uma palavra de consolo.

Jesus – Mulheres, filhas de Jerusalém! Porque chorais por mim?
Chorai antes por vós e por vossos filhos!...


9ª Estação: Jesus cai pela terceira vez

Personagens:
Jesus
Soldados

Narrador - Jesus volta a cair pela terceira vez. A cruz nos seus ombros torna-se cada vez mais pesada. Mas não é o peso da cruz que o atormenta, mas sim o ódio que sente á sua volta, o ódio que sai do interior do coração dos homens.
Como pode Ele superar o peso de todo este ódio.
Como é possível ter forças para se levantar e continuar o caminho até ao calvário?
Como é possível manter-se de pé com todo aquele peso aos ombros?
E o coração de Jesus? Como estará o seu coração…
Ninguém compreende Jesus.
Ninguém olha para os seus olhos suplicantes a pedir ajuda.


10ª Estação: Jesus é despojado das suas vestes

Personagens:
Jesus
Soldados
Dois ladrões

Narrador - Chegaram ao lugar das execuções.
O lugar é chamado de ‘Golgota’ que quer dizer ‘lugar do crânio’.
Jesus está sem forças, sem defesa e completamente esgotado.
Tiraram-lhe as suas forças e a sua dignidade.
Agora também lhe tiram as suas roupas.

Soldado – Olhem a sua túnica. Vamos dividi-la ao meio.

Soldado – Não, não a rasguemos. Vamos antes jogar e tirar á sorte para ver qual de nós é que fica com ela.

Soldado – Ganhei, ganhei… é minha… a túnica é minha.

Jesus – Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!

Narrador - Olhai para Jesus, Ele está despido como um pobre que nada possui.
Jesus chega à morte em total solidão.


11ª Estação: Jesus é pregado na cruz


Personagens:
Jesus
Soldados
Maria
João
Dois ladrões

Narrador - Chegou a hora do maior sofrimento…
Os soldados encostam Jesus á cruz.
Os seus braços são amarrados.
As suas mãos e pés são pregados com grandes pregos que lhe rasgam a pele de um lado ao outro.
Por cima da cabeça de Jesus colocam a inscrição “Jesus Nazareno Rei dos Judeus”.
Junto à cruz está Maria sua mãe e João o discípulo mais novo.
O coração de Maria está desfeito em mil pedaços. Ela já não tem lágrimas nem forças para suportar tanto sofrimento.

Maria – Meu filho, o que te fizeram meu filho…

Jesus – Mulher, daqui em diante João é o teu filho. João a partir de agora eis aí a tua mãe.


12ª Estação: Jesus morre na cruz

Personagens:
Jesus na cruz
Soldados
Ladrão bom
Ladrão mau

Narrador - Jesus é crucificado no meio de dois ladrões.

Ladrão mau – Tu não és o Messias? Se assim é desce dessa cruz e salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós.

Ladrão bom – Cala-te! Tu nem sequer temes a Deus? Tu que sofres o mesmo suplício?
Quanto a nós, fez-se justiça e estamos a pagar o castigo pelo mal que fizemos. Agora quanto a Jesus, que mal fez ele?
Jesus! Lembra-te de mim quando chegares ao teu Reino!

Jesus – Na verdade te digo! Hoje mesmo estarás comigo no Reino doa Céus!

Tenho sede!

Narrador – Por volta do meio-dia as trevas cobriram toda a região até ás três horas da tarde.
Nessa ultima hora Jesus exclama em voz alta…

Jesus – Meu Deus… Meu Deus porque me abandonaste?
Pai! Nas Tuas mãos entrego o meu espírito! Tudo está consumado!

Narrador – A terra tremeu, raios de luz iluminaram o céu e as rochas abriram-se.

Todos os soldados ali presentes vendo a revolta da natureza ficaram apavorados e de joelhos reconheceram que tinham crucificado um homem inocente.

Soldado 1 – Este era verdadeiramente o Filho de Deus.

Soldado 2 – Sim o Filho de Deus. Crucificamos um homem inocente.

Narrador – Jesus morreu ás três horas da tarde de sexta-feira.
Morreu no maior dos sofrimentos.


13ª Estação: Jesus é descido da cruz


Personagens:
Jesus
José de Arimateia
Dois homens
Maria

Narrador - José de Arimateia e dois homens desceram o corpo de Jesus da cruz.
Maria sua mãe aproxima-se e toma Jesus nos seus braços.
Não podemos imaginar o sofrimento de Maria ao ver nos seus braços o seu amado filho sem vida. Quantos beijos terá ela dado no rosto, nas mãos e nos pés do seu Divino Filho.
Ao contemplar Jesus, Maria lembraria certamente o menino que teve nos seus braços no presépio de Belém.


14ª Estação: Jesus é depositado no túmulo

Personagens:
Jesus
Maria
José de Arimateia
Dois homens 

Narrador - Jesus é retirado dos braços de Maria.
É embrulhado num lençol e sepultado num túmulo. Ali fica o corpo de Jesus.
É o fim. Não se pode tocar, não se pode falar, não se pode ouvir.
Jesus desapareceu.
Onde está aquele que anunciava a Palavra da Vida.
O Senhor da Vida morreu.
Tudo acabou, tudo desapareceu.


15ª Estação: A ressurreição de Jesus

Personagens:
Jesus
Maria de Magdala
Anjos
Todos os participantes

Narrador – No primeiro dia da semana Maria de Magdala foi ao túmulo logo pela manhã. Ainda um pouco escuro viu retirada a pedra que tapava o sepulcro.
Olhando para dentro reparou que já não estava lá o corpo de Senhor.

Maria Magdala – Onde está o corpo do meu Senhor?
Para onde o levaram?

Narrador – Sem parar de chorar Maria de Magdala procura o Senhor sem o encontrar.
Em seu lugar encontra um homem todo vestido de branco.

Homem – Mulher, porque choras?

Maria Magdala – Levaram o corpo do meu Senhor e não sei onde o puseram.
Senhor, se foste tu que o levaste dizei-me onde o puseste, que eu vou busca-lo…

Jesus – Maria… Maria…

Maria Magdala – Mestre és Tu?... Mestre…

(aparecem vários anjos com uma vela na mão e colocam-se de ambos os lados de Jesus enquanto ouve-se musica do Aleluia)

Jesus – Vou partir para junto do meu Pai, mas antes de partir deixo-vos um mandamento novo;

“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI”

Só assim tereis parte comigo no céu se realmente exercerdes o meu novo mandamento.
Eu estou convosco até ao fim dos tempos.

Narrador - A morte não tem a última palavra. Jesus ressuscita porque vence a morte. O plano de Deus é um plano de Vida, e a Ressurreição de Jesus, mostra-nos o grande amor de Deus por todos.
Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Só com Ele é possível liberdade, justiça e paz para todos os homens e mulheres do mundo.

(aparecem todos os participantes ao som do Aleluia)

Fonte: Blog Amiga de Jesus

21 de março de 2017

Teatro A Natureza – Campanha da fraternidade 2017


Se você tem alguma peça de teatro para catequese ou missa com crianças nos envie, partilhe com os catequista e nos ajude a evangelizar. E-mail: contato@missacomcriancas.com.br
(Montar uma estrutura em que alguém possa entrar e vesti-la com uma roupa marrom(podem ser panos montados), colar nela tiras de TNT verdes e azuis para simbolizar matas e rios e nelas pendurar materiais que indiquem motivos de destruição, no verde -machado de EVA, simbolizando desmatamento, no azul garrafas, papeis, peixes mortos, na parte marron, vasilhas de agrotóxicos, etc)
No final da apresentação, a Menina pode convidar as crianças a tirar da natureza tudo que está judiando dela.  Deixar um cesto ao lado para que joguem tudo nele.
Menina – Olá senhora! Como se chama? Você parece cansada, ofegante… você está passando mal? Posso te ajudar?
Natureza –(com voz difícil e ofegante)  Olá, menina! Você é muito linda!  Um dia também fui muito linda e cheia de vida. Hoje estou sofrendo, estou quase morrendo…
Menina – Mas por que, minha senhora?
Natureza – Está vendo quanta tranqueira há em mim? Veja como estou devastada…
Menina – Porque a senhora ficou assim?
Natureza – Pois é, eu era pura, respirava bem porque as minhas matas e rios me davam todo o oxigênio que preciso para viver bem, mas os homens… Ah, esses homens…
Menina – Me conta! O que os homens fizeram e fazem para você para te deixar assim?
Natureza – Então… eu tenho em mim 6 biomas que são sistemas diferentes que cobrem todo meu território: a amazônia, o pantanal, a caatinga, a mata atlântica, o cerrado e os pampas.  Antes eles eram ricos, com muitas árvores, rios puros e cheios de peixes e os animais viviam felizes neles porque havia fartura, muita vida…
Menina – Explica para mim como eles fizeram isso…
Natureza – O homem e sua ambição… os homens são gananciosos e sempre estão querendo mais e mais. Derrubam minhas matas para criar grandes fazendas de cultivo e de pecuária; queimam meu solo para limpar a terra para plantar, afugentando os animais do seu lugar. Não me deixam respirar:  plantam uma cultura em cima da outra para ganhar mais dinheiro; outros derrubam minhas árvores para exportar minhas madeiras; criam grandes indústrias que soltam impurezas nos meus rios poluindo suas águas causando a morte dos peixes e soltam muita fumaça poluindo o ar que eu respiro.
Menina – Nossa! Que coisa feia os homens fazem com a senhora!
Natureza -Mas não é só isso. O meu pantanal era lindo saudável, mas os homens inventaram um tal de turismo ecológico, que de ecológico não tem nada, construindo hotéis e pousadas de forma desorganizada incentivando as pessoas a visitarem as minhas  belezas, mas não as ensinou a me respeitar, a não jogar lixo em mim, não as ensinou a me proteger para preservar o que há de bom em mim.
Menina – mas… estou pensando aqui… se os homens não plantam  morremos de fome; se eles não constroem ficamos sem teto; precisamos das indústrias para criar as roupas e tudo que usamos. Então, como podemos fazer o que precisamos para viver sem machucar você e os animais?
Natureza – boa pergunta, menina! Ninguém disse que o homem não pode plantar, construir, se divertir, etc, mas ele deve e pode fazer tudo isso da forma certa:  me preservando.
Menina – como assim?
Natureza – cuidando de mim. Veja: ele pode  plantar deixando um tempo para a minha terra respirar, repondo os nutrientes que as plantações tiram de mim, usando menos agrotóxicos que me machucam e poluem os rios; pode visitar as minhas belezas sem deixar lixo espalhado, sem estragar as minhas plantas, admirar os animais que habitam em mim sem matá-los, deixando-os viver no seu lugar; construir fábricas tendo cuidado de evitar a poluição do meu solo, dos rios e do ar cuidando para que os resíduos sejam tratados da maneira correta e não me prejudiquem, e por aí vai…
Menina – Natureza, você falou dos homens que te fazem sofrer, mas nós crianças não prejudicamos você. Não é?
Natureza – Muito pelo contrário… Se as crianças não forem educadas a agir com consciência desde cedo, num futuro bem próximo,  eu me tornarei inútil e a vida vai ficar mais difícil.
Menina – E, como, nós crianças, podemos ajudar hoje?
Natureza – Vocês crianças podem ajudar e muito a cuidar de mim.
Veja: as crianças não plantam, não constroem mas produzem muito lixo que pode me prejudicar.
Menina – eu produzo lixo? Como?
Natureza –  tá certo! Vocês crianças não provocam os mesmos estragos que os adultos, mas provocam sim estragos em meus jardins , lagos e rios, você não sabia?
Menina- As crianças estragam você também?
Natureza – Quando não agem da maneira correta, estragam sim.
Eu mostro para você: o chiclets que você adora tem papel e onde você o joga?  Aquele sorvete delicioso também vem embalado no papel ou num potinho e para onde ele vai?
Lembra a latinha ou garrafa do refrigerante, os copinhos da água que você bebe? SE você não for educada para cuidar da natureza, você joga na rua, nos jardins e, com a chuva, você sabe quem aparece, não sabe?
Menina – Quem? Quem?
Natureza – esses objetos na natureza acumulam água da chuva e aquele famoso mosquito, sabe… AQUELE, O AEDES EGYPTI, ele chega com tudo trazendo aquelas doenças que você conhece. Não?
Menina – Nossa, Natureza! Tive uma aula e tanto com você hoje!
E vocês, crianças? Não acham? Viram como podemos ajudar? Cuidar da natureza e da vida do planeta não é tarefa só dos adultos, mas nossa também e ainda podemos ajudar cobrando dos nossos pais e amiguinhos quando eles fazem coisas erradas com a natureza.
Crianças, vamos ajudar a Natureza a ficar bonita e saudável de novo? Vamos tirar dela tudo que  está prejudicando sua vida? Mãos à obra.
Natureza – obrigado, crianças, continem assim como Deus e eu gostamos!
Fonte:http://www.missacomcriancas.com.br/site/teatro-natureza-campanha-da-fraternidade-2017/

Campanha da fraternidade 2017- Biomas brasileiros



Se você tem alguma peça de teatro para catequese ou missa com crianças nos envie, partilhe com os catequista e nos ajude a evangelizar. E-mail: contato@missacomcriancas.com.br
PERSONAGENS: mata atlântica e amazônia(representadas por árvores verdes), alguém vestido com roupa marron e chapéu de nordestino ou uma árvore seca(caatinga), cerrado(……..)
pantanal(jacaré?) pampas(………)
 os personagens dos biomas estão abatidos e cabisbaixos e entra a menina dirigindo-se a eles:
 Menina- quem são vocês? Por que estão assim tão tristes?
 Personagens juntos: somos os biomas brasileiros. Estamos tristes porque os homens estão,
cada vez mais,  nos destruindo para ter mais dinheiro.
 Menina: Como assim? Me expliquem como isso acontece…  Mata Atlântica,
 Mata Atlântica: Eu era imensa e cobria grande parte do Brasil. Em mim haviam lindos rios, muitos animais, árvores e flores….. mas, o homem derrubou a maioria das minhas árvores para plantar café, cana-de-açúcar, cacau, soja, trigo e outros produtos e grandes indústrias e construir cidades, sem cuidar do meu solo. Há muitos anos, o homem usa meu solo e não me protege e, por isso, me causa grandes erosões e poluição dos meus rios e do ar.
Menina: nossa!!! que judiação! Eu vejo tudo tão bonito e nunca pensei que nós te prejudicamos tanto!!! E você, Amazônia, o que te entristece?
 Amazônia: pois é… eu também sofro por causa da ambição do homem que derruba minhas árvores e queima meu solo para aumentar seus projetos de pecuária, extrai minhas madeiras para exportar, explora garimpos e extrai minerais que poluem os meus rios, constroem cidades, estradas sem ter o mínimo cuidado de mim…
 Menina: Meu Deus!!! eu não acredito… ouço sempre falar que a Amazônia é o pulmão do mundo, que tem muita mata, mas vejo que esse pulmão não anda nada bem… e você,Caatinga? O que me diz? Qual é a razão da sua tristeza?
 Caatinga: No início, eu era uma terra fértil…mas, também em mim, o homem vem causando sérios danos, ao longo do tempo, e corro o risco de me tornar um deserto porque há muitos anos ele me explora com plantações de cana-de-açúcar, cacau, pecuária e vem causando a minha devastação porque ele usa meu solo sem ter o cuidado de me proteger e polui meus rios com uso exagerado de agrotóxicos. Os grandes empresários, além de me desmatar, se apossam do uso dos açudes e os pequenos agricultores sofrem com a terra árida e com a falta de água.
 Menina: Gente!!! o que estamos fazendo com a natureza? Cerrado,e você,o que tem a me dizer?
 Cerrado: pois é… parece que sou repeteco dos meus amigos aí…mas, eu era formado por grandes campos de vegetação baixa e fui invadido com a construção de Brasília e das cidades que se construíram à sua volta…em mim também o homem viu um ótimo lugar para instalar grandes fazendas de pecuária. O meu desmatamento vem causando o assoriamento dos meus rios e os agrotóxicos usados na terra também os poluem. Com isso, os animais e a vegetação que haviam em mim estão diminuindo…
 Menina: Que pena!!! agora, quem está ficando triste sou eu…
Pampa, me diz uma coisa… por acaso você também está sofrendo com a ação do homem?
 Pampa: Adivinhou… eu, como as matas,  sofro com o uso indiscriminado do meu solo por grandes fazendas de pecuária. As culturas de soja e trigo também me causam desgaste e erosão. O homem só me usa. Tira meus nutrientes e não os repõe e, por isso, estou ficando árido e fica difícil aparecer novas vegetações em mim porque as queimadas diminuem as minhas matérias orgânicas. Estou ficando fraco…
 Menina: Jesus, me abana! Vou ter um treco… Mas, espera aí… e você quem é?
 Pantanal: Eu?… como você vê, eu sou um bioma também e me chamo Pantanal. Eu era coberto por matas e grandes áreas banhadas. Em mim habitavam muitos animais e meus rios tinham abundância de peixes.  Mas… o homem descobriu um jeito de ganhar dinheiro com um tal de turismo ecológico muito desorganizado que estraga meu ambiente, porque o lixo produzido pelos turistas é jogado nos meus rios e prejudica a fauna e a flora que habitem em mim e estragam os meus rios e banhados. As grandes fazendas, hotéis e pousadas alteram a minha natureza com o desmatamento. Os garimpos e a pesca predatória também me causam destruição. Agora você entende por que estamos sofrendo tanto?
 Menina: Meus amigos, eu não imaginava que o estrago era tão grande. Eu peço desculpas a vocês por todos os prejuízos que causamos…Além de prejudicar vocês é a nós mesmos que estamos prejudicando porque, cada dia, há mais poluição, mais desorganização no clima, alimentos com mais agrotóxicos, novas doenças aparecendo e muitas outras coisas que nos prejudicam.
Mas o que podemos fazer para que vocês possam ter vida melhor e assim melhorar a nossa vida também?
 Biomas juntos: Quando Deus criou o homem ele disse para ele cuidar da terra, dos animais, das águas  e de tudo o que nela existe. Então…
 Menina:  Isso mesmo!  O homem está devendo muito à natureza: Ele não vem cuidando dela como Deus ordenou.
E vocês amiguinhos, o que acham que podemos fazer para cuidar da natureza como Deus pediu?(voltando-se para as crianças- deixá-los falar)
É… nós que moramos aqui em (nome da cidade) estamos longe desses biomas porque moramos na cidade e podemos pensar que não temos a ver com nada disso, mas nós podemos ajudar de várias maneiras:  aqui na nossa cidade temos um pedaço da Mata Atlântica nos nossos parques Parque do Ingá, Bosque 2, Horto Florestal que podemos preservar não jogando lixo na mata e nem nos lagos da cidade. Se jogarmos o lixo no lugar certo, separando os recicláveis também podemos ajudar a natureza. E, por último, podemos rezar a Deus pedindo que ilumine os governantes e as pessoas que tomam decisões em nosso país para que cuidem, em primeiro lugar, do bem estar da natureza e de todos que nela habitam.
Vamos lá, mãos à obra!
Margarida – Paróquia Santa Maria Goretti
Maringá-Pr
Fonte:http://www.missacomcriancas.com.br/site/campanha-da-fraternidade-2017-biomas-brasileiros/

14 de novembro de 2016

Encenação: Símbolos do Natal


 Irmã Patrícia Silva, fsp

Esta encenação pode ser feita na escola, na catequese, em família. Uma pessoa faz a narração. Várias crianças e, até pessoas adultas, podem participar, encenando cada personagem.
Material necessário: uma árvore verde, sem enfeites, festões, bolas coloridas, presentes, estrela, anjo para dependurar na árvore, frase escrita numa faixa: “Glória a Deus nas alturas e paz aos homens”,uma manjedoura,  a imagem do menino Jesus, que será colocada junto à árvore, no momento oportuno.


 As pessoas se reúnem numa sala que reserva um espaço vazio para a encenação.

Narrador(a): Estamos reunidos para celebrar o Natal. O mundo inteiro está  celebrando o Natal. É realmente importante. A internet, a televisão, os jornais, as revistas, as lojas, as ruas, as casas e praças estão enfeitadas. Todo mundo festeja o Natal. Há até uma música diferente.

Música natalina instrumental

Árvore (entra uma criança vestida de árvore ou carregando uma árvore que está dentro de um vaso. Coloca-a no centro do ambiente e fala):  Acho que cheguei a tempo para a festa do Menino Deus. Não podia faltar. Sou símbolo da vida, símbolo de Jesus. Ele mesmo vai dizer quando for grande: “eu sou a videira e vocês são os ramos”. “Eu sou a Vida!” Quero ficar por aqui para a festa de sua chegada.

Música
Estrela (apagam-se as luzes, por um instante, uma criança entra, trazendo a estrela. Acendem-se as luzes, e criança fala): Sou uma estrela especial, um cometa. Venho de longe para iluminar  a manjedoura, o bercinho do Menino Jesus. Minha missão também é de guiar os Reis Magos e todas as pessoas que querem se encontrar com Ele. Por isso, escolho o lugar mais alto nesta linda árvore para ficar. (A estrela é colocada no topo da árvore).

Música
Festões (duas crianças chegam trazendo os festões verdes ou dourados e vão enfeitando a árvore, enquanto falam): Nós somos os festões. Queremos mesmo uma grande festa para o Menino Deus. Simbolizamos todos os caminhos do mundo que devem, nesta noite, direcionar-se para cá. Queremos que todas as pessoas venham se encontrar com Jesus.

Música
Bolas coloridas (várias crianças trazem bolas coloridas. Uma delas fala, enquanto as outras vão colocando as bolas na árvore). Nós somos as bolas coloridas. Simbolizamos as frutas nesta árvore. As bolas simbolizam os bons frutos na vida das pessoas: o amor, a paz, a fraternidade, o perdão, a gratidão, a esperança, a alegria....

Música
Anjo (uma criança traz o anjo, coloca-o na árvore, e fala): Um anjo disse para Maria que ela seria Mamãe do menino Jesus. Outro anjo, quando ele nasceu, apareceu aos pastores e deu-lhes a linda notícia: “Nasceu hoje na cidade de Belém um Menino, o Salvador”.


 Música
Manjedoura ( Uma criança traz a manjedoura vazia, coloca-a diante da árvore e diz):Esta é a manjedoura, o bercinho de Jesus. Não havia lugar para Ele nas casas, por isso ele foi colocado num cocho onde os animais comiam capim.

Música
Faixa  (duas crianças trazem a faixa onde está escrito: Glória a Deus....Colocam a faixa na árvore  e uma fala): Estas palavras são o programa de vida de Jesus e nosso. Foram ditas pelo coral de anjos aos pastores que logo vieram visitar o Menino Jesus (as duas crianças dizem):   “Glória a Deus nas alturas e paz na terra às pessoas de boa vontade”.

Música
Presentes ( algumas crianças trazem presentes numa cesta e colocam a cesta ao pé da árvore. Uma delas diz): Os pastores visitaram o Menino e trouxeram-lhe presentes: leite quentinho, frutas, lã para o aquecer....
Música
Menino e Menina (Uma menina vestida de Maria e um menino vestido de José  trazem o Menino Jesus e o apresentam a todos. Depois, o colocam na manjedoura, ficando a seu lado).

Música – Noite feliz ( se possível, todos cantam)
Noite feliz, noite feliz! Ó Senhor, Deus de amor, pobrezinho, nasceu em Belém. Eis na lapa, Jesus, nosso bem! Dorme em paz, ó Jesus (bis).

Noite feliz, noite feliz! O Jesus, Deus da luz, quão afável é o teu coração, que quiseste nascer nosso irmão, e a nós todos salvar (bis).

Noite feliz, noite feliz! Eis que no ar vêm cantar aos pastores os anjos do céu, anunciando a chegada de Deus, de Jesus Salvador (bis).

Narrador/a – Agora, estamos reunidos em torno do presépio, recordando o nascimento de Jesus. É Natal. São Paulo diz: “A bondade e o amor de Deus se manifestaram” (Tt 2,11). Tomando em nossas mãos a imagem do Menino Jesus, digamos o que queremos ser no seu presépio.  (Passar a imagem de mão em mão e esperar que as pessoas se expressem).

Narrador/a – Este é o momento de nos desejarmos uns aos outros “Feliz Natal”.
Fonte:http://comunicacatequese.blogspot.com.br/p/natal.html